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Archive for the ‘consumo’ Category

Será mesmo igual? (fonte: http://www.esmaltesdaana.com)

Eu esperei muito: 13 anos! Uma aluna minha de violino apareceu um dia com uma caixinha de Tic Tac sabor canela (importado), que comprou numa lojinha do bairro da Liberdade (São Paulo), contendo apenas 2 tic tacs dentro. Provei e fiquei doido pra comprar também. Fui até a tal lojinha, mas não havia mais.. e nunca mais encontrei em nenhuma loja de importados.

Recentemente, a única referência que achei foi um twitter chamado tictaccanela que na verdade era um fã pedindo à Ferrero para distribuir o produto também no Brasil.

Para minha incrível surpresa, encontrei finalmente o produto, batizado aqui de “Loucos por canela”.  A incrível vontade fez eu devorar a primeira caixinha e fazer um estoque de tantas outras. Até que eu percebi com calma que a coisa não era bem assim… O tal sabor de canela que recordo naquele de 13 anos atrás era bem mais permanente e gostoso. Notei que este, na verdade, é apenas o tic tac de menta coberto por uma finíssima camada de canela, que dura apenas 10 segundos (sim, 10 segundos, façam o teste!). O tic tac fica branquinho em instantes, e o sabor de canela vai-se embora.
Então Ferrero, bola fora de vocês. Esperei um monte pra agora ter certeza que jamais haverá um tic tac de canela mesmo por aqui como o que imaginei haver.

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Obrigado, Dell

Mais fácil do que pensei...

A Dell, conhecida empresa de computadores, prestou um grande serviço a mim hoje.
Eu tenho um notebook Inspiron 1525, adquirido há cerca de 1 ano e 4 meses. Após o encerramento da garantia de 1 ano, a “tampa” começou a apresentar problemas, que culminaram ontem num travamento mecânico, com grandes possibilidades de quebra da tela no caso de eu tentar forçar o fechamento. Em primeiro lugar me ocorreu levar numa oficina especializada em notebooks, mas a resposta do técnico (um bom técnico, já usei os serviços da oficina antes em outro equipamento) é de que este tipo de problema seria melhor resolver com o suporte da própria Dell, pois mexe com peças plásticas que ele não teria, enfim, o negócio dele seria consertar problemas mais complicados que o meu.
Liguei no suporte da Dell, e após meia hora e algumas transferências, acabei descobrindo que o valor para o conserto seria de R$ 977,50. (Um novo igual ao meu custa hoje cerca de R$ 1.900,00).
Agradeci e desliguei. Comecei a pensar o que seria o melhor fazer. O computador é ferramenta de trabalho, não tinha como ficar sem.
Pois a Dell me estimulou ao óbvio. Apesar de ter a formação de técnico em eletrônica, meu ápice em termos de equipamentos saiu de uma fase de limpar cabeçotes de vídeo-cassetes para manutenção na adolescência para computadores e impressoras nos fins dos anos 80. Eventualmente eu conheço de forma razoável computadores desktop. Ainda assim, nunca tinha me metido a desmontar notebooks, pois requerem um cuidado adicional… até hoje…
Achei em 10 minutos um manual completo de desmontagem e montagem do meu modelo e vários vídeos no youtube que mostram em detalhes como fazer diversas cirurgias desta magnitude.
Em 2 horas, após estudar detalhadamente o manual e tomando um extremíssimo cuidado (mas que numa segunda vez levaria apenas meia hora), meu problema estava totalmente resolvido. Sem precisar de peça alguma.
Ao aplicar um valor descabido e arbitrário (pois é um valor que se aplicaria a qualquer que fosse o problema, acrescido das peças que fossem necessárias), a Dell demonstra uma estrutura falha no sentido de promover o reparo simples de seus produtos. No meu caso, culminou numa solução própria que demonstrou o quanto absurdo foi a proposta do suporte técnico. Preferem jogar o valor lá no alto em sinal de descaso.
Acho que vou começar a consertar notebooks nas horas vagas. Se existe mercado pra preços que fossem metade destes, eu já me daria muito bem.

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Esqueceram de enterrar

Navegar na internet hoje em dia é algo corriqueiro, e é uma tarefa realizada por grande parte de pessoas que não precisam ter nenhum conhecimento técnico de computador, pois algumas etapas ficam simplificadas por programas pré-instalados nos computadores.

