Existem alguns aspectos da globalização que as empresas acabam não parando pra pensar direito. Esta embalagem de uma pasta de dente da Close-up (Unilever), por exemplo, aparenta ser prioritariamente para o português (já que tem até essa campanha com acesso ao site .com.br), mas na hora por exemplo de dar as informações dos ingredientes, estes aparecem apenas em espanhol e inglês. Tá certo isso? Não que eu tivesse um interesse específico no Sorbitol ou no Laurilsulfato de Sódio, eu só fiz um ano de Engenharia Química, mas como consumidor de um produto vendido no Brasil, eu não tinha este direito?
É evidente que os custos de impressão devem baratear mas será que a impressão do consumidor, ainda que de forma subliminar não acaba se voltando contra a empresa? Tem shampoos e sabonetes onde realmente fica difícil entender quando se está falando com brasileiros ou argentinos, principalmente quando as palavras em português e espanhol são parecidas.
Tem um case famoso de uma companhia aérea que economizou uma quantia considerável em um ano ao tirar uma azeitona de cada prato de salada em suas refeições a bordo. Alguém perguntou se os passageiros preferiram assim?




