
A crise que começou nos Estados Unidos começa a tomar maiores proporções pelo mundo afora: empresa de seguros fecha no Japão, governo brasileiro admite que as consequências podem ser sérias, Bush diz que os efeitos do pacote de 850 bi irão demorar (no mínimo para depois que ele sair do cargo este ano), economia européia injetando bilhões de dólares, pessoas perdendo 2 bilhões de dólares em apenas um dia, etc..
Vou escrever sobre algo que não conheço bem e de algo que conheço bem. Desde que o mundo é mundo, as pessoas vivem contrastes sociais terríveis, onde as figuras dominantes foram apenas se transformando. Num momento foram os reis, em outros foi a igreja, em outros foram os donos de terras, e hoje vivemos o domínio das grandes corporações. Os governantes do mundo todo são financiados pelas corporações e sempre protegem seus interesses.
A falta de uma regulamentação que limite aonde começa uma coisa e termina outra, associada à natural ganância humana está desencadeando isso tudo.
Os noticiários só falam disso, virou um novo caso Nardoni. Será que isso interessa da mesma forma a quase 200 milhões de brasileiros? Circulou pela internet uma interessante visão leiga e satírica da crise americana, vou apontar a referência pro blog do meu amigo Jorge, o escriba, que vale à pena ler, sobre o bar do Biu. Sinceramente, duvido que pra algum dos bêbados do bar do Biu isso tudo fará grandes diferenças. São pobres e continuarão pobres. Não perderão 2 bilhões num dia, continuarão pendurando a conta e no máximo o carnê de prestações em 24 vezes pra comprar um liquidificador vai ficar um pouco mais caro.
Será que não se tirou uma lição com a crise de 1929? Na minha leiga visão, será que pra uma empresa, não basta seguir o mercado mais básico, fabrica-se um produto ou serviço, coloca-se algo a mais e assim lucra-se? Por que a necessidade desta margem especulativa? O mundo precisa disso?
E economia parece seguir as leis da natureza: quanto mais o homem cometer exageros em prol do benefício de poucos, mais o planeta se defende sozinho.