Ocorre, que o navegador (ou browser) é uma das partes mais importantes deste processo, e existe uma luta quase invisível sobre a atualização destes programas para suas últimas versões. Vários sites de grande porte (Facebook, Twitter, Gmail, YouTube e outros) já colocaram uma data final de suporte a este navegador, alguns já em vigor. Apesar disso, por ter sido integrado ao Windows XP e por políticas de empresas que não permitem atualizações internas, o navegador ainda impera na segunda posição do mercado.

O Internet Explorer da Microsoft já está na versão 8, mas a 6 continua circulando por aí, há cerca de 10 anos e apresentando problemas sérios de segurança (para transações bancárias ou de comércio eletrônico, ou sites com códigos maliciosos que podem entregar informações importantes de quem navega, senhas, etc).

A Microsoft Austrália lançou esta incrível propaganda:

Derramou faz teeeempo.

Havia um vídeo de um filme com uma cena onde  Hitler criticava os “desenvolvedores”, muito usado em outras sátiras, mas foi retirado do YouTube por direito autorais do filme (Constantin).

O recado, enfim, é claro: PARE de usar o IE6. Atualize, ou instale outros navegadores bem melhores, como o Firefox ou o Chrome, ou ainda o Opera.

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Annie Leonard, que já havia produzido o excelente Story of Stuff (cujo link existe permanentemente no meu blog na coluna da direita), acaba de lançar um outro vídeo sobre uma temática extremamente importante e pouco tocada acerca da escassez de água no planeta.

Em The Story of  Bottled Water (A História da Água Engarrafada), Annie nos lembra neste esquecido Dia Mundial da Água o quanto somos levados a acreditar que engarrafar água para vender é uma comodidade tola que resulta num amontoado de lixo impressionante e evita que governos em todo o mundo invistam para que as pessoas possam simplesmente ter água potável no bico de suas torneiras, de graça. É uma realidade distante, porém se pessoas como eu e vocês sequer pensarmos nesta possibilidade, muito menos os farão empresas e governos a quem este ciclo interessa.

Ainda sem tradução para o português. Tentar o novo recurso de transcrever o áudio no Youtube (clicando no botãozinho CC) trará muita coisa errada, mas pode ajudar a visão geral do que é dito, a quem tiver dificuldade com o idioma.

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A-suco-ar

Eu já falei antes aqui sobre sucos, da dificuldade em se diferenciar o néctar do suco tropical do suco natural, do refresco.
Em tempos de industrialização, informações muito básicas ficam distantes dos consumidores. Há muito tempo, quando eu ainda era adolescente, eu não tinha muita distinção sobre o que era cada suco. Achava que o Ki-Suco era artificial, mas que o Tang era natural (o que nunca foi). Depois veio a informação que os sucos concentrados em garrafas, estes sim são naturais. Serão mesmo? Com uma recente lei de 2009, os sucos em caixas ganharam uma complicada padronização, já que além das diferenciações acima, cada fruta possui uma particularidade no que se refere ao “quanto de água” se acrescenta, por conta de cada sabor e concentração peculiares.
O grande vilão, no entanto, é o açúcar, sempre em exagero. Ainda não entendo porque os sucos no Brasil ou são com adoçante ou com açúcar? Seria o nosso consumidor tão preguiçoso assim?
Enquanto algumas marcas colocam 10 colheres (cheias) de sopa de açúcar por litro de suco, outras burlam a lei e não colocam a palavra ‘adoçado’ na embalagem. Vários corantes e conservantes nocivos ao desenvolvimento de crianças ainda são utilizados e nem sempre marcados nos rótulos.
No geral, um suco comercializado em caixinhas ou garrafinhas ‘mata’ a maior parte dos nutrientes e fibras presentes no suco da fruta e nem de longe podem substituir um suco feito na hora. Os sucos em polpa, apesar de também perderem um tanto em vitaminas, conservam mais um tanto de nutrientes. Apesar de muitos também já virem adoçados, é possível obter versões bem concentradas e sem açúcar.
Sempre que houver a opção, um suco natural feito da própria fruta é imbatível e faz a diferença no organismo e na saúde.
Agora.. se os sucos vendidos por aí já podem não ser muito bons ou por vezes ruins, preciso falar algo sobre refrigerantes?…

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Tem coisas que escrevo aqui que soam como teoria da conspiração, mas eu tento ao menos sempre fornecer dados das fontes (e confesso que por vezes, ainda assim é difícil de acreditar).

