Feeds:
Posts
Comentários

Archive for agosto \28\UTC 2008

Leite é bom. Tomo leite todos os dias pela manhã, adoro grande parte de seus derivados e produtos que o contém (requeijão, queijos, iogurtes, sorvetes).

Nessa minha fase de caminhada pelo vegetarianismo, eu tentei ver mais de perto por que, afinal de contas, os vegetarianos mais radicais não tomam leite. E vi num documentário produzido aqui no Brasil chamado “A Carne é Fraca”, que o sofrimento imposto às vacas leiteiras é realmente cruel: são obrigadas a ficar prenhas a vida toda. Além disso, tomam hormônios que aumenta a produção de leite num nível que o organismo não admite (cerca de 12 vezes mais que o natural), e daí precisam tomar antibióticos também para suportarem as infecções que esta superprodução acarreta. Resumindo: uma vaquinha que viveria normalmente 25 anos, acaba tendo sua vida útil caindo pra 5 anos. Bonito isso, não?

Depois disso, li este post no blog Outra Agricultura, da Gabi Vuolo, e fiquei um tanto mais chocado: a mastite das vacas geram uma quantidade grande de pus, e este pus é regulamentado para nosso consumo numa quantidade máxima de 400 milhões de células de pus por litro  (ou seja, uma razoável parte do seu copo de leite na verdade… pode ser de pus). Anima saber que o hormônio usado largamente por aí (Posilac), pertencente à toda-poderosa Monsanto (a mesma do agente laranja, do aspartame e de grande parte dos transgênicos que existem por aí) deixará de ser comercializado. Claro, as razões são econômicas: as grandes cadeias de alimentos estavam banindo o leite pela má imagem que causava aos consumidores insatisfeitos.

Fica ridículo fazer uma busca na internet sobre o assunto, já que acha-se um monte de artigos justamente da briga da monsanto tentando convencer que não tem problema nenhum e agora eles partem para um fracassado “ah-tá-bom”. Coisa pra se pensar, acho que vou começar a pegar leite em alguma fazenda de pequenas famílias que façam a coisa de uma forma mais digna pras vaquinhas.

Anúncios

Read Full Post »

Mania de grandeza

Às vezes eu sinto o ridículo do quanto a mania de grandeza pode querer se impor em todas as circunstâncias.

Torço para que os resultados mudem, mas é incrível ver que qualquer noticiário de esportes americano, seja na TV, jornais ou internet, distorcem os resultados das olimpíadas para demostrar que os Estados Unidos a estão vencendo. Usando o inédito critério de “número de medalhas” (e desprezando se a medalha é de ouro, prata ou bronze), coloca o país sempre na primeira colocação, como mostra a figura abaixo.

Isso acompanha uma série de vergonhas históricas americanas, de não aceitar derrotas. A lista é grande, vai desde a corrida espacial, passa pela guerra do Vietnã (e várias outras guerras), salvaguardas comerciais, etc, etc.

Seria legal descobrirem um dia um dos pilares da educação humana, chamado “aceitar a derrota”. Será que dá pra gente supor a quantidade de informações e números são distorcidos por lá em nome de uma nação que ganha tudo de todos? E será que crianças que crescem assim não se tornam seres perigosos para um mundo cada vez mais globalizado?

Read Full Post »