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Bife carbonizado

É ainda pior que isso...

Metade dos gases de efeito estufa gerados no Brasil é emitido através da pecuária.
Este estudo divulgado hoje ainda será apresentado na COP e mostra claramente a divisão por atividades dentre as que mais geram os gases de efeito estufa, prejudiciais para o planeta por causa do aquecimento global. A contribuição da pecuária é de 48%.

A novidade é que a análise une pela primeira vez todos os aspectos da pecuária, como desmatamento e gases emitidos pelos bovinos. Com esta divisão mais real, é possível fazer uma interessante conta: 1kg de carne industrializada consome 300kg de gases de efeito estufa emitidos, o que no mercado de carbono equivale a aproximados R$10,00. Como o kg de carne no atacado custa menos que isso, um frigorífico lucraria mais com a venda da redução de carbono que a venda da carne efetivamente.

O Brasil tem mais boi que gente, e é o maior exportador de carne bovina do mundo. É um custo bem alto para nosso país em termos de emissões de CO2, em termos de consumo de água potável, em termos de pessoas que são sumariamente desalojadas de suas terras (ou vivem delas) e em termos de perdas de biodiversidade. Lucram os grandes fazendeiros (em grande parte, políticos) e perde o nosso ainda rico meio ambiente.

Que tal pensar em diminuir o seu consumo de carne? Além de reduzir drasticamente o percentual de risco de ter diversos tipos de câncer, o planeta também agradece.

Tem coisas que escrevo aqui que soam como teoria da conspiração, mas eu tento ao menos sempre fornecer dados das fontes (e confesso que por vezes, ainda assim é difícil de acreditar).

Desta vez falarei sobre refrigerantes, aqueles consumidos por 10 entre 10 pessoas no Brasil. Um recente teste realizado pela Associação PRO TESTE mostrou que uma boa parcela de refrigerantes possui uma quantidade de benzeno, substância sabidamente potencializadora de alguns tipos de câncer (conforme tabela abaixo)

Para quem sentiu a falta do Guaraná Antarctica, os dados não foram publicados devido a uma liminar que impediu esta divulgação. Eu acho que quem não deve, não teme, não é?

Além do benzeno, chama a atenção o fato de no Brasil ainda ser permitido o uso de determinados corantes que já foram banidos de outros importantes mercados, como a Europa. É o caso do amarelo-tartrazina e do amarelo-crepúsculo, associados à alergia e hiperatividade em crianças, respectivamente.

Como já citei diversas vezes, sempre prevalece o poder dos grandes conglomerados de alimentos sobre a política. Assim, conseguem que ingredientes mais baratos, mas de qualidade duvidosa ao nosso organismo façam parte de suas fórmulas. O Brasil ainda faz uso da extremamente nociva Gordura Trans, de alimentos de origem transgênica, de corantes, acidulantes, espessantes, conservantes, flavorizantes (um bando de ‘antes’) que em nada contribuem nutricionalmente para nossa saúde. As quantidades de agrotóxicos permitidos nos alimentos são elevadas praticamente sem nenhum conhecimento da população, e as embalagens dificilmente mostram os valores corretos do que existe lá dentro, ou mesmo ocultam perigos graves como o benzeno.

Precisamos levar a sério aquilo que colocamos dentro do nosso organismo e boicotar tudo aquilo que de alguma forma possa fazer mal. O caminho, infelizmente, ainda tropeça naquilo que nos é escondido, mas em oportunidades como esta, fiquemos de olhos abertos.

Mais do mesmo.

Mal perdeu um senador por compra de votos (Expedito Júnior do PSDB), o estado de Rondônia já tem um outro em seu lugar (o outro melhor colocado da eleição, Acir Gurgacz, do PDT), que também é alvo da justiça eleitoral, pois o jornal de sua família foi usado como veículo de propaganda eleitoral.
Além disso, Gurgacz possui empresas que respondem a mais de 200 processos trabalhistas em diversos estados. Ao ser empossado como senador, porém, ele gozará de foro privilegiado.

Taí um bom exemplo do cuidado extremo a ser tomado na próxima eleição. Ao votar em candidatos a Senador, Deputado Federal e Deputado Estadual, é fundamental verificar o passado dos candidatos. Tenha medo de votar em pessoas recorrentes e deste tipo “que possui jornal da família” ou outros atributos típicos de enriquecimento com a vida pública ou de seus antecedentes.

Votar nulo ou em branco, apesar de ser um protesto legítimo, acaba favorecendo justamente estes que se eternizam e se auto-favorecem.

