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Archive for outubro \27\UTC 2009

Afora

 

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Jogo... o português fora.

Mais uma da série ‘detonando o idioma’. Noite Afora escreve-se junto e significa algo como “além da noite”.

Afora isto (outro significado da palavra: ‘exceto isto’, ou ‘ademais’), o bar é ótimo, serve boas porções e tem sinuca. Fica em Fortaleza, próximo ao Shopping Iguatemi e à UNIFOR.

 

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Comida S/A

food-incEmbora uma data como a de hoje do “Dia mundial da alimentação” deva passar em branco pra grande maioria das pessoas, eu recomendo que você gaste um tempinho lendo isso.

Assisti ontem um documentário chamado Food, Inc., do diretor Robert Kenner e co-produzido por Eric Schlosser (de Nação Fast Food).

A proposta do documentário vai na linha do que costumo defender por aqui, e começa com uma pergunta: “O
quanto realmente sabemos sobre a comida que compramos nos supermercados e servimos às nossas famílias?”
Com uma intrigante afirmação de que a forma como nos alimentamos mudou mais nos últimos 50 anos que nos anteriores 10.000, o filme mostra como a imagem ‘natural’ que os rótulos pregam escondem por trás uma grande cadeia industrial de linha de produção que busca o superbarateamento dos produtos em detrimento da saúde das pessoas (ao ponto de um hambúrguer custar menos que um brócolis). Estações não existem mais, e todo dia é época de todas as frutas e verduras. De fato, ‘esta indústria não quer que você saiba a verdade sobre o que você está comendo, porque se você soubesse, não iria querer comer mais.’

A forma como os animais são cultivados, alimentados e processados para chegar em embalagens bonitinhas ultrapassa a crueldade com os próprios animais, com os trabalhadores desta área e principalmente com nossa própria saúde. Mais triste ainda é saber que algumas poucas empresas controlam a forma como estas coisas ocorrem e ditam regras aos agricultores e criadores.

Eu quase publiquei aqui uma matéria sobre Michele Obama e seu exemplo de agricultura orgânica na Casa Branca. Fiquei meio chocado ao ver depois uma matéria com uma carta de uma tal de uma associação MACA (leia-se Monsanto, Dow, DuPont e outras gigantes do transgênicos), meio que demarcando território da dita agricultura convencional versus a orgânica.
É evidente que a discussão pode ir muito além se entrarmos em outros produtos químicos utilizados nos alimentos (corantes, adoçantes sintéticos), no açúcar, sódio, gorduras trans, sal, tudo numa quantidade absolutamente desequilibrada para nosso organismo.

Vamos diminuir a quantidade de produtos industrializados e buscar algo mais orgânico, nem que seja um mínimo? Precisamos cobrar cada vez mais de políticos que as empresas rotulem tudo o que contém dentro de uma embalagem, para termos o poder de evitar aquilo que não faz bem.

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Isto que é contramão. O Brasil com esta super matriz energética petrolífera, o mundo puxando a todo custo a questão ambiental (o próprio Brasil, diga-se de passagem), e esta matéria dizendo que “o Brasil quer construir mais 30 usinas nucleares…”.
Desculpe, mas isto o Brasil NÃO QUER. Talvez o Edison Lobão queira. Temos a maior potencial de matrizes limpas do mundo. Energia renovável é algo muito mais seguro. Qualquer outro tipo de energia gera guerras. Insistir na nuclear que é suja e ultrapassada e que os países desenvolvidos estão evitando beira a insensatez. Ou isso, ou alguém está lucrando demais com isso, e não somos nós, população, a parte mais interessada.
Não é bem assim...

Não é bem assim...

Isto que é contramão. O Brasil com esta super matriz energética petrolífera, o mundo puxando a todo custo a questão ambiental (o próprio Brasil, diga-se de passagem), e esta matéria dizendo que “o Brasil quer construir mais 30 usinas nucleares…”.

Desculpe, mas isto o Brasil NÃO QUER. Talvez o Edison Lobão queira. Temos a maior potencial de matrizes limpas do mundo. Energia renovável é algo muito mais seguro. Qualquer outro tipo de energia gera guerras. Insistir na nuclear que é suja e ultrapassada e que os países desenvolvidos estão evitando beira a insensatez. Ou isso, ou alguém está lucrando demais com essa indústria, e não somos nós, população, a parte mais interessada.

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Todos boquiabertos com o Brasil!    (Chicago Tribune / Brian Cassella / 02/10/2009)

Todos boquiabertos com o Brasil! (Chicago Tribune / Brian Cassella / 02/10/2009)

O Brasil está mesmo com tudo. Temos uma das maiores reservas de petróleo no mundo no pré-sal, temos uma Copa do Mundo em 2014 e uma Olimpíada em 2016. Uma primeira olimpíada em terras tropicais. Aliado ao momento econômico que passamos, de superação de crise econômica, sem dívida externa, numa economia que parece incrivelmente blindada e inabalável, chega a gerar uma expectativa extremamente positiva a quem vive aqui.
O brasileiro é esperançoso por natureza. Tira leite da pedra, sente alegria mesmo com um monte de tristeza à sua volta.
Temos um futuro muito próspero pela frente, entretanto temos um problema muito sério a ser enfrentado: a confiança de que tudo isto (e se pensar em tudo isto acima, isto se traduz num montante em bilhões de dólares que jamais o país sonhou em ter) seja administrado por pessoas que realmente queiram e saibam como traduzir o desenvolvimento em justiça social. Somos um país machucado pela própria história, e a marca da desigualdade social, que está pela primeira vez timidamente diminuindo, está em toda a parte.
Está na falta de saneamento básico nas cidades, nos baixos níveis de alfabetização, na educação básica ruim e desacreditada, na fome, na violência, na insegurança, na falta de políticas públicas que melhorem nosso meio ambiente, na falta de regras claras para que os consumidores sejam atendidos decentemente, na inexistência de regras que façam que empresas alimentícias produzam alimentos de qualidade, ou que nossa agricultura use menos agrotóxicos. A desigualdade está, ainda, na produção desenfreada de gado que desmata nossa amazônia, na falta de justiça da nossa Justiça, nas populações que vivem do mangue mas acabam tendo que buscar algo diferente, pois este é esgotado por criações de carcinicultura. Está no transporte público ruim, na falta de uma política que planeje o crescimento do país de forma igualitária, está na falta de combate ao tráfico de drogas por uma polícia facilmente corruptível pelas fortunas dos traficantes. Está nas grandes propriedades de políticos que possuem pedaço de terra do tamanho do estado do Sergipe e nada produzem, está na falta de água potável para as pessoas beberem, no país que mais a possui em todo o mundo.
O desafio, palavra tão falada ultimamente, na verdade, é este: converter dinheiro em benefícios. Temos o potencial de sermos os melhores em praticamente tudo que se sonha de bom para o mundo.
Pessoas bem intencionadas na política são um bom começo, mas é muito claro ver que o que puxa tudo isso se resume numa só palavra: educação.

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