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Archive for janeiro \25\UTC 2009

Forrest e Bubba ficariam desapontados...

Forrest e Bubba ficariam desapontados...

Às vezes a ignorância pode deixar a gente menos frustrado, mas o propósito deste blog é justamente trazer à tona aquilo que se pratica de errado por aí.

Quem me conhece, sabe que sou um semi-vegetariano: não consumo carnes de bovinos, aves e suínos. Por uma questão de saúde e também ecológica. Vou guardar confabulações destes motivos para outros posts, estou sempre falando de algo relacionado a isso por aqui. Voltando: sendo eu desta forma, eu “desconto” meu consumo de carnes em peixes e frutos do mar. Mesmo sabendo que de alguma forma desconhecida isso poderia ferir algum mesmo princípio que eu tenha com as demais carnes, talvez eu não tenha mesmo é a vocação de deixar de comer estas carnes.

Só que minha ignorância quanto ao meu voraz apetite por camarões acaba de desmoronar. A Lelê, amicíssima minha do Greenpeace esteve aqui em Fortaleza fazendo preparativos ao Open Boat que acontecerá nos dias 7 e 8 de fevereiro, e ela me contou sobre seu trabalho junto a restaurantes e supermercados locais e sobre carcinicultura, que é a prática do “cultivo” de camarões em detrimento da pesca dos mesmos. Eu já sabia desta prática, só não sabia que era tão generalizada a um ponto onde os próprios pescadores já nem pescam mais o camarão: compensa economicamente para eles serem atravessadores entre os carcinicultores e a população. Até aí, também achei que poderia conviver com a idéia de que o camarão que como não veio do mar, ainda que com um certo contragosto.

Mas isso porque eu nunca soube o impacto que a carcinicultura tem sobre as regiões de mangue. Este impacto não é pequeno, dado o crescimento exponencial que houve nos últimos 5 anos, de modo praticamente impossível de se garantir a sustentabilidade desta atividade. A esmagadora maior parte da produção tem o mercado internacional como destino.
Do que pesquisei e do que ouvi da Leandra, descobri que o “vazamento” de uma espécie que não é nativa daquele mangue pode desequilibrar o ecossistema local; que a retirada da vegetação de forma agressiva não permite sua regeneração posterior; que os viveiros contaminam as águas com fungicidas; acima de tudo, que impacta as famílias que sobrevivem dos recursos do mangue e dele tiram seu sustento. Ao menos aqui no Ceará, os índices de empresas que causou impactos aos manguezais supera os 84%, fora outros índices não menos vergonhosos.

Não vou deixar de comer camarão por isso, mas é uma pena de saber como as coisas acontecem. É aquela sensação em primeiro lugar de estar sendo enganado, já que é consenso achar que os camarões dos pescadores são efetivamente pescados no mar.
Gostaria de debater o tema com quem souber mais sobre isso ou que simplesmente queira botar alguma idéia em prática. O conhecimento é nossa maior segurança e também a melhor forma de podermos reivindicar aquilo que acreditamos e queremos. Principalmente aos amantes de camarão como eu.

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Agora com Obama empossado, muitas expectativas ocorrem acerca de tudo o que ele irá fazer neste emaranhado de grandes problemas a serem resolvidos.

A Anistia Internacional fez uma campanha muito interessante, sabendo que Obama não conseguirá fazer o impossível, mas que o que depende apenas de boa vontade política e está “à mão”, como fechar a prisão de Guantánamo, banir a tortura submetendo-se às leis internacionais e permitir uma comissão que previna abusos na guerra contra o terror, ele conseguirá. De quebra, nos 100 primeiros dias de governo ele hipoteticamente poderia ter:

Dia 01 – Economia global resolvida

Dia 20 – Aquecimento global revertido

Dia 83 – Escudo de defesa anti-meteoros criado

Dia 93 – Paz mundial estabelecida

Assistam o vídeo, é muito interessante. Ao acessar a página da campanha, não deixem de assinar a petição (Sign now), é muito rápido e simples.

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Este post, após longo período de férias de blog, é baseado nas idéias de um artigo de Rex Weyler, um veterano que participou dos tempos de fundação do Greenpeace e mantém uma coluna mensal sempre muito boa.
A economia mundial vai mal. Todo economista concorda com isso. Só que eles (economistas) contam que o ciclo de produção e consumo pode sempre crescer e é nisso que as planilhas estão todas alinhadas.

Nada, porém, mostra que existe um limite físico de recursos do nosso planeta Terra. Alguns eventos importantes como a excessiva poluição, o aquecimento global e a diminuição das populações de peixes provam o quanto esta fórmula é errada.
As medidas que vem sendo tomadas hoje contra a crise são igualmente errôneas: os governos estão tentando salvar os bancos e as grandes corporações, ou seja, mais recursos para que o planeta continue sendo explorado com o que não tem e consquentemente mais problemas. Aonde o meio ambiente não for pensado, qualquer plano falhará.
A máxima da economia onde a elevação de preço estimula a produção só funciona quando os recursos são infinitos. A Arábia Saudita não pôde elevar a produção de petróleo a pedido dos EUA justamente por que seus níveis estão começando a declinar. Você poderia oferecer milhões de dólares por um tigre de Bali, mas nenhum dinheiro pode comprar um animal extinto.

O texto segue com muitas opiniões interessantes sobre energia, obsolescência programada, declínio dos níveis mundials de combustíveis fósseis e as alternativas ecológicas para que a situação possa ser revertida.

Não é preciso ir muito longe: é mais que sabido que os níveis de consumo atuais (principalmente o americano) esgota rapidinho todos os recursos do planeta. Se o mundo todo consumisse como eles, já não estaríamos aqui.
Vale ler sobre Decrescimento Sustentável, tese do economista romeno Nicholas Georgescu-Roegen.

Brad Pitt sabe descrescer em "O Curioso Caso de Benjamin Button"

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A guerra

Achei incrível este texto de Marcelo Kischinhevsky e sinto-me na obrigação de dar voz a ele por aqui também, é só clicar no link acima.
O Escriba, onde o texto está publicado, é uma fonte sem fim de informação, cultura e tolerância.

Saudades, camarada Jorge. Grande abraço.

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