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Archive for the ‘política’ Category

Esta eu peguei lá no Contraditorium, neste artigo.

É realmente chocante ver este tipo de coisa acontecendo. Resumidamente, o Senado contratou o serviço de exibição de um banner de menos de 200 pixels por 48 mil reais mensais, por um ano. Posteriormente, as informações foram alteradas, tirando-se o termo que dava a entender que o contrato era mensal

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A mídia e seu papel

mídia de mãos dadas com a "política"

Existe em curso uma séria discussão sobre a imprensa e seu papel perante um processo eleitoral. É um assunto muito sério que envolve uma disputa de poderes seculares em âmbitos distintos, onde cada um deseja manter seu meio de poder. No Brasil, a chamada grande (ou velha) mídia claramente apoia os candidatos de direita, que grosseiramente falando são representados hoje por partidos como PSDB, DEM e facções do PMDB, fora vários outros dissipados em partidos menores. No passado, eles apoiaram a ditadura militar no Brasil, representaram os interesses dos coronéis, participaram da política do café com leite, estavam no senado imperial. Não me surpreenderia se ao voltar na árvore genealógica da história do Brasil, não se ache antepassados dos atuais dentre os donos das capitanias hereditárias (acho que já escrevi isto em outro post).
Regionalmente, é fácil perceber a relação de controle através do controle da mídia local em pleno século XXI: candidatos à reeleição ao Senado em seus estados, Agripino Maia (RN) e Tasso Jereissati (CE) e candidatos ao governo de seus estados, assim como Fernando Collor (AL) e Roseana Sarney (MA) são proprietários de emissoras de televisão (e em consequência outras mídias no pacote dos “grupos”) e as utilizam para levar alguma vantagem nas eleições. Ainda existem outros casos em que o candidato em questão é amigo de outro político que é dono de emissora de TV (5 minutos de pesquisa no Google bastam para se achar).
Seja desqualificando os adversários quanto enaltecendo a si próprios, esta é uma prática que perpetuou e ainda perpetua em muitos estados do Norte e Nordeste as mesmas famílias de políticos em várias e várias gerações no poder. Fica até difícil separar o público do privado, afinal em tempos mais antigos e extremamente menos fiscalizados, era muito mais fácil governar em causa própria e se auto-favorecer nos negócios (fazer a rodovia/ferrovia passar pela fazenda, por exemplo).
Celeiro da desigualdade social, nestes estados predomina a péssima distribuição de renda, focos crônicos de miséria, fome, analfabetismo, péssimas condições de segurança e saúde, e tantas características que o país gostaria de ver varridas da realidade.

...em várias épocas...

Em âmbito nacional, grandes grupos (sabidamente Abril, Estadão, Globo e Folha de SP) atuam de forma dissimulada, fingindo que são imparciais, mas apoiando descaradamente seus candidatos com denúncias sem provas, como uma metralhadora que a todo o custo tenta manter “supostos escândalos” um após outro.

O mundo está mudando rapidamente com a internet (que também foi alvo de controle por sugestão da lei não aprovada de autoria do Senador do PSDB-MG Eduardo Azeredo, depois conhecida como AI-5 digital). Através da rede, existe uma liberdade maior das pessoas opinarem, colherem notícias diretamente de pessoas com credibilidade, que executam o dito bom jornalismo ou o jornalismo de isenção, ou ainda, que seja de menor partido em relação a um dos lados. Esta competitividade, aliada ao aumento de usuários de internet do país, fizeram – num prazo tão curto quanto a visão dos detentores da velha mídia – que o poder de manipulação que antes possuíam fosse extremamente limitado. Com competição e com a democracia da informação, é possível equilibrar essa queda de braço. As pessoas estão sendo cada vez mais capazes de perceber que não existe um lado certo e outro errado, mas cada vez mais entendem que existem interesses maiores ou menores, nocivos ou benignos, exclusivistas ou igualitários.

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Brasil vai emprestar 286 milhões para ajudar a Grécia a sair da crise

Nossa tempestade é bem maior.

E a nossa crise? Será que o Brasil não tem problemas demais a serem resolvidos?

Ainda somos um país rico cheio de gente pobre; ainda não temos educação básica de qualidade; ainda não temos uma infra-estrutura que comporte nosso crescimento; ainda não temos saneamento básico na maior parte do país; nossos aposentados penam por miséria, pois nosso sistema previdenciário é péssimo; o salário mínimo não é digno; nossas taxas de juros esfacelam as pessoas mais carentes; nossa burocracia complica a vida das pequenas empresas; nossas estradas são péssimas; somos vítimas de grande violência; não há um combate eficiente contra o tráfico de drogas; o transporte público é de péssima qualidade; nosso sistema de saúde então…

Talvez no dia que tivermos estes 13 tópicos num nível minimamente aceitável, poderíamos começar a conversar em ajudar outros países. Eu sei que as coisas parecem no caminho certo, pois jamais nada foi feito antes, mas olhar só um bocadinho a mais pro nosso quintal não faria mal a ninguém.

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Pois então o projeto Ficha Limpa, como ficou conhecido um movimento popular organizado (pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral) que recolheu e enviou ao congresso mais de 1.500.000 de assinaturas pedindo a inegibilidade de quem tiver alguma restrição com a justiça. O fato é que o tempo está correndo, e é muito claro que agora numa massa indistinta de partidos, num daqueles raros momentos em que todos se dão as mãos como políticos que são, este projeto jamais será votado de forma a já valer nestas eleições. Muito tempo já se passou desde a chegada de pilhas e pilhas de assinaturas de cidadãos como eu e você que se revoltam com a classe política, mas que pouco pode fazer, por conta justamente de os instrumentos jamais terem sido criados de forma simples e participativa, como uma real democracia deveria ser.
É evidente que as articulações serão no sentido de limitar a lei ou mesmo de empurrá-la para um futuro incerto. Estamos infelizmente num regime em que temos a sensação de passar um cheque em branco a quem elegemos, o que não pode ser um bom sinal.
O momento pede um olhar atento nos próximos movimentos e muita ação para fazer rodar aos quatro ventos os nomes dos responsáveis, no caso do fato esperado. Para que mais e mais pessoas tenham a informação e possam pensar em outra opção na hora de votar.

Muita cara de pau não respeitarem a vontade de tantos brasileiros...

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Serra meigo

Foi destaque esta semana como um ‘viral’ os deboches à capa da Revista Veja que buscou dar ao candidato José Serra um ar de meiguice.
Alguém teve a ideia de que as pessoas fizessem a mesma pose meiga e enviassem a foto para todas serem publicadas juntas, como uma forma bem-humorada de criticar o fato. O resultado foi tão surpreedente que o criador desativou o serviço. No mínimo temendo alguma perseguição, com uma certa razão, dado o histórico do personagem envolvido. Ainda é possível ver um pouco neste link.
No mundo todo é comum que os meios de comunicação tenham uma posição política. Isso não é feio. Feio é querer parecer que não, o que é o caso da Veja. Mais feio ainda, é quando televisões, que são concessões públicas fazem este tipo de preferência velada. