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Pedindo água

Água é um problema sério no mundo de hoje. O planeta é formado por cerca de 70% de água, mas apenas 0,25% é o que consideramos água potável, que está em rios, lagos, etc. Desta, 70% é destinada à agropecuária, o que reduz a 0,075% que temos para consumo doméstico.

Com o escasseamento de recursos do planeta, onde se acredita segundo a ONU, que até 2025 teremos 2,7 bilhões de pessoas sem água potável suficiente, as discussões sobre as melhores formas de se utilizá-la são frequentes.

Uma das questôes mais abordadas é a do consumo de carne. Vivemos hoje num país que é a maior “fábrica” de carne do mundo. Somos o maior exportador. Hoje temos no país cerca de 200 milhóes de bovinos (mais que temos de pessoas) e mais 180 milhões de frangos, em esquema industrial na maior parte das vezes, já que estes seres são “cultivados” pela indústria alimentícia. O consumo de água desta indústria é enorme. Calcula-se que para cada quilo de boi são necessários 15 mil litros de água. Claro que esta conta não leva em consideração o que os bois fazem de xixi e etc., mas ainda assim, é preciso ter esta água potável toda disponível durante a vida do animal. Claro, ainda nem vou me aprofundar nas questões de especismo e sofrimento animal, guardo para um outro post.

O consumo da água por parte da população também requer um cuidado enorme, já que o desperdício é muito notório. A média de consumo de água pela população, em termos de litros por habitante por dia varia demais (de 10 a 1000), o que, claro, tem uma lógica social. Regiões mais ricas tem pessoas que usam mais água, lavam mais roupas, tomam mais (e demorados) banhos, etc. No mundo de hoje ainda tem gente que varre a calçada com a mangueira e deixa a torneira aberta para escovar os dentes. Muito precisa ser feito em termos de educação. É necessário uma geração todinha crescer com esta nova visão da forma como os recursos do planeta devem ser poupados

Esta eu peguei lá no Contraditorium, neste artigo.

É realmente chocante ver este tipo de coisa acontecendo. Resumidamente, o Senado contratou o serviço de exibição de um banner de menos de 200 pixels por 48 mil reais mensais, por um ano. Isso num site desconhecido (paraiba.com.br), com pequeno volume de acessos. Posteriormente, as informações foram alteradas, tirando-se o termo que dava a entender que o contrato era mensal, mas ficou no cache do google aqui.

Pra piorar, foram atrás do dono do domínio deste site, e descobriram ser o PAI do atual governador da Paraíba, que segundo o Wikipedia já quase cometeu um assassinato.

Claro, já tem campanha de um batalhão de blogueiros que também querem exibir o banner do senado por muito menos que isso.

Ridículo, não? Pensar que quem pagou por este anúncio, em última instância, fomos nós mesmos…

Pitta

…de como devemos limar a classe política por muito menos que uma eventual ficha suja que conste na justiça.

Fico pensando aqui com alguns fatos que estão se desenrolando ao mesmo tempo. Falo da prisão de Celso Pitta e mais Naji Nahas e Daniel Dantas (UAU!), numa operação que escancara 0,0093% do que existe de corrupção e desvio de grana no Brasil, e da discussão no STF sobre a possível inegebilidade ou divulgação pública de políticos com ficha suja (e suas variantes).

Penso na população votando. É claro que uma informação dessa sobre condenação é uma arma importante que pode ajudar muito a separarmos o joio do trigo no que se refere a pessoas de bem. Eu queria que isso fosse muito além. Acho que no caso de Celso Pitta, que pelo volume de dinheiro envolvido deve ter advogados de grande porte, não precisaríamos ir tão longe.

o que estou tentando dizer aqui é: será que precisa de muito pra que uma pessoa se mostre indigna de nossa confiança? Precisa o Pitta ser condenado para qualquer pessoa (inclusive o Maluf) nunca mais vote nele?

Correeeee Pittaaaaaaaaaaaa!

Tomando Gini

Pra quem tem mais que 30 anos, fica fácil lembrar deste refrigerante popular nos anos 80, mas o que quero falar hoje é sobre outro Gini, um índice que mede a distribuição de renda num país. Tradicionalmente, este é um dos 4 métodos usados. Os demais são o coeficiente Theil-T, a razão da renda entre os 10% mais ricos e os 40% mais pobres e a razão da renda entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres.

O Brasil, tradiciionalmente, tem sido um dos piores países nestes índices (a saber, em números de uma década atrás, éramos O pior em 3 deles e o antepenúltimo justamente no Gini, à frente apenas da África do Sul e da Moldávia).

O índice Gini varia de 0 a 1, onde 1 é a pior distribuição possível e vice-versa. Chegamos a bater na casa de 0,60, mas este número tem caído nos últimos anos, e hoje foi divulgado um recuo para 0,50, o que traduzindo em termos práticos coloca os ricos ganhando até 23 vezes mais que os pobres.

Este absurdo, não precisa pensar muito, tem raízes históricas, da forma como nosso país se formou e cresceu. Sendo uma colônia, vivendo depois pelos tempos de império e depois numa república que jamais se consolidou como uma democracia de fato, o que vemos associado a estes números é uma classe política sempre ligada às elites, muita vezes grandes empresários e ruralistas sendo os próprios políticos e defendendo seus interesses.

Um índice Gini possui um desvio cognitivo, pois mede a desigualdade da distribuição, mas não o nível de renda. Assim, países pobres podem ter um melhor Gini que países ricos, caso a distribuição de sua pouca renda seja mais igualitária.

O Brasil ainda tem índices vergonhosos de pessoas subnutridas, analfabetas, mortalidade infantil e distribuição de renda, mas é muito bom ver que, ainda que timidamente, o movimento tem sido no sentido contrário. É ilusório achar que em breve estaremos num patamar de desenvolvimento e justiça social como se deseja, o mundo infelizmente não é assim. Mas cada um fazendo sua parte, poderemos crescer muito com isso enquanto nação e em qualidade de vida para todos.

Gostei da ousadia desta campanha, I´m Voting Republican.

Do que é dito no vídeo, destaque para o seguinte:

- Adoramos droga de plástico da China: a China vai se tornar uma potência ainda maior que os Estados Unidos, graças aos Estados Unidos.

- Não quero a cura para a AIDS ou para o câncer de mama: os investimentos em saúde e em pesquisa são mínimos perto do que se investe em guerras.

- Uma sala de aula com 30 alunos: quando o número desejável recomendado é de 8 alunos. Bem, isso aqui no Brasil também… é um sonho distante demais…

- As mulheres não são confiáveis para tomar decisões sobre seus corpos: aqui falando do aborto, que é outro ponto de grande discussão aqui no Brasil

- Continuemos nosso uso de combustíveis fósseis: sem comentários, os Estados Unidos consomem 43% de toda a gasolina do mundo, e com o preço que está…

- Ainda que separados, somos tratados como iguais: o falso moralismo americano sobre este tema é irritante. A discriminação racial é uma das piores do mundo. O Brasil prega que não tem isso aqui, mas tem e muito.

- Preciso que o governo me diga quem eu devo amar: o tema é a discussão das uniões entre homossexuais, discutida no mundo inteiro.

- O EPA é uma idéia fora de moda: EPA é uma idéia de agência ambiental, tipo um IBAMA deles, que pelo visto não sai do papel.

- Desde que o rótulo diga que é comida: isto é um problema sério no mundo todo. Simplesmente a indústria alimentícia vai empurrando tudo para nós como cobaias vivas e estamos à mercê de transgênicos, gorduras trans, aromatizantes, agrotóxicos, hormônios, etc. Governo de país nenhum endurece com isso.

- Ficando na mão de empresas de prestação de serviços: a desregulamentação total de áreas como energia, combustícveis, etc, tem sido maléfica para o custo de vida dos americanos.

- Precisamos de mais minorias nas cadeias: 12% da populuação de homens americanos são negros, mas isso sobe pra quase 50% da população carcerária. Tem alguma coisa errada…

- Carros híbridos são um saco: preciso comentar? São um primeiro passo pra tirar a dependência do petróleo. Fica a questão de “quem matou o carro elétrico”, o modelo EV1 que a GM simplesmente achou que não era bom de repente, mesmo com a procura incrível que teve.

- Não me sinto merecedor de seguro saúde: isto é um problema sério nos EUA, muito bem abordado no último documentário do Michael Moore, Sicko.

- Texas precisa de mais bilionários: as empresas de petróleo de lá são como os bancos aqui, quebram recordes em cima de recordes de faturamento. Aqui os juros sobem, e lá o preço da gasolina? hehehe

- Às vezes, a constituição é uma dor de cabeça inconveniente: aqui, uma crítica ao sistema jurídico americanos, que consegue dar interpretações diferentes à constituição, que no final das contas, é o que os Estados Unidos são.

- O mundo deveria ser dirigido por uma única grande empresa: e como diz no site, o dia que isto acontecer, seremos todos escravos. As grandes empresas de certa forma, já dirigem o mundo, a ficam sempre à margem da lei negociando com governantes. Assistam The Corporation.

- Precisamos de tantas guerras quanto precisarmos: Iraque, Irã: quem precisa disso é a indústria bélica e a indústria do petróleo. Guerras vão contra qualquer princípio moral ou ético, mata pessoas honestas em nome da ganância de uns poucos.

Apesar de saber que Barack Obama não será capaz de se desamarrar totalmente do grande poder que as corporações exercem, é muito bom ver as coisas escancaradas e a limpo, para poderem minimamente ser cobradas depois. Os Estados Unidos não podem continuar na contramão do mundo em tantos temas de uma forma tão contundente, pois o tamanho do tombo já se sabe que não será pequeno.

É impressão minha ou este anúncio da Apple diz nas entrelinhas que “você estava esperando, portanto espere um pouco mais” ?

Muitas pessoas têm o péssimo hábito de não se preocupar com o quanto reto param o carro numa vaga de estacionamento. Geralmente é por preguiça mesmo, mas muitas vezes é por total falta de consideração pelos outros. Na maior parte das vezes, este ato tem um efeito cascata, principalmente quando o tempo de estacionamento é maior, como num shopping: um carro torto força o do lado a parar também fora da faixa, e o do lado e etc. É bem possível que o que parou errado primeiro vá embora antes e quem vê a cena depois ache que a culpa foi de outro.

É uma situação irritante e sem grandes alternativas de ter como lidar. Ninguém vai ficar esperando a pessoa voltar para tirar satisfações, tampouco querer parar o carro bem colado pra tentar chamar a atenção, sob risco de ter sua própria porta arranhada. Será que um bilhetinho mal-educado no pára-brisa do fulano pode fazer estas pessoas pensarem um pouco mais?

Sucos

Vamos entender melhor aquilo que bebemos em termos de sucos industrializados?

Achei interessante falar sobre isto, já que eu vi que cada vez novas nomenclaturas foram aparecendo, e pelo o que pesquisei, não há um consenso muito sobre o que cada coisa é.

Senão vejamos, há tempos atrás, os sucos deviam ter um teor não regulamentado de quantidades, o que dava margem para as empresas entupirem de água com açúcar seus produtos.

De tempos pra cá eu tenho observado termos como Suco Tropical, e há mais tempo, o Néctar.

Descobri que cada termo pode se aplicar ao suco de acordo com a concentração da polpa da fruta que houver na embalagem. Assim, é preciso abrir os olhos ao comprar aquele suco que é baratinho, baratinho, pois provavelmente deve haver menos fruta nele. Lendo algumas instruções normativas do Ministério da Agricultura, descobri que as concentrações variam com cada fruta, e existem termos que não possuem uma classificação “pura”, quando se referem a frutas com “sabor muito forte”. Portanto fiquem de olho, o néctar tem menos concentração de fruta que o suco tropical, que tem menos que o suco natural.

Também descobri que até o mercado de sucos em pó comete alguns deslizes. Colocam 1% de fruta liofilizada junto do pó e vendem esta característica como se o suco fosse o mais natural possível. Jamais se enganem: suco em pó nunca foi e nunca será NADA natural: é o bom e velho açúcar-corante-aromatizante.

