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Archive for setembro \29\UTC 2008

Experimentem este link. Depois este.

Sim, existem condições bem específicas para estes erros acontecerem (‘USA’ não é originalmente um termo em português e ‘eua’ precisa ser minúsculo), mas eu queria mesmo é entender qual o critério para estas substituições tão aleatórias de localidades.

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Vivemos numa época onde ocorre uma guerra muitas vezes (felizmente nem sempre) silenciosa de comunicação. Que cada lado queira defender seus próprios interesses, não é novidade alguma, acho inevitável pensar que a vida é de certa forma assim, nós mesmos fazemos isto. O que machuca é o caráter que existe por trás, o lastro de valores com que se tenta impor uma idéia. E num mundo onde as pessoas têm dificuldade em acreditar o que é certo ou errado, é um perigoso prato cheio para alguns.


Eu me deparei com um artigo no site Planeta Sustentável, do grupo Abril/UOL, com o título “O desafio de alimentar 6 bilhões de pessoas”. O artigo começa bem, falando de crescimento populacional, de mercado mundial de agronegócio, de equilíbrio entre oferta e demanda e até um pouco de geopolítica. Na quarta e última página, entretanto, a menção ao papel dos alimentos geneticamente modificados (transgênicos) não é nada inocente. Fala em “ganhos de produtividade e redução de custos”, algo muito distante da realidade e muito mais próximo (se falasse sobre) do aumento de lucro e redução de despesas… das empresas fabricantes destes produtos (Monsanto, Syngenta, Bayer, etc.). Se você não conhece muito sobre o assunto, eu sugiro a leitura desta FAQ.

Os alimentos transgênicos têm sido vendidos por aí como a grande solução para a fome do mundo. Qual seria a mágica para isso? Por acaso estas empresas vão fazer farta distribuição de alimentos para os famintos na África? Porque, até agora, o que se vê é o crescimento do uso de substâncias tóxicas (claro, em venda casada com a semente da própria empresa que produz), contaminação de plantações não-transgênicas, uso da população como cobaia dos efeitos destes alimentos para a saúde e uma inexplicável conivência de políticos ligados ao agronegócio (que no Brasil, deram um cheque em branco para a CTNBio aprovar o que quiser nesta área).
Curioso foi ver só no dia seguinte que um dos patrocinadores do Planeta “Sustentável” é a empresa Bunge. Logo ela, que usa soja transgênica em suas marcas de óleo (Soya é a mais conhecida) e que foi a primeira a perder a queda-de-braço com a justiça para ter que seguir a lei brasileira que obriga as empresas a rotularem seus produtos com a identificação de que contém transgênicos. (traduzindo: esforçou-se para esconder a verdade do consumidor. Você vai continuar comprando produtos de uma empresa assim? Eu não.)

Existe uma farta leitura nos relatórios e documentos na área de transgênicos no site do Greenpeace Brasil, muitos deles justificando a razão de muitos países da Europa de terem proibiso o seu cultivo e dos perigos de substâncias tóxicas como o glifosato (usado comumente nos agrotóxicos já citados). Recomendo também a leitura deste boletim da campanha Por um Brasil Livre de Transgênicos.

Acho importante levantar uma certa poeira sobre este assunto, já que é algo ao mesmo tempo distante dos olhos da população, mas tão comum em suas bocas.

Obs: O título deste post foi emprestado da campanha de transgênicos do Greenpeace Brasil. Este mesmo artigo encontra-se no Engenharia Ambiental.

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Tirinha do site Os Malvados, de André Dahmer.

Parece um repeteco… no final do governo do Bush pai, os Estados Unidos mergulharam numa situação que mostrava bem o desgoverno em que o país estava se afundando (tanto que ele nem reeleito foi…). Agora novamente, após 8 tenebrosos anos do que já se considera o “pior presidente americano da história” aqui aparece a “crise econômica americana”.
O mundo todo assiste pasmo a uma tentativa de voltar a colocar a economia (mundial mesmo) nos eixos. Fala-se num pacote de 700 bilhões de dólares. Só para comparação, a Guerra do Iraque, estima-se, consumiu um valor que varia de 1 até 3 trilhões de dólares.

O mundo capitalista está tomando um rumo que deixa muito claro que não há limites: especulação financeira extrema, consumo excessivo, crescimento sempre como necessidade máxima (em palavras leigas, não basta o lucro, este tem que ser sempre maior no mês seguinte).

