Pior que não anda…
Tarde da noite fui passar num grande supermercado daqui onde vivo em Fortaleza, da rede Hiper, o Bom Preço da Avenida Eng. Santana Júnior, para comprar meros pãezinhos. Aqueles que em São Paulo são franceses, mas que aqui são carioquinhas.
Já não seria surpresa que haveria uma certa fila grande para passar no caixa, daquelas para quem traz poucos produtos. O que não foi interessante é que dos três caixas atendendo esta grande fila, dois estavam parados, eventualmente fechando o caixa ou fazendo alguma outra coisa. Resultado, a fila não andava de forma alguma. A irritação de todos na fila foi crescendo e nenhuma atitude foi tomada, claro, até que ficou tão insuportável que alguém foi reclamar com a gerente e só daí, 32 minutos depois de entrar na fila que finalmente fui atendido pela providência da própria gerente de assumir um caixa.
O que é triste é que certas situações só são resolvidas pelo uso da força e do temperamento de pessoas que têm este ímpeto de reclamar por seus direitos, o que nem sempre acontece. Mas o pior mesmo é a recorrência: adivinhem se eu volto lá?
Eu sou o homem que vai a uma loja e espera calado, enquanto os vendedores terminam suas conversas particulares.
Eu sou o homem que entra num posto de gasolina e nunca toca a buzina, mas espera pacientemente que o empregado termine a leitura do seu jornal.
Eu sou o homem que, quando entra num estabelecimento comercial, parece estar pedindo um favor, ansiando por um sorriso ou esperando apenas ser notado.
Eu sou o homem que entra num banco e aguarda tranqüilamente que as recepcionistas e os caixas terminem de conversar com seus amigos, e espera.
Eu sou o homem que explica sua desesperada e imediata necessidade de uma peça, mas não reclama pacientemente enquanto os funcionários trocam idéias entre si ou, simplesmente abaixam a cabeça e fingem não me ver.
Você deve estar pensando que sou uma pessoa quieta, paciente, do tipo que nunca cria problemas. Engana-se. Sabe quem eu sou???
EU SOU O CLIENTE QUE NUNCA MAIS VOLTA !!!
Divirto-me vendo milhões sendo gastos todos os anos em anúncios de toda ordem, para levar-me de novo à sua firma.
Quando fui lá, pela primeira vez, tudo o que deviam ter feito era apenas a pequena gentileza, tão barata, de me enviar um pouco mais de CORTESIA”.
Vale lembrar, a rede Hiper foi comprada justamente… pelo Wal-Mart…





É Sávio, sei bem o que é isso. Especificamente sobre o bom preço (hiper), meu marido já apelidou o daqui (s.luís) de hiper barracão.Sem ar-condicionado, enormes filas, atendimento péssimo. Vale mais a pena vc pegar fila em outro caixa do que no de atendimento preferencial.E outras coisas mais.Pior que a gente reclama, mas parece que vai para o vento. Nada muda.
Obrigado pelo comentário, Beda. Realmente eu teria ido bem mais rápido num caixa com carrinhos cheios na minha frente…
Rapaz, me vi no texto do Seu Sam. Outro dia fui à uma loja de instrumentos musicais comprar um jogo de cordas e uma palheta de guitarra. Apesar de haver vários tipos de palhetas, fiquei em dúvida entre duas e pedir para experimentar em algum violão. Eis que o vendedor me diz:”Não pode experimentar, pois pode arranhar a palheta e os donos daqui são muito exigentes.” Me deu vontade de ir. Arranhar a palheta? Se fosse algo nos instrumentos, tudo bem, mas na palheta? Fala sério. Terminei comprando o encordamento e uma palheta e sem levar nota fiscal.
O pior de tudo foi o ressentimento. Fiquei pensando depois:” Poxa eu poderia ter pedido a nota fiscal e dizer que eu também era exigente, só por birra. Ou simplesmente não ter comprado nada.”
Depois pensei que posso usar o meu poder de consumidor e nunca mais pisar lá e ainda divulgar o malfeito. Mas ainda fica uma gotinha de vingança. Dá vontade de ir lá, comprar uma palheta e pedir a nota fiscal. Eles odeiam dar a nota.
Eu também me revolto em supermercados. Moro em SJC e tem um Extra aqui perto de casa e eu também não me conformo com as filas.
De quarta feira (dia do famoso sacolão), onde o movimento no mercado é bem maior que nos outros dias eles deixam somente 3 caixas atendendo. Já tentei passar por lá rapidinho na hora do almoço algumas vezes mas nunca dá certo. Algumas vezes chego na porta, olho as filas e vou embora pois sei que vou perder muito mais tempo para pagar do que para escolher os produtos.
Outro dia resolvi ir ao mercado perto da meia noite e descobri que é outra desgraça. Os caixas do Extra fecham automaticamente depois da mais noite. Os números pares fecham às 12:04 (não me pergunte porque 04 min) e os ímpares fecham às 12:14 ou 12:24. Ou seja todos que estão nas filas nesse momento tem que passar para o caixa ao lado porque eles pedem para os atendentes abrirem o caixa ao lado para não ficarem parados esperando o fechamento. E aí é gente que passa na frente do outro, uma bagunça. E segundo o patinador que fica cuidando disso dá encrenca todos os dias.
Que sistema mais burro.
Fora que o Extra ocupa todo o espaço dos corredores com mercadorias em palets a serem repostas. Parece que o cliente não tem preferência nenhuma no mercado. Mas isso já é uma outra estória. Minhas reclamações contra esse mercado dariam um livro rsrsrsrs.
[...] Comente O Sávio Ponte do blog Tolerando contou um caso que aconteceu com ele na fila do supermercado. Fato muito comum que acontece com todos nós [...]
[...] almoçar muitas vezes por semana, em frente ao colégio onde trabalho. Pelo visto eu continuo sendo aquele cliente que não volta mais do box cinza deste outro post. E já gerei a indignação te tantos outros [...]