Os sucos de laranja também são complicados de entender, pois geralmente são feitos a partir de concentrados de laranja. Assim é difícil medir qual o teor da polpa de fruta que existe na embalagem.
Os sucos concentrados, daqueles que são vendidos em garrafinhas e precisam ser adicionados em água são outro caso que merece atenção, pois cada fabricante sugere uma quantidade diferente de diluição, ficando difícil comparar o que vale mais à pena comprar.

É isso aí. Nada substitui o suco mesmo natural, feito na hora da própria fruta, mas quando a preguiça bate, vale ficar de olho.

Hora de acordar?

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Passe o mouse nestes links abaixo para a minha mal-feita tradução. (por alguma razão estranha, os “i” não aparecem com acento).
Quadro1 | Quadro2 | Quadro3 | Quadro4 | Quadro5 | Quadro6

Já passou faz tempo da hora. Este interessante artigo do Washington Post alerta para o estilo de vida dos americanos e o quanto a forma de consumir as coisas está esgotando o planeta em termos de energia. James Kunstler ainda reflete sobre alguns tópicos fundamentais da sociedade americana (e facilmente extrapolável para o restante do mundo em outra proporção) hoje:

A forma como os alimentos são produzidos;

A forma como o comércio é conduzido;

A forma como as pessoas viajam;

A forma como as terras são ocupadas;

A forma como o capital é adquirido e gasto;

Governança, sistema de saúde, educação, etc.

(eu acrescentaria: A forma como o meio ambiente é dilacerado em nome de todos os ítens acima)

Em todos estes tópicos, as coisas estão tão atreladas às outras que fica até difícil sentir a sutileza do desastre que pode acontecer em pouco tempo. O alto preço do petróleo, a mais de 130 dólares o barril (eram menos 30 dólares antes da guerra do Iraque, lembram?) interfere no transporte de alimentos, na aviação, no turismo e gera um problema em efeito cascata. Existem vários outros problemas sérios acontecendo com o mundo. A discussão entre alimentos versus combustíveis na agricultura vai ganhar muito espaço nos próximos meses. A escassez de água promete deixar bilhões de pessoas sem acesso a água potável nos próximos 20 anos.

O grande desafio é: como desacelerar isso tudo numa sociedade consumista? Um estudo da WWF de 2.006 mostra que com o ritmo de consumo atual, até 2.050 precisaremos do dobro de recursos que o planeta Terra dispõe. Assim, é fácil ver que de alguma forma as coisas irão mudar. Pelo o que se observa, é o planeta que vai se defender sozinho.

Juro que é uma coincidência, não estou pegando no pé da Bauducco, não… (por causa deste post, de hoje mesmo) Eu já havia comprado este biscoito e resolvi abrir hoje. Olhem só esta foto que fiz comparando a embalagem com o biscoito real.

Dizer que é uma foto ilustrativa? Bem, OK, aparece um chocolatinho ao leite do lado, que não acompanha o produto, vá lá. Mas isso dá direito de efetivamente fazer parecer que o produto real é outra coisa? Saca só os detalhes:

1) a espessura do biscoito… na mesma proporção, o do desenho é menos de 30% do real. Nem a física explica como daria pra ser tão fino.

2) a consistência do recheio… parece um brigadeiro na foto, quando na verdade é uma pastequinha sabor chocolate das mais sem graça. Nem com um raio laser ela brilharia e faria o reflexo que a da embalagem faz.

3) a quantidade… eles têm a pachorra de escrever “muito recheio”. Somando, não deve dar o mesmo que um biscoito recheado comum, por que tanto alarde?

A embalagem também diz acima que “a foto é uma ampliação do produto”. Eu medi e não é. Na verdade, a foto e o produto estão perfeitamente na mesma escala. Será que é pra tentar justificar que o recheio está em zoom e por isso parece mais?

Sei não, viu? Onde tem alguma coisa que regulamente isso? Porque eu quero mesmo ver e saber qual é o limite entre o certo e o duvidoso. E aqui a Bauducco ganha um segundo ponto negativo de um consumidor que só queria mesmo é que as coisas fossem claras e objetivas como deveriam, e não passar por um filtro que o “foto ilustrativa” se encarrega a nos forçar a usar.

Já tentava evitar outros produtos da Bauducco como biscoitos recheados, por ser um dos poucos do mercado que ainda contém gorduras trans.

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