E o planeta, como fica? Ora, o planeta é a grande fonte inesgotável que patrocina este crescimento. Ele pode estar aí com suas florestas devastadas, com o aquecimento global praticamente derretendo o ártico todinho, com a água se escasseando pra quase 1/4 da população mundial, com linhas de produção de animais para consumo (e vegetais pra alimentar estes animais) totalmente desestruturadas, mas enquanto houver prosperidade, está tudo certo. Nem que se invista trilhões de dólares com guerra pelos seus recursos (ah, sim, aqueles mesmos que causam o aquecimento global: o petróleo) e outras centenas de bilhões para…. salvar os bancos americanos. Alguém parou pra pensar o que daria pra fazer com este dinheiro todo no mundo de uma forma mais inteligente, ou talvez menos egoísta? Daria pra acabar com a fome no mundo… daria pra se resolver o problema energético com sustentabilidade, daria pra oferecer alimentação de qualidade a todos e mesmo acabar com o problema da água potável. Trilhões de dólares acabariam com tudo o que gera o aquecimento global, e o planeta poderia voltar a agir por sí próprio.

Ao invés disso, este dinheiro todo circula num mundo paralelo, que se reunisse apenas os envolvidos: donos de empresas de petróleo, presidentes de bancos e companhias de seguro, presidentes de algumas nações, indústria bélica e alguns mais que eu devo nem ter levado em conta, mas que fazem parte, daria pra juntar essa galera toda numa… sala de reunião. É isso versus mais de 6 bilhões de habitantes no planeta que pagam caro pra financiar este pessoal.

Este post foi uma opinião pessoal e tanto… qual a de vocês?

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Dizem que de religião a gente não deveria discutir nunca, mas este aspecto tenho certeza que é interesse de todos, seja qual religião siga, caso siga alguma.

Neste último final de semana aconteceu no Rio de Janeiro uma manifestação contra a intolerância religiosa com a participação de cerca de 10.000 pessoas e mais de 100 organizações.
No Brasil, que é considerado um dos países com maior diversidade religiosa do mundo, é fácil notar que existe algum grau de intolerância. Embora seja num grau brando, é notório que existam diversas situações onde isto se aplica.

As religiões de origem africana (umbanda candomblé as mais conhecidas, mas certamente devem haver dezenas ou centenas de outras com certa similaridade) são historicamente combatidas pelos segmentos mais tradicionais, que também guardam reservas contra os espíritas. O filme Bezerra de Menezes conta a história de um médico cearense que sofreu muito preconceito e foi “expurgado da família” por sua aproximação ao espiritismo, através de seu irmão que era católico.

As religiões evangélicas (ou protestantes), que basicamente são as doutrinas que seguem o cristianismo, porém romperam com o catolicismo, também são alvo de grande controvérsia. Existem grupos de origem mais antiga e muitos que surgiram há poucos anos. A grande controvérsia está em segmentos que realizam abusos na forma de captar recursos (dinheiro) e que possuem líderes de caráter duvidoso e que promoveram seu auto-enriquecimento.

Outros grupos em menor número também são perseguidos pela forma às vezes invasiva com a qual tentam converter seus novos seguidores ou lhes impor uma determinada doutrina de valores morais questionáveis.

Estes exemplos todos, que parecem nos colocar como um país com grandes problemas nesta área, acabam, na verdade, por revelar algumas excessões num país onde no geral a intolerância é baixa. Brasileiros, apesar de todas as diferenças, podem ser considerados com alto grau de respeito ao próximo, se comparados com outros países mais desenvolvidos.
Recentemente em sua última turnê, o U2 levantou a bandeira do COEXISTA, usando símbolos de 3 das maiores religiões do planeta, judeus, muçulmanos e católicos. As diferenças críticas entre estas religiões são causas de grandes guerras pelo mundo e da existência de diversos grupos terroristas, que lutam  com armas em nome de Deus (ou o nome que cada uma adote para Ele). Desta forma, caem numa tremenda contradição de “guerra santa”. Lembra a bruxa da Branca de Neve, que ao vê-la cair envenenada pela maçã fica repetindo que é a mais bela, esquecendo-se de sua aparência horrorosa.
Ainda estamos longe de um panorama destes, mas é preciso estar atento a um mundo que está se transformando muito rápido. A tolerância é sempre a melhor saída.
Minha opinião? Será possível que Deus, em toda sua bondade e amor por nós que somos Sua criação, deixaria de fora pessoas que não seguissem uma religião que fosse considerada “a certa”?
Recomendo a leitura de Joseph Campbel: “O Poder do Mito” e “As Máscaras de Deus”.

