Este post, após longo período de férias de blog, é baseado nas idéias de um artigo de Rex Weyler, um veterano que participou dos tempos de fundação do Greenpeace e mantém uma coluna mensal sempre muito boa.
A economia mundial vai mal. Todo economista concorda com isso. Só que eles (economistas) contam que o ciclo de produção e consumo pode sempre crescer e é nisso que as planilhas estão todas alinhadas.
Nada, porém, mostra que existe um limite físico de recursos do nosso planeta Terra. Alguns eventos importantes como a excessiva poluição, o aquecimento global e a diminuição das populações de peixes provam o quanto esta fórmula é errada.
As medidas que vem sendo tomadas hoje contra a crise são igualmente errôneas: os governos estão tentando salvar os bancos e as grandes corporações, ou seja, mais recursos para que o planeta continue sendo explorado com o que não tem e consquentemente mais problemas. Aonde o meio ambiente não for pensado, qualquer plano falhará.
A máxima da economia onde a elevação de preço estimula a produção só funciona quando os recursos são infinitos. A Arábia Saudita não pôde elevar a produção de petróleo a pedido dos EUA justamente por que seus níveis estão começando a declinar. Você poderia oferecer milhões de dólares por um tigre de Bali, mas nenhum dinheiro pode comprar um animal extinto.
O texto segue com muitas opiniões interessantes sobre energia, obsolescência programada, declínio dos níveis mundials de combustíveis fósseis e as alternativas ecológicas para que a situação possa ser revertida.
Não é preciso ir muito longe: é mais que sabido que os níveis de consumo atuais (principalmente o americano) esgota rapidinho todos os recursos do planeta. Se o mundo todo consumisse como eles, já não estaríamos aqui.
Vale ler sobre Decrescimento Sustentável, tese do economista romeno Nicholas Georgescu-Roegen.

Brad Pitt sabe descrescer em "O Curioso Caso de Benjamin Button"