Afora

 

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Jogo... o português fora.

Mais uma da série ‘detonando o idioma’. Noite Afora escreve-se junto e significa algo como “além da noite”.

Afora isto (outro significado da palavra: ‘exceto isto’, ou ‘ademais’), o bar é ótimo, serve boas porções e tem sinuca. Fica em Fortaleza, próximo ao Shopping Iguatemi e à UNIFOR.

 

Comida S/A

food-incEmbora uma data como a de hoje do “Dia mundial da alimentação” deva passar em branco pra grande maioria das pessoas, eu recomendo que você gaste um tempinho lendo isso.

Assisti ontem um documentário chamado Food, Inc., do diretor Robert Kenner e co-produzido por Eric Schlosser (de Nação Fast Food).

A proposta do documentário vai na linha do que costumo defender por aqui, e começa com uma pergunta: “O
quanto realmente sabemos sobre a comida que compramos nos supermercados e servimos às nossas famílias?”
Com uma intrigante afirmação de que a forma como nos alimentamos mudou mais nos últimos 50 anos que nos anteriores 10.000, o filme mostra como a imagem ‘natural’ que os rótulos pregam escondem por trás uma grande cadeia industrial de linha de produção que busca o superbarateamento dos produtos em detrimento da saúde das pessoas (ao ponto de um hambúrguer custar menos que um brócolis). Estações não existem mais, e todo dia é época de todas as frutas e verduras. De fato, ‘esta indústria não quer que você saiba a verdade sobre o que você está comendo, porque se você soubesse, não iria querer comer mais.’

A forma como os animais são cultivados, alimentados e processados para chegar em embalagens bonitinhas ultrapassa a crueldade com os próprios animais, com os trabalhadores desta área e principalmente com nossa própria saúde. Mais triste ainda é saber que algumas poucas empresas controlam a forma como estas coisas ocorrem e ditam regras aos agricultores e criadores.

Eu quase publiquei aqui uma matéria sobre Michele Obama e seu exemplo de agricultura orgânica na Casa Branca. Fiquei meio chocado ao ver depois uma matéria com uma carta de uma tal de uma associação MACA (leia-se Monsanto, Dow, DuPont e outras gigantes do transgênicos), meio que demarcando território da dita agricultura convencional versus a orgânica.
É evidente que a discussão pode ir muito além se entrarmos em outros produtos químicos utilizados nos alimentos (corantes, adoçantes sintéticos), no açúcar, sódio, gorduras trans, sal, tudo numa quantidade absolutamente desequilibrada para nosso organismo.

Vamos diminuir a quantidade de produtos industrializados e buscar algo mais orgânico, nem que seja um mínimo? Precisamos cobrar cada vez mais de políticos que as empresas rotulem tudo o que contém dentro de uma embalagem, para termos o poder de evitar aquilo que não faz bem.

Contramão perigosa

Isto que é contramão. O Brasil com esta super matriz energética petrolífera, o mundo puxando a todo custo a questão ambiental (o próprio Brasil, diga-se de passagem), e esta matéria dizendo que “o Brasil quer construir mais 30 usinas nucleares…”.
Desculpe, mas isto o Brasil NÃO QUER. Talvez o Edison Lobão queira. Temos a maior potencial de matrizes limpas do mundo. Energia renovável é algo muito mais seguro. Qualquer outro tipo de energia gera guerras. Insistir na nuclear que é suja e ultrapassada e que os países desenvolvidos estão evitando beira a insensatez. Ou isso, ou alguém está lucrando demais com isso, e não somos nós, população, a parte mais interessada.
Não é bem assim...

Não é bem assim...

Isto que é contramão. O Brasil com esta super matriz energética petrolífera, o mundo puxando a todo custo a questão ambiental (o próprio Brasil, diga-se de passagem), e esta matéria dizendo que “o Brasil quer construir mais 30 usinas nucleares…”.

Desculpe, mas isto o Brasil NÃO QUER. Talvez o Edison Lobão queira. Temos a maior potencial de matrizes limpas do mundo. Energia renovável é algo muito mais seguro. Qualquer outro tipo de energia gera guerras. Insistir na nuclear que é suja e ultrapassada e que os países desenvolvidos estão evitando beira a insensatez. Ou isso, ou alguém está lucrando demais com essa indústria, e não somos nós, população, a parte mais interessada.