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Quando vejo a forma como as coisas evoluem em relação à implementação de mais uma usina nuclear no Brasil (Angra 3), bate uma impressão de que é um terreno que circula tanto dinheiro, que simplesmente fica quase impossível tentar lutar contra.

Já foi provado por A + B que energia renovável (eólica,  solar, biomassa) tem grandes vantagens sobre a nuclear. Com o mesmo investimento (falam em 8 bilhões de reais, mas especula-se que seja mais do que isso), seria obtida uma energia muito maior e empregaria muito mais pessoas. Isso já é uma realidade em várias regiões do mundo, não é à toa que vários países estão deixando a opção nuclear de lado. Isso sem falar dos grandes problemas que rondam a questão nuclear: a possibilidade de utilização da tecnologia para fins não pacíficos (ou seja: bomba nuclear, não é à toa que tantos países já a tenham) e a destinação do lixo atômico, que absolutamente não possui uma solução técnica viável e vai se tornando uma questão de grande perigo para todos. Vale dizer também sobre a tecnologia ser ultrapassada em relação às renováveis. Usinas que custam bilhões de dólares acabam gerando pouca energia para o país (apenas 2%, no Brasil).

Existem ainda outras questões que não podem ser ignoradas:

– diferente do que se prega por aí, a energia nuclear não é opção contra o aquecimento global. Já foi provado que a quantidade de usinas necessárias pra efetivamente fazer diferença seria imensa (e ainda assim comparando com termoelétricas a carvão, não com renováveis). Se hoje o mundo possui um potencial energético nuclear pra destruir o planeta inteiro, acho que nessa opção daria pra destruir a via láctea toda.

– no Brasil, o órgão que promove a utilização desta energia, o CNEN, é o mesmo que fiscaliza. Isto dá margem para que a fiscalização não seja eficaz ou mesmo confiável.

– o transporte de urânio de regiões como Bahia, Ceará e Minas Gerais é feito por rodovias, muitas vezes sem uma fiscalização efetiva. Você pode estar dirigindo na Via Dutra sem saber o perigo que o caminhão ao lado pode levar.

– os custos colocados no cálculo da construção das usinas é feito de forma errada: as usinas possuem uma vida útil de cerca de 50 anos, quando então precisam ser descomissionadas (desmontadas e todo o material retirado de circulação). É um valor bem alto, ninguém sabe ao certo a quanto pode chegar. Pode chegar a bilhões de reais, baseado em estudos que tentam medir este valor em outros países.

– outra conta controversa: parte desta energia é subsidiada pelo governo, assim fica um cálculo ainda mais injusto para se saber o real custo/benefício da energia.

– a Eletronuclear, empresa que faz a distribuição da energia, é presidida por um militar, o Almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, que já demonstrou no passado interesse em que o Brasil tivesse um programa nuclear militar.

– parte da usina de Angra 3 utilizará equipamentos que já tinham sido obtidos na década de 80 e tem sido feita a manutenção anual (a um custo de 50 milhões de reais anuais). Será que vai ser mesmo seguro colocar uma peça com mais de 20 anos de idade? Isso já consumiu mais de 900 milhões de reais desde que foi adquirido.

Pois com tudo isso foi aprovada em julho último a construção da usina de Angra 3, ainda com possibilidade de que outras sejam instaladas depois em outros estados. Tem ou não algo muito estranho nisso tudo?

Em tempo: vou colar alguns links de referência para mais informações sobre o assunto, por solicitação de alguns leitores:

http://www.greenpeace.org/brasil/energia/noticias/investimentos-em-energia-renov

http://www.greenpeace.org/brasil/energia/noticias/ventos-e-sol-podem-garantir-en

http://www.greenpeace.org/brasil/energia/noticias/relat-rio-aponta-caminho-da-su

http://infoener.iee.usp.br/infoener/hemeroteca/imagens/71793.htm

http://www.oeco.com.br/index.php/ana-claudia-nioac/52-ana-claudia-nioac/19451-alemanha-aposta-em-parque-eolico

http://www.ecodebate.com.br/index.php/2007/09/22/energia-eolica-vantagens-desafios-e-eficiencia-entrevista-especial-com-julio-cesar-passos/

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Já faz um bom tempo que tenho grande desprezo pelo o que a Revista Veja publica. Tornou-se, com o tempo, uma revista tendenciosa e manipuladora de informações, sendo bem aceita por parte da classe média-alta das grandes cidades, com um viés político de extrema direita. Tem perdido sistematicamente o número de assinantes por ter se tornado tão claramente um veículo que não divulga notícias, mas opiniões.

