Eu entendo a comoção social com o desaparecimento do avião da Air France, e consigo até mesmo compreender a tristeza de familiares e amigos.
O que não consigo entender é a chamada do Jornal Hoje, dedicada apenas à exposição gratuita exatamente disto. Disse a Sandra Annenberg:
No próximo bloco: acompanhe o drama dos familiares dos passageiros do vôo 447 nos aeroportos do Rio e de Paris.
Por que isso? Alguém me corrija se eu estiver errado, mas até onde vai o jornalismo e até onde começa o sensacionalismo? Pior foi ver que realmente só o que mostrou foi o desespero das pessoas.
Some-se a isso estes demais casos do Observatório da Imprensa, pescado do sempre antenado twitter do Jorge, o Escriba.
A Sandra? O sobrenome dela deveria ser Cronenberg.





Concordo sávio, por conta desse e de outros motivos que não assito tv, mas muito mal pra cabeça.
O conteúdo da TV brasileira assemelha-se á “Caixa de Pandora”, em lugar de veicular informação e entretenimento, deprime , traumatiza e tira toda esperança ao expectador.
A mídia vende o que é consumido pelo grande público; e o público, em sua grande maioria, consome tragédia e dor em grande escala. Existe uma curiosidade sádica pela dor do outro, é como se através dela pudéssemos atenuar a nossa própria dor ou perpetua-la.
Ainda bem que eu tenho TV a cabo (que também não é essas maravilhas todas), mas não me obriga a ficar assistindo Globo, SBT, Record, RedeTV, etc…
TV aberta é tudo de ruim, desde os noticiários carniceiros até os programas de humor(?) escrachados, passando pelas novelas que lavam os cérebros de quem as acompanha e BBB que nem merece comentários. Não existe nada que nos acrescente educacional e culturalmente, muito pelo contrário.
Só encerrando: existe coisa mais deprimente do que as programações aos domingos ?