Desta vez falarei sobre refrigerantes, aqueles consumidos por 10 entre 10 pessoas no Brasil. Um recente teste realizado pela Associação PRO TESTE mostrou que uma boa parcela de refrigerantes possui uma quantidade de benzeno, substância sabidamente potencializadora de alguns tipos de câncer (conforme tabela abaixo)

Para quem sentiu a falta do Guaraná Antarctica, os dados não foram publicados devido a uma liminar que impediu esta divulgação. Eu acho que quem não deve, não teme, não é?

Além do benzeno, chama a atenção o fato de no Brasil ainda ser permitido o uso de determinados corantes que já foram banidos de outros importantes mercados, como a Europa. É o caso do amarelo-tartrazina e do amarelo-crepúsculo, associados à alergia e hiperatividade em crianças, respectivamente.

Como já citei diversas vezes, sempre prevalece o poder dos grandes conglomerados de alimentos sobre a política. Assim, conseguem que ingredientes mais baratos, mas de qualidade duvidosa ao nosso organismo façam parte de suas fórmulas. O Brasil ainda faz uso da extremamente nociva Gordura Trans, de alimentos de origem transgênica, de corantes, acidulantes, espessantes, conservantes, flavorizantes (um bando de ‘antes’) que em nada contribuem nutricionalmente para nossa saúde. As quantidades de agrotóxicos permitidos nos alimentos são elevadas praticamente sem nenhum conhecimento da população, e as embalagens dificilmente mostram os valores corretos do que existe lá dentro, ou mesmo ocultam perigos graves como o benzeno.

Precisamos levar a sério aquilo que colocamos dentro do nosso organismo e boicotar tudo aquilo que de alguma forma possa fazer mal. O caminho, infelizmente, ainda tropeça naquilo que nos é escondido, mas em oportunidades como esta, fiquemos de olhos abertos.

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Comida S/A

food-incEmbora uma data como a de hoje do “Dia mundial da alimentação” deva passar em branco pra grande maioria das pessoas, eu recomendo que você gaste um tempinho lendo isso.

Assisti ontem um documentário chamado Food, Inc., do diretor Robert Kenner e co-produzido por Eric Schlosser (de Nação Fast Food).

A proposta do documentário vai na linha do que costumo defender por aqui, e começa com uma pergunta: “O
quanto realmente sabemos sobre a comida que compramos nos supermercados e servimos às nossas famílias?”
Com uma intrigante afirmação de que a forma como nos alimentamos mudou mais nos últimos 50 anos que nos anteriores 10.000, o filme mostra como a imagem ‘natural’ que os rótulos pregam escondem por trás uma grande cadeia industrial de linha de produção que busca o superbarateamento dos produtos em detrimento da saúde das pessoas (ao ponto de um hambúrguer custar menos que um brócolis). Estações não existem mais, e todo dia é época de todas as frutas e verduras. De fato, ‘esta indústria não quer que você saiba a verdade sobre o que você está comendo, porque se você soubesse, não iria querer comer mais.’

A forma como os animais são cultivados, alimentados e processados para chegar em embalagens bonitinhas ultrapassa a crueldade com os próprios animais, com os trabalhadores desta área e principalmente com nossa própria saúde. Mais triste ainda é saber que algumas poucas empresas controlam a forma como estas coisas ocorrem e ditam regras aos agricultores e criadores.

Eu quase publiquei aqui uma matéria sobre Michele Obama e seu exemplo de agricultura orgânica na Casa Branca. Fiquei meio chocado ao ver depois uma matéria com uma carta de uma tal de uma associação MACA (leia-se Monsanto, Dow, DuPont e outras gigantes do transgênicos), meio que demarcando território da dita agricultura convencional versus a orgânica.
É evidente que a discussão pode ir muito além se entrarmos em outros produtos químicos utilizados nos alimentos (corantes, adoçantes sintéticos), no açúcar, sódio, gorduras trans, sal, tudo numa quantidade absolutamente desequilibrada para nosso organismo.

Vamos diminuir a quantidade de produtos industrializados e buscar algo mais orgânico, nem que seja um mínimo? Precisamos cobrar cada vez mais de políticos que as empresas rotulem tudo o que contém dentro de uma embalagem, para termos o poder de evitar aquilo que não faz bem.

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