Todos boquiabertos com o Brasil!    (Chicago Tribune / Brian Cassella / 02/10/2009)

Todos boquiabertos com o Brasil! (Chicago Tribune / Brian Cassella / 02/10/2009)

O Brasil está mesmo com tudo. Temos uma das maiores reservas de petróleo no mundo no pré-sal, temos uma Copa do Mundo em 2014 e uma Olimpíada em 2016. Uma primeira olimpíada em terras tropicais. Aliado ao momento econômico que passamos, de superação de crise econômica, sem dívida externa, numa economia que parece incrivelmente blindada e inabalável, chega a gerar uma expectativa extremamente positiva a quem vive aqui.
O brasileiro é esperançoso por natureza. Tira leite da pedra, sente alegria mesmo com um monte de tristeza à sua volta.
Temos um futuro muito próspero pela frente, entretanto temos um problema muito sério a ser enfrentado: a confiança de que tudo isto (e se pensar em tudo isto acima, isto se traduz num montante em bilhões de dólares que jamais o país sonhou em ter) seja administrado por pessoas que realmente queiram e saibam como traduzir o desenvolvimento em justiça social. Somos um país machucado pela própria história, e a marca da desigualdade social, que está pela primeira vez timidamente diminuindo, está em toda a parte.
Está na falta de saneamento básico nas cidades, nos baixos níveis de alfabetização, na educação básica ruim e desacreditada, na fome, na violência, na insegurança, na falta de políticas públicas que melhorem nosso meio ambiente, na falta de regras claras para que os consumidores sejam atendidos decentemente, na inexistência de regras que façam que empresas alimentícias produzam alimentos de qualidade, ou que nossa agricultura use menos agrotóxicos. A desigualdade está, ainda, na produção desenfreada de gado que desmata nossa amazônia, na falta de justiça da nossa Justiça, nas populações que vivem do mangue mas acabam tendo que buscar algo diferente, pois este é esgotado por criações de carcinicultura. Está no transporte público ruim, na falta de uma política que planeje o crescimento do país de forma igualitária, está na falta de combate ao tráfico de drogas por uma polícia facilmente corruptível pelas fortunas dos traficantes. Está nas grandes propriedades de políticos que possuem pedaço de terra do tamanho do estado do Sergipe e nada produzem, está na falta de água potável para as pessoas beberem, no país que mais a possui em todo o mundo.
O desafio, palavra tão falada ultimamente, na verdade, é este: converter dinheiro em benefícios. Temos o potencial de sermos os melhores em praticamente tudo que se sonha de bom para o mundo.
Pessoas bem intencionadas na política são um bom começo, mas é muito claro ver que o que puxa tudo isso se resume numa só palavra: educação.

Opostos que se repelem

nolimiteNão sei se o pior foi o erro do participante do “No Limite” ou de quem publicou isso no site da Globo.com como se estivesse tudo certo. (não, eu não assisto o programa).

No meu tempo, o magnetismo funcionava assim: os pólos invertidos se atraem e os iguais se repelem, mas não foi bem o caso do que quis dizer a pessoa nesta matéria. Tales de Mileto deve ter se contorcido nessa.

http://www.opovo.com.br/politica/906970.html
http://blog.opovo.com.br/blogdoeliomar/efeito-marina-lula-lancara-pac-
ambiental/
http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac428600,0.htm
http://altino.blogspot.com/2009/08/rede-globo-e-marina-silva.html
Às vezes na política acontecem pequenas coisas que tiram totalmente o chão
de quem esperava uma trilha da continuidade das coisas.
Bastou a Marina Silva aparecer com seu rompimento com o PT, filiação ao PV
e ao aceno de sua candidatura com boa repercussão, em tempos onde falar de
meio ambiente com propriedade é algo crucial para o mundo e aparece em todo
lugar com muita positividade o tempo todo, que os demais pré-candidatos à
presidência trataram logo de botar o seu pezinho neste meio.
Nada diretamente contra o Lula e o que ele espera a Dilma, mas acho que se
o povo brasileiro é movido a ‘esperança’, como foi a eleição do próprio
Lula em 2002, a Marina representa uma nova esperança e um sinal de novos
tempos.
Aécio
Lula
Dilma
Serral
By Gabi Juns - http://www.gabrielajuns.com.br

By Gabi Juns - http://www.gabijuns.com.br

Às vezes na política acontecem pequenas coisas que tiram totalmente o chão de quem esperava uma trilha da continuidade das coisas.

Bastou a Marina Silva aparecer com seu rompimento com o PT, filiação ao PV e ao aceno de sua candidatura com boa repercussão, em tempos onde falar de meio ambiente com propriedade é algo crucial para o mundo e aparece em todo lugar com muita positividade o tempo todo, que os demais pré-candidatos à presidência trataram logo de botar o seu pezinho neste meio.

