Essa recente publicação do escândalo dos diretores do Senado é o típico caso onde apenas a opinião pública se revoltando traz algum resultado efetivo. É evidente que todos os senadores (que afinal nem são tantos assim) sabem de alguma forma deste procedimento duvidoso. Na pior das hipóteses, os últimos 10 presidentes do senado devem ter sabido.
O resumo da história é que foi descoberto que existem 181 cargos de diretoria (das mais inúteis que possa se imaginar, e diretores sem subordinado algum) para apenas 81 senadores. Foi isso cair na imprensa, que rapidamente gerou a revolta popular e a atitude do presidente do Senado José Sarney fazer a tal “faxina” da exoneração de cargos e ver ele e os demais senadores fazerem cara de perplexos ou de paisagem sobre o assunto, já que eles mesmos criaram estes cargos. Tantos outros absurdos que devem correr e nem sonhamos…
Vontade de criar uma campanha do tipo “não reeleja seu senador em 2010″ (só esta omissão já não seria motivo?). Aliás, pra quem não sabe, cada estado possui 3 senadores eleitos para 8 anos de mandato. A cada eleição é feita a substituição ou de um terço ou de dois terços deles, alternadamente. E essa eleição do ano que vem é a dos dois terços. Assim é uma grande chance de tentarmos revitalizar o senado com sangue novo. Ainda que não deva melhorar muito, muitas vezes por falta de opções, é bom partir deste pressuposto que a grande maioria de quem está lá não faz o que deveria fazer para minimamente moralizar o espaço que ocupam. É importante demais este voto, e infelizmente a maior parte dos eleitores sequer sabe o que um senador faz e o poder que tem.
Pense no Senado como um colégio novo onde os alunos estão ingressando. Os antigos alunos já sabem todos os atalhos, todos os vícios, as melhores formas de burlare influenciam mal aqueles que chegam. A renovação é um caminho bem legal pra tentar mudar velhos e excusos hábitos. Vamos exonerar – nós eleitores – estes outros 81 cargos tão mal representados!




