Saindo de seu falido governo – o pior avaliado em toda a história dos Estados Unidos – George W. Bush disse que lamenta ter dito algumas coisas. Longe de isso ser algo ideal, já que ele deveria ter se arrependido de muitas outras, ele sente orgulho pela mobilização do povo americano após os atentados de 11 de setembro, referindo-se a isso sem mencionar o desastre que foi esta campanha com a morte de milhares de civis, outros milhares de militares, escândalos no tratamento dos prisioneiros e a clareza que foi uma guerra movida a petróleo e interesses pessoais.
Estranho em ver esta frase dele: “Sinto orgulho quando vejo as pessoas que alimentam os famintos. Sinto orgulho quando estou na África e vejo os voluntários que ajudam os que estão morrendo por causa da AIDS”. Afinal, será que de alguma forma ele se sente como parte disso? Até onde sei, ONGs fazem este trabalho. O perdão da dívida externa de diversos países africanos (que começou a dar uma mínima condição de sustentabilidade e crescimento nestes) se deu por uma iniciativa pessoal do cantor do U2 Bono Vox, que visitou insistentemente Bush Júnior com uma opinião pública monstruosa o acompanhando. As guerras a que ele lançou o seu país e a crise financeira que foi deflagrada com sua política gerou um déficit tão imenso que uma fração deste valor faria muito mais do que já se faz pela África, no entanto praticamente nada do que é feito saiu deste dinheiro.
Filmes já foram lançados, muitos livros já foram e outros ainda serão, e se a inteligência de Bush assim o permitir, ele terá uma idéia mais clara sobre quem realmente lamentou pelo seu período na presidência dos EUA.
Ele lamenta…
Novembro 13, 2008 por Sávio Ponte