De uma forma ou de outra, quem ganha somos nós eleitores, pois nunca na história deste país os candidatos tiveram que se expor quanto ao que pretendem fazer na área de sustentabilidade e meio ambiente, num momento de  uma grande discussão sobre pré-sal e afins.

Nada diretamente contra o Lula e o que ele espera a Dilma, mas acho que se o povo brasileiro é movido a ‘esperança’, como foi a eleição do próprio Lula em 2002, é a Marina quem representa agora uma nova esperança e um sinal de novos tempos.

Aécio

Lula

Dilma

Serra

Ciro

Pressa L

O pré-sal está em alta, pois hoje foi oficialmente “lançado” com suas regras e diretrizes gerais. É uma situação bastante complexa que deve ser observada com cuidado pelo seguinte:
O Brasil vive um bem razoável e positivo momento econômico que não consegue ser traduzido em benefícios sociais, mesmo em coisas básicas como saneamento, educação e saúde. Emprestamos dinheiro ao FMI, mas temos ainda, por mais que tenha melhorado, níveis vexatórios de subdesenvolvimento. Resumindo: somos incapazes de fazer o dinheiro se transformar em algo bom para a sociedade, principalmente por questões políticas.
Estamos em 72º lugar no ranking mundial da corrupção, com nota apenas 3,5 de um total de 10. Ou seja, a chance de termos muito dinheiro na mão é acompanhada bem de perto pelo respectivo ralo por onde ele escoa.
Petróleo é uma forma de energia muito valorizada hoje no mercado, porém ultrapassada. Vai na contramão de um mundo sustentável, sem guerras e conflitos. As energias renováveis serão a tônica do mundo daqui pra frente, e as previsões do pré-sal render enormes quantias financeiras ao país são daqui a vários anos, quando a situação ecológica será ainda mais emergencial perante o problema do aquecimento global e da urgência da redução de gases de efeito estufa.
Alguém confia mesmo nos políticos brasileiros de agora ou dos próximos 10 anos, para que haja um rigor de fiscalização sobre o que ocorre? O que dá pra ver neste momento é o governo atual com pressa de lançar, para poder surfar um pouco nos benefícios que possam vir e uma oposição querendo retardar ao máximo e discutir com a sociedade, justamente para não dar tempo do atual governo colher estes resultados e interferir nas eleições. Qual deles está de olho no bem de seus eleitores?

O pré-sal está em alta, pois hoje foi oficialmente “lançado” pelo governo com suas regras e diretrizes gerais. É uma situação bastante complexa que deve ser observada com cuidado pelo seguinte:

O Brasil vive um bem razoável e positivo momento econômico que não consegue ser traduzido em benefícios sociais, mesmo em coisas básicas como saneamento, educação e saúde. Emprestamos dinheiro ao FMI, mas temos ainda, por mais que tenha melhorado, níveis vexatórios de subdesenvolvimento, e nossa distribuição de renda segue como uma das piores. Resumindo: somos incapazes de fazer o dinheiro se transformar em algo bom para a sociedade, principalmente por questões políticas.

Estamos em 72º lugar no ranking mundial da corrupção, com nota apenas 3,5 de um total de 10. Ou seja, a chance de termos muito dinheiro na mão é acompanhada bem de perto pelo respectivo ralo por onde ele escoa.

Petróleo é uma forma de energia muito valorizada hoje no mercado, porém ultrapassada. Vai na contramão de um mundo sustentável, sem guerras e conflitos. As energias renováveis serão a tônica do mundo daqui pra frente, e as previsões do pré-sal render enormes quantias financeiras ao país são daqui a vários anos, quando a situação ecológica será ainda mais emergencial perante o problema do aquecimento global e da urgência da redução de gases de efeito estufa. Vale lembrar que o Brasil possui um dos maiores potenciais do mundo para ser sustentável energeticamente, com biocombustível, energia eólica e solar.

Alguém confia mesmo nos políticos brasileiros de agora ou dos próximos 10 anos, para que haja um rigor de fiscalização sobre o que ocorre? O que dá pra ver neste momento é o governo atual com pressa de lançar, para poder surfar um pouco nos benefícios que possam vir e uma oposição querendo retardar ao máximo e discutir com a sociedade, justamente para não dar tempo do atual governo colher estes resultados e interferir nas eleições.

Qual deles está de olho (mesmo) no bem de seus eleitores?

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