Estou neste post seguindo outros blogs para dar voz a uma destas respostas, por se tratar de um tema de Educação que muito me interessa, sobre o educador Paulo Freire. Os blogs aos quais me refiro são o Conversa Afiada e o Uma Visão do Mundo. Esta carta que se segue sequer foi enviada à revista, por ter sido considerado que a chance de publicação seria praticamente nula.

Na edição de 20 de agosto a revista Veja publicou a reportagem “O que estão ensinando a ele?”, de autoria de Mônica Weinberg e Camila Pereira, ela foi baseada em pesquisa sobre qualidade do ensino no Brasil. Lá pelas tantas há o seguinte trecho:

Muitos professores brasileiros se encantam com personagens que em classe mereceriam um tratamento mais crítico, como o guerrilheiro argentino Che Guevara, que na pesquisa aparece com 86% de citações positivas, 14% de neutras e zero, nenhum ponto negativo. Ou idolatram personagens arcanos sem contribuição efetiva à civilização ocidental, como o educador Paulo Freire, autor de um método de doutrinação esquerdista disfarçado de alfabetização. Entre os professores ouvidos na pesquisa, Freire goleia o físico teórico alemão Albert Einstein, talvez o maior gênio da história da humanidade. Paulo Freire 29 x 6 Einstein. Só isso já seria evidência suficiente de que se está diante de uma distorção gigantesca das prioridades educacionais dos senhores docentes, de uma deformação no espaço-tempo tão poderosa, que talvez ajude a explicar o fato de eles viverem no passado“.

Curiosamente, entre os especialistas consultados está o filósofo Roberto Romano, professor da Unicamp. Ele é o autor de um artigo publicado na Folha, em 1990, cujo título é Ceausescu no Ibirapuera. Sem citar o Paulo Freire, ele fala do Paulo Freire. É uma tática de agredir sem assumir. Na época Paulo, era secretário de Educação da prefeita Luiza Erundina.

Diante disso a viúva de Paulo Freire, Nita, escreveu a seguinte carta de repúdio:

“Como educadora, historiadora, ex-professora da PUC e da Cátedra Paulo Freire e viúva do maior educador brasileiro PAULO FREIRE — e um dos maiores de toda a história da humanidade –, quero registrar minha mais profunda indignação e repúdio ao tipo de jornalismo, que, a cada semana a revista VEJA oferece às pessoas ingênuas ou mal intencionadas de nosso país. Não a leio por princípio, mas ouço comentários sobre sua postura danosa através do jornalismo crítico.  Não proclama sua opção em favor dos poderosos e endinheirados da direita, mas , camufladamente, age em nome do reacionarismo desta.

Esta vem sendo a constante desta revista desde longa data: enodoar pessoas as quais todos nós brasileiros deveríamos nos orgulhar. Paulo, que dedicou seus 75 anos de vida lutando por um Brasil melhor, mais bonito e mais justo, não é o único alvo deles. Nem esta é a primeira vez que o atacam. Quando da morte de meu marido, em 1997, o obituário da revista em questão não lamentou a sua morte, como fizeram todos os outros órgãos da imprensa escrita, falada e televisiva do mundo, apenas reproduziu parte de críticas anteriores a ele feitas.

A matéria publicada no n. 2074, de 20/08/08, conta, lamentavelmente com o apoio do filósofo Roberto Romano que escreve sobre ética, certamente em favor da ética do mercado, contra a ética da vida criada por Paulo. Esta não é, aliás, sua primeira investida sobre alguém que é conhecido no mundo por sua conduta ética verdadeiramente humanista.

