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Archive for agosto \31\UTC 2009

O pré-sal está em alta, pois hoje foi oficialmente “lançado” com suas regras e diretrizes gerais. É uma situação bastante complexa que deve ser observada com cuidado pelo seguinte:
O Brasil vive um bem razoável e positivo momento econômico que não consegue ser traduzido em benefícios sociais, mesmo em coisas básicas como saneamento, educação e saúde. Emprestamos dinheiro ao FMI, mas temos ainda, por mais que tenha melhorado, níveis vexatórios de subdesenvolvimento. Resumindo: somos incapazes de fazer o dinheiro se transformar em algo bom para a sociedade, principalmente por questões políticas.
Estamos em 72º lugar no ranking mundial da corrupção, com nota apenas 3,5 de um total de 10. Ou seja, a chance de termos muito dinheiro na mão é acompanhada bem de perto pelo respectivo ralo por onde ele escoa.
Petróleo é uma forma de energia muito valorizada hoje no mercado, porém ultrapassada. Vai na contramão de um mundo sustentável, sem guerras e conflitos. As energias renováveis serão a tônica do mundo daqui pra frente, e as previsões do pré-sal render enormes quantias financeiras ao país são daqui a vários anos, quando a situação ecológica será ainda mais emergencial perante o problema do aquecimento global e da urgência da redução de gases de efeito estufa.
Alguém confia mesmo nos políticos brasileiros de agora ou dos próximos 10 anos, para que haja um rigor de fiscalização sobre o que ocorre? O que dá pra ver neste momento é o governo atual com pressa de lançar, para poder surfar um pouco nos benefícios que possam vir e uma oposição querendo retardar ao máximo e discutir com a sociedade, justamente para não dar tempo do atual governo colher estes resultados e interferir nas eleições. Qual deles está de olho no bem de seus eleitores?

O pré-sal está em alta, pois hoje foi oficialmente “lançado” pelo governo com suas regras e diretrizes gerais. É uma situação bastante complexa que deve ser observada com cuidado pelo seguinte:

O Brasil vive um bem razoável e positivo momento econômico que não consegue ser traduzido em benefícios sociais, mesmo em coisas básicas como saneamento, educação e saúde. Emprestamos dinheiro ao FMI, mas temos ainda, por mais que tenha melhorado, níveis vexatórios de subdesenvolvimento, e nossa distribuição de renda segue como uma das piores. Resumindo: somos incapazes de fazer o dinheiro se transformar em algo bom para a sociedade, principalmente por questões políticas.

Estamos em 72º lugar no ranking mundial da corrupção, com nota apenas 3,5 de um total de 10. Ou seja, a chance de termos muito dinheiro na mão é acompanhada bem de perto pelo respectivo ralo por onde ele escoa.

Petróleo é uma forma de energia muito valorizada hoje no mercado, porém ultrapassada. Vai na contramão de um mundo sustentável, sem guerras e conflitos. As energias renováveis serão a tônica do mundo daqui pra frente, e as previsões do pré-sal render enormes quantias financeiras ao país são daqui a vários anos, quando a situação ecológica será ainda mais emergencial perante o problema do aquecimento global e da urgência da redução de gases de efeito estufa. Vale lembrar que o Brasil possui um dos maiores potenciais do mundo para ser sustentável energeticamente, com biocombustível, energia eólica e solar.

Alguém confia mesmo nos políticos brasileiros de agora ou dos próximos 10 anos, para que haja um rigor de fiscalização sobre o que ocorre? O que dá pra ver neste momento é o governo atual com pressa de lançar, para poder surfar um pouco nos benefícios que possam vir e uma oposição querendo retardar ao máximo e discutir com a sociedade, justamente para não dar tempo do atual governo colher estes resultados e interferir nas eleições.

Qual deles está de olho (mesmo) no bem de seus eleitores?

