Parece incrível. Eu mal falei no post abaixo sobre as indexações fazendo algo que é indesejado, pra ter logo que me contrariar e falar sobre algo interessante que achei de algo muito desejado.
Na Espanha, o blog La Huella Digital (que venceu o mesmo The BOBs em 2006, ao qual concorro agora) descobriu que ao usar os termos pornografia+infantil como tags de um post no blog, aumentava muito a visitação, ainda que as idéias fossem contrárias a este assunto. Daí veio uma idéia no dia mundial das crianças, que foi dia 20 de Novembro, de vários blogs aderirem a esta campanha, que nada mais é que a publicação de um post claro, justamente sendo contrário à pedofilia e com várias tags que as buscas identifiquem como se fosse algo diretamente relacionado. O objetivo é “mostrar a quem tem interesse por esse tipo de material que eles estão procurando uma coisa ruim e errada”. Esses seriam os pedófilos amadores, na visão do blogueiro do La Huella.
Como uma ótima referência importante do blog Falando Direito, pesco o seguinte:
“No Brasil, por causa da falta de leis sobre pedofilia, a posse desse material não configura crime. Mesmo atrasado juridicamente, o país está entre os pioneiros na fiscalização, denúncia de conteúdo impróprio e articulação entre sociedade civil e Ministério Público. Entre 25 e 28 de novembro, o Rio de Janeiro sediará o III Congresso Mundial de Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, que acontece pela primeira vez fora dos países desenvolvidos.”
E do mesmo blog:
Mobilização
Enquanto a polícia persegue os agressores profissionais, a blogosfera decidiu se unir hoje para bombardear os navegadores de quem consome esse tipo de imagens com uma mensagem contra a pedofilia. Entre 20 de outubro e ontem, a campanha “Pornografia Infantil Não” havia recrutado mais de 940 blogs escritos em oito idiomas, incluindo o português, e já contava com mais de 22 mil posts no sistema GoogleSearch condenando a busca, posse, produção e distribuição de imagens pornográficas envolvendo crianças e adolescentes. Os textos utilizam ainda outras palavras-chaves favoritas de quem tenta conseguir esse tipo de material, como “angels”, “boyboy”, “lolitas”, “fetishboy” e “preteens”.
O jornalista de la Fuente foi responsável por iniciar a campanha, mas a viralização da idéia ficou a cargo de voluntários espontâneos do mundo todo, que traduziram o cartaz virtual, publicaram vídeos no YouTube e inclusive criaram um grupo na rede social Facebook, hoje com mais de 3.400 membros. “Eu nem conheço quem fez isso. Pensava que teria uma repercussão pequena, mas a resposta foi dez vezes maior do que imaginei”, afirma.
Para participar da campanha, basta escrever um texto contra a pornografia infantil e publicá-lo em seu blog preenchendo, no campo de tags, os termos “pornografia infantil não”, “angels”, “lolitas”, “boylover”, “preteens”, “girllover”, “childlover”, “pedoboy”, “boyboy”, “fetishboy” ou “feet boy”. Quem quiser incluir o blog na lista oficial de participantes precisa deixar um comentário neste post com o endereço virtual. Por Ana Carolina Moreno. De La Coruña, Espanha.
É isso aí, vamos embaralhar os pedófilos: pornografia infantil: não!
Update 26/11/08: uau, olhem que interessante, parece que as coisas estão melhorando, eu nem sabia que tinha uma lei a ser votada.




