OK, vai soar falso demais um paulista que não tem nem um ano morando no nordeste se meter a falar de forró, mas o que quero transmitir aqui é o caráter cultural/educacional do que tem eu vejo nas letras de músicas. Isso logicamente não deve nem ser novidade.
Para saber mais sobre Forró mesmo, tente o Wikipedia. Lá fala sobre a origem controversa do nome, principais artistas, diferentes estilos de danças, etc..
Eu me deparei hoje com uma música (?) chamada Playboy Arretado. Eu não quero ser puritano nem nada: gosto de forró, já arriquei dançar ao som de músicas como essa com letras quase tão grotescas quanto. Posso citar o Aviões do Forró que incita demais ao lado etílico [bebendo cachaça, tomando cerveja], [beber, cair e levantar], mas deve haver tantos outros exemplos que eu já estou sendo injusto e tendencioso. Sendo que também não sou contra a bebida, mas banalizar tanto assim, num meio de comunicação que é a música de massa, é um pouco demais.
Existe uma diferenciação do que considera Forró Pé-de-Serra, como sendo o mais tradicional, de raiz, para diferenciar destes forrós mais “comerciais” (caso do Forró de Aço – ou seria Saia Arretada? - e do Aviões do Forró). Quase que um paralelo da diferença que eu faria entre Samba e Pagode.
Segue a pérola e o respectivo vídeo. Fala sério, dá pra não se revoltar com uma letra ridícula como essa? Pior é imaginar a pessoa que se considera um ou o pai que tem orgulho pelo filho ser assim.
Playboy Arretado
Forró de Aço
Composição: Luciano KikãoMeu pai paga a minha faculdade
Eu não quero ser doutor
Não nasci pra estudar…
Eu sou formado no meio da putaria
E dos posto de gasolina
Eu saio para farrear…Encontrar a moçada
Tomar uma gelada
Eu só ando arrumado
No meio da mulherada
Sou um playboy arretado
Aqui tá muito bom… Bom, bom, bom
Carro turbinado…Abre a mala e solta o som…
Eu gosto de zueira
Eu tô na putariaSou doido por mulher
E gelada todo dia…





Esse tipo de forró é, juntamente com alguns de pagode, algo de mais podre que se pode tolerar escutar.
É até um elogio (para quem “compôs”) dizer que existe letra.
O que me admira é que existe quem compre os CD’s, e não é pouca gente. Ou esse pessoal é surdo, ou não tem nada na cabeça. Ou os dois.
Interessante também é como as pessoas (pelo menos por aqui em Fortaleza) ouvem isso nos carros com a altura do som altíssima, como se todos tivessem a obrigação de ouvir, propagando essa desgraça como se fosse uma inédita 10ª Sinfonia de Beethoven. E se sentem o “máximo”…
eu tenho que falar uma coisa pra voce, tente viver a sua vida e não as dos outros por que se não voce vai ser essa pessoa frustada que voce é, acho sim, que voce devia voltar pra sua terra se voce não gosta de forro, e outra DEUS deu a cada um de nós de escolher o nosso caminho então não seja um revoltado com a vida, não participe do que voce não gosta!
Carlos, lamento te decepcionar, mas eu gosto muito de forró, frequento e danço. E além disso tenho minhas próprias opiniões a respeito das letras das músicas, como você deve ter percebido.
“Minha terra” é o mundo, e o Ceará foi o lugar do mundo que escolhi viver.
A questão, Carlos, é que até a gente tenta viver a nossa vida. Só que quem ouve o forró, faz questão que o mundo inteiro ouça, mesmo quem não quiser. Quer ouvir alto ? Se tranca em algum lugar e aumenta, mas só para você. Aí sim, você libera essa “revolta” que você está jogando pros outros. É só uma questãozinha “básica” de educação…
Sávio, é o pior é que a música se adequada aos que curtem esse tipo de letra. O que a melodia expõe é justamente o que vemos em casas de forró espalhadas pelo nordeste.
Abraço.
Detesto forró. O motivo maior desse asco é que sou forçada a ouvir. Quando cheguei em fortaleza (1991), gostava do ritmo e esquecia a letra, acredito que na época a coisa não era tão escrachada. Hoje gosto do ritmo de outro forró, o de verdade. Concordo com o Carlos com relação ao livre arbítrio, apesar de não poder me dar esse luxo com relação a essa “música” em Fortaleza.
Em tudo quanto é lugar você é forçado a ouvir, no final de semana nem se fala, não precisamos mais ir às casas de forró, elas vem até nós através dos gentis “Playboys”.
O que me revolta mesmo é ver meu afilhado de 4 anos cantar com a maior empolgação uma dessas “musicas”. Mas como diz André “É só uma questãozinha “básica” de educação”, então nossa família é que se vire pra educá-lo em uma terra de mal educados.
classifico estas bandas de imorais e falsa banda de forro, vcs forrozeiros a definicao do expoente do forro DOMINGHINHOS deu uma declaracao que isto nao e forro e apenas apelacao e fazem musicas descartaveis e com unico objetivo de enriquecerem os empresarios aproveitando-se da nossa baixa cultura.sei que temos que respeitar o gosto musical das pessoas , so que existe um detalhe o que retrata as letras destas musicas ,rapariga ,cabare e bebida meu deus do ceu se o nosso pais possui uns dos maiores indices de acidentes e devido ao alcool com e que estes indecentes ficam incentivando a bebida alcolica. acho que fossem para tocar estas musicas banalizadas deveriam em horario que nao afetasse as criancas como uma censura de televisao. mas espera ai sera que outro tipo de musica melhor para ouvir ,ceatano veloso ,chico buarque etc……… a cada
dia que nossa massa encefalica estar diminuindo e ficamos burros demais?