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Ele passaria no exame

Ele passaria no exame

Tem coisas na vida que o acaso nos faz ficar distantes da reflexão. Minha relação com a carteira de habilitação certamente foi uma delas… até hoje.
Já desde criança, e até hoje, eu ouço que as pessoas (muitas delas) compram a habilitação. Infelizmente isso chega a ser motivo de orgulho de quem faz. Só se esquecem que ao alimentar essa atitude, estamos armando o trânsito louco com pessoas completamente incapacitadas, e temo em tentar supor quantas pessoas já não morreram por aí apenas devido à imperícia de condutores mal-habilitados.
Ao tirar minha carteira com 18 anos em São Paulo, em setembro de 88, eu fiz parte de um eclipse daqueles que ocorrem uma vez a cada 100 anos:

1) por um brevíssimo período, o exame prático da época não tinha, sei lá por qual razão, o temido ‘teste de baliza'(*).
2) sem pedir nada, minha habilitação veio como categoria C, o que me habilita a dirigir veículos como ônibus e caminhões até uma determinada carga, sem jamais ter treinado pra isso (**).
3) Na época a renovação não era de 5 em 5 anos, mas a primeira vez se daria apenas quando a pessoa completasse entre 39 e 40 anos de idade (***)

(*) Por conta própria eu treinei exaustivamente na semana seguinte baliza com meus amigos, e ao menos disso ficou uma boa habilidade em estacionar um carro em vagas apertadas.

(**) Aprendi depois e tive a oportunidade de colocar em prática em raras ocasiões.

(***) Que era o meu caso, nesta primeira renovação de hoje, mais de 20 anos após tirar minha habilitação.

Pois bem, ao fazer parte hoje deste processo de renovação, em Fortaleza, tive que fazer uma prova em forma de testes sobre direção defensiva e pronto socorro, o que sempre achei legítimo quando ouvi falar que havia sido instaurado. (não existia na minha época, lembram?)
O fato é que a prova é um desafio pífio à inteligência humana, com questões altamente básicas e mal formuladas, que fizeram com que eu saísse do DETRAN com muito mais medo dos motoristas que circulam por aí do que eu tinha antes.
Vou citar apenas um exemplo, algo como:

Ao dirigir, você deve concentrar a sua atenção:

a) apenas para a frente
b) para a frente e para a direita
c) apenas para a esquerda
d) em todas as direções

… pra não citar coisas que desafiam o bom senso e jamais a lógica. Acertei as 30 questões, mas será que quem errou 5 ou 6 (nota de corte é 21) tem mesmo condições de enfrentar esse mundão aí fora?
Alô Brasil, será que é só aqui que este teste é assim ‘pra cumprir tabela’?

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Está pensando em mandar seus filhos pra uma viagem de avião desacompanhados? Então vale à pena ler o que passei recentemente.

Meus filhos de 15, 11 e 9 anos passaram as férias de julho aqui comigo em Fortaleza-CE. Vivem próximo a Jundiaí-SP e embarcaram dia 11/07/09 no Aeroporto de Cumbica. Recentemente, a TAM adotou uma taxa referente ao serviço de atendimento a ‘menores desacompanhados’, ao custo de R$ 100,00 para cada menor de 12 anos desacompanhado, por trecho. Assim, ida e volta isso acabou onerando em mais R$ 400,00 as férias de meus filhos (sendo que esta informação não constava na agência quando comprei a passagem, mas isso é outra história).
Engraçado que meu filho de 15 anos paga passagem no valor de adulto, mas não pode ser um acompanhante responsável de seus irmãos, como na realidade acabou sendo.
O fato é que ao serem embarcados em Guarulhos, a mãe de meus filhos foi orientada a pagar a taxa e entregá-los a um funcionário no portão de entrada. Logo soube que eles seriam encontrados próximo ao raio-X, onde ela não tem acesso de entrada. Meu filho mais velho relatou que viu um funcionário da TAM e perguntou se era ele quem iria acompanhá-los até Fortaleza e ele foi sarcástico e repetiu aos risos como num desenho animado: “Simmmm, eu vou até Fortaleza com vocês…”. A verdade é que ele disse isso, virou-se e sumiu. Assim, meus filhos acessaram o portão de embarque sozinhos e tiveram inclusive que pegar um ônibus que levaria até o avião por eles mesmos. Detalhe importante é que além de tudo, conseguiram colocá-los em assentos não contínuos. Logo no começo do vôo, minha filha de 9 anos passou mal e vomitou no corredor. Meu filho mais velho chamou uma comissária, que botou a mão no rosto e disse: “Ah, não!”. Minha filha ficou sem qualquer tipo de atendimento, e a única preocupação da comissária foi limpar o corredor do avião. Meu filho (aquele, que não pode ser responsável) teve que levá-la ao banheiro e limpá-la sozinho)
Chegando a Fortaleza, meus filhos simplesmente ainda desembarcaram sozinhos e tiveram que desta forma apanharem a bagagem sem o auxílio de qualquer funcionário da TAM, abandonados à sua própria sorte dentro de um aeroporto onde circulam pessoas de todos os tipos.
Na volta, obviamente eu solicitei a dispensa do pagamento tendo em vista o que aconteceu, mas a supervisora não possuía esta autonomia, e somente o atendimento com o “Fale com o Presidente” pode me trazer algum reparo pelo erro cometido pela TAM. Ao menos tomaram um cuidado redobrado no procedimento na volta, pelo tanto de reclamações que fiz.
Prometo publicar aqui o desfecho deste caso lamentável. Enquanto isso, eu pensaria 2 vezes antes de mandar meu filho menor para um vôo desacompanhado por esta companhia.

