Este post é uma questão muito contraditória.
Adoro o planeta onde vivo. Ter trabalhado no Greenpeace por 2 anos me ajudou muito a despertar esta consciência, ter vivido um pouco da realidade de grandes problemas que passam despercebidos por grande parte dos humanos e compreendido um pouco melhor esta grande máquina sócio-político-econômica que silenciosamente assola a nossa vida.
Felizmente o problema de excesso de consumo de papel é algo que um cidadão comum não precisa do Greenpeace pra saber que é sério e que acaba com árvores, senão florestas. Assim, com certa naturalidade eu assumi uma postura de evitar pegar folhetos destes de propaganda que empresas especializadas distribuem pelos sinais do trânsito das grandes cidades. Vivia com o carro entupido de papel e de repente achei que eu ajudava a proliferar aquilo. Se todos, afinal, pensassem como eu, ninguém pegavria, e as empresas teriam que pensar em algo diferente. Perfeito não é? Essa coisa de jogar o papelzinho de bala no lixo ou colocar no bolso mesmo se o chão estiver uma catástrofe de sujo, fazendo a sua parte. Eu consigo ver uma beleza própria neste tipo de atitude, que é a minha cara.
Mas daí vem o outro lado da moeda, do coração mole e da cega resolução do problema imediato. Se eu e todos fizerem isso, de certa forma implicaria na perda de emprego de um batalhão de pessoas que vivem sob duras penas disso, não é? E aí? Isso me lembra aquela história das milhares de estrelas do mar presas na areia e o homem atirando uma a uma de volta pra água, para que não morressem ao sol. Ao ser questionado sobre ser impossível salvar todas e que diferença faria, ele responde – atirando a que estava na mão – que para aquela estará fazendo toda a diferença.
O desfecho é que hoje eu pego (novamente) todas as propagandas nos sinais. É jogar um balde de água contra um incêndio eu sei, mas eu me sinto bem assim. Tomando minhas precauções com a possibilidade de assalto (e se você não pensa nisso trate de pensar, pois eles acontecem sim), eu cedi pelo lado imediatista que é nem um pouco ecológico. E você, o que faz?






Conheci seu blog recentemente e achei bastante interessante. Não sou de palpitar mas me simpatizei com seu dilema sócio ambiental. Eu não pego mais propagandas. Mesmo pq estamos contribuindo não só com o desperdício de papel mas também com o subemprego. Moro em Brasília e a panfletagem noturna em bares é assombrosa! E dessa é difícil se livrar pois neguinho coloca a papelada na sua mesa!!! Acho que esse desperdício me incomoda tanto que acabei radicalizando.
Obrigado pelo comentário, Mariana, é exatamente este tipo de discussão que eu queria levantar.
volte sempre!
Oi Sávio
td bom?????
Primeiramente, gostaria de te parabenizar pela iniciativa de fazer esse blog.
Essa semana recebí por e-mail um slide feito por Leonardo Boff sobre o desperdício de materiais que podem ser reaproveitados e são jogados fora. Isso aconteçe, principalmente, nas grandes potências.
Quando ví isso, pensei: NESSES PAÍSES DESENVOLVIDOS É POSSIVEL MOBILIAR UMA CASA COM MOVEIS E ELETRODOMÉSTICOS ENCONTRADOS NO LIXO.
Isso é um absurdo. Até que ponto essa evolução indústrial beneficiou a humanidade????????