Inadmissivelmente, a matéria é elaborada por duas mulheres, que, certamente para se sentirem e serem parceiras do “filósofo” e aceitas pelos neoliberais desvirtuam o papel do feminino na sociedade brasileira atual. Com linguagem grosseira, rasteira e irresponsável, elas se filiam à mesma linha de opção política do primeiro, falam em favor da ética do mercado, que tem como premissa miserabilizar os mais pobres e os mais fracos do mundo, embora para desgosto deles, estamos conseguindo, no Brasil, superar esse sonho macabro reacionário.

Superação realizada não só pela política federal de extinção da pobreza, mas , sobretudo pelo trabalho de meu marido – na qual esta política de distribuição da renda se baseou – que demonstrou ao mundo que todos e todas somos sujeitos da história e não apenas objeto dela. Nas 12 páginas, nas quais proliferam um civismo às avessas e a má apreensão da realidade, os participantes e as autoras da matéria dão continuidade às práticas autoritárias, fascistas, retrógradas da cata às bruxas dos anos 50 e da ótica de subversão encontrada em todo ato humanista no nefasto período da Ditadura Militar.

Para satisfazer parte da elite inescrupulosa e de uma classe média brasileira medíocre que tem a Veja como seu “Norte” e “Bíblia”, esta matéria revela quase tão somente temerem as idéias de um homem humilde, que conheceu a fome dos nordestinos, e que na sua altivez e dignidade restaurou a esperança no Brasil. Apavorada com o que Paulo plantou, com sacrifício e inteligência, a Veja quer torná-lo insignificante e os e as que a fazem vendendo a sua força de trabalho, pensam que podem a qualquer custo, eliminar do espaço escolar o que há de mais importante na educação das crianças, jovens e adultos: o pensar e a formação da cidadania de todas as pessoas de nosso país, independentemente de sua classe social, etnia, gênero, idade ou religião.

Querendo diminuí-lo e ofendê-lo, contraditoriamente a revista Veja nos dá o direito de concluir que os pais, alunos e educadores escutaram a voz de Paulo, a validando e praticando. Portanto, a sociedade brasileira está no caminho certo para a construção da autêntica democracia. Querendo diminuí-lo e ofendê-lo, contraditoriamente a revista Veja nos dá o direito de proclamar que Paulo Freire Vive!

São Paulo, 11 de setembro de 2008
Ana Maria Araújo Freire”.

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Este post é uma questão muito contraditória.

Adoro o planeta onde vivo. Ter trabalhado no Greenpeace por 2 anos me ajudou muito a despertar esta consciência, ter vivido um pouco da realidade de grandes problemas que passam despercebidos por grande parte dos humanos e compreendido um pouco melhor esta grande máquina sócio-político-econômica que silenciosamente assola a nossa vida.

Felizmente o problema de excesso de consumo de papel é algo que um cidadão comum não precisa do Greenpeace pra saber que é sério e que acaba com árvores, senão florestas. Assim, com certa naturalidade eu assumi uma postura de evitar pegar folhetos destes de propaganda que empresas especializadas distribuem pelos sinais do trânsito das grandes cidades. Vivia com o carro entupido de papel e de repente achei que eu ajudava a proliferar aquilo. Se todos, afinal, pensassem como eu, ninguém pegavria, e as empresas teriam que pensar em algo diferente. Perfeito não é? Essa coisa de jogar o papelzinho de bala no lixo ou colocar no bolso mesmo se o chão estiver uma catástrofe de sujo, fazendo a sua parte. Eu consigo ver uma beleza própria neste tipo de atitude, que é a minha cara.

Mas daí vem o outro lado da moeda, do coração mole e da cega resolução do problema imediato. Se eu e todos fizerem isso, de certa forma implicaria na perda de emprego de um batalhão de pessoas que vivem sob duras penas disso, não é? E aí? Isso me lembra aquela história das milhares de estrelas do mar presas na areia e o homem atirando uma a uma de volta pra água, para que não morressem ao sol. Ao ser questionado sobre ser impossível salvar todas e que diferença faria, ele responde – atirando a que estava na mão – que para aquela estará fazendo toda a diferença.

O desfecho é que hoje eu pego (novamente) todas as propagandas nos sinais. É jogar um balde de água contra um incêndio eu sei, mas eu me sinto bem assim. Tomando minhas precauções com a possibilidade de assalto (e se você não pensa nisso trate de pensar, pois eles acontecem sim), eu cedi pelo lado imediatista que é nem um pouco ecológico.  E você, o que faz?

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