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Está pensando em mandar seus filhos pra uma viagem de avião desacompanhados? Então vale à pena ler o que passei recentemente.

Meus filhos de 15, 11 e 9 anos passaram as férias de julho aqui comigo em Fortaleza-CE. Vivem próximo a Jundiaí-SP e embarcaram dia 11/07/09 no Aeroporto de Cumbica. Recentemente, a TAM adotou uma taxa referente ao serviço de atendimento a ‘menores desacompanhados’, ao custo de R$ 100,00 para cada menor de 12 anos desacompanhado, por trecho. Assim, ida e volta isso acabou onerando em mais R$ 400,00 as férias de meus filhos (sendo que esta informação não constava na agência quando comprei a passagem, mas isso é outra história).
Engraçado que meu filho de 15 anos paga passagem no valor de adulto, mas não pode ser um acompanhante responsável de seus irmãos, como na realidade acabou sendo.
O fato é que ao serem embarcados em Guarulhos, a mãe de meus filhos foi orientada a pagar a taxa e entregá-los a um funcionário no portão de entrada. Logo soube que eles seriam encontrados próximo ao raio-X, onde ela não tem acesso de entrada. Meu filho mais velho relatou que viu um funcionário da TAM e perguntou se era ele quem iria acompanhá-los até Fortaleza e ele foi sarcástico e repetiu aos risos como num desenho animado: “Simmmm, eu vou até Fortaleza com vocês…”. A verdade é que ele disse isso, virou-se e sumiu. Assim, meus filhos acessaram o portão de embarque sozinhos e tiveram inclusive que pegar um ônibus que levaria até o avião por eles mesmos. Detalhe importante é que além de tudo, conseguiram colocá-los em assentos não contínuos. Logo no começo do vôo, minha filha de 9 anos passou mal e vomitou no corredor. Meu filho mais velho chamou uma comissária, que botou a mão no rosto e disse: “Ah, não!”. Minha filha ficou sem qualquer tipo de atendimento, e a única preocupação da comissária foi limpar o corredor do avião. Meu filho (aquele, que não pode ser responsável) teve que levá-la ao banheiro e limpá-la sozinho)
Chegando a Fortaleza, meus filhos simplesmente ainda desembarcaram sozinhos e tiveram que desta forma apanharem a bagagem sem o auxílio de qualquer funcionário da TAM, abandonados à sua própria sorte dentro de um aeroporto onde circulam pessoas de todos os tipos.
Na volta, obviamente eu solicitei a dispensa do pagamento tendo em vista o que aconteceu, mas a supervisora não possuía esta autonomia, e somente o atendimento com o “Fale com o Presidente” pode me trazer algum reparo pelo erro cometido pela TAM. Ao menos tomaram um cuidado redobrado no procedimento na volta, pelo tanto de reclamações que fiz.
Prometo publicar aqui o desfecho deste caso lamentável. Enquanto isso, eu pensaria 2 vezes antes de mandar meu filho menor para um vôo desacompanhado por esta companhia.

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