
A escravidão existe há muito tempo. Certamente começou na estúpida idéia de dominador e dominado. Assim, reis e imperadores do passado submetiam os povos conquistados ao trabalho forçado. Quando chegou ao Brasil no século XVI, já era prática sacramentada em diversos outros países que “colonizavam” o mundo. Apesar de importantes passos terem sido dados a partir do século XIX para o fim da escravidão, isto não só foi feito de forma insustentável socialmente (o que gerou grandes focos de preconceito e racismo que perduram até os dias de hoje), como de fato, mais de um século depois, a prática ainda não cessou. No Brasil, segundo relatório publicado recentemente pela ONU, foram registrados quase 22 mil casos nos últimos 5 anos (claro, sem falar do possível número muito maior de casos não registrados). Isso mesmo, em pleno século XXI.
A maior parte destes casos se estendem em duas frentes principais:
1) a da prostituição e tráfico de pessoas, muito comum entre grupos europeus que fazem negociação com traficantes no Brasil, principalmente de mulheres. Embora esteja em número crescente, vez por outra alguma notícia boa aparece sobre o assunto. O triste desta modalidade é que muitas vezes é explorado o sonho das pessoas de uma vida melhor e a realidade acaba sendo outra bem oposta.
2) a do trabalho rural. Quase sempre que ouço falar de escravidão em fazendas, sempre tem uma figura ligada ao governo relacionada. Deputados, senadores, juízes e vários da chamada “bancada ruralista” circulam normalmente por noticiários acerca de condições sub-humanas às quais seus trabalhadores são submetidos, muitas vezes disputando a água que bebem com o gado. É triste ver a impunidade e a facilidade que a responsabilidade acaba ficando com os “peixes menores”. Para quem produz suas próprias leis, fica muito fácil se safar deste absurdo de descaso com a vida humana.
É difícil distinguir se pessoas que praticam estas coisas são imorais ou amorais. A mentalidade vigente de cada um obter seu próprio sucesso em detrimento do fracasso de todos os outros (a.k.a. egoísmo) infelizmente tira a chance de um mundo pensado coletivamente. A globalização faz exatamente isso, mas apenas entre o mercado financeiro e industrial. As contrapartidas sociais continuam enaltecendo valores que são difíceis de se ver como parte de um “mundo melhor”. Desta forma, ao se deparar com violências desta magnitude, hoje em dia as pessoas nem se chocam tanto mais.





só prescisei da imagem!
p o assunto naum serviu pra nd !
mmais obrigadU !
(desculpe pela sinceridade!)