
Vamos entender melhor aquilo que bebemos em termos de sucos industrializados?
Achei interessante falar sobre isto, já que eu vi que cada vez novas nomenclaturas foram aparecendo, e pelo o que pesquisei, não há um consenso muito sobre o que cada coisa é.
Senão vejamos, há tempos atrás, os sucos deviam ter um teor não regulamentado de quantidades, o que dava margem para as empresas entupirem de água com açúcar seus produtos.
De tempos pra cá eu tenho observado termos como Suco Tropical, e há mais tempo, o Néctar.
Descobri que cada termo pode se aplicar ao suco de acordo com a concentração da polpa da fruta que houver na embalagem. Assim, é preciso abrir os olhos ao comprar aquele suco que é baratinho, baratinho, pois provavelmente deve haver menos fruta nele. Lendo algumas instruções normativas do Ministério da Agricultura, descobri que as concentrações variam com cada fruta, e existem termos que não possuem uma classificação “pura”, quando se referem a frutas com “sabor muito forte”. Portanto fiquem de olho, o néctar tem menos concentração de fruta que o suco tropical, que tem menos que o suco natural.
Também descobri que até o mercado de sucos em pó comete alguns deslizes. Colocam 1% de fruta liofilizada junto do pó e vendem esta característica como se o suco fosse o mais natural possível. Jamais se enganem: suco em pó nunca foi e nunca será NADA natural: é o bom e velho açúcar-corante-aromatizante.
Os sucos de laranja também são complicados de entender, pois geralmente são feitos a partir de concentrados de laranja. Assim é difícil medir qual o teor da polpa de fruta que existe na embalagem.
Os sucos concentrados, daqueles que são vendidos em garrafinhas e precisam ser adicionados em água são outro caso que merece atenção, pois cada fabricante sugere uma quantidade diferente de diluição, ficando difícil comparar o que vale mais à pena comprar.
É isso aí. Nada substitui o suco mesmo natural, feito na hora da própria fruta, mas quando a preguiça bate, vale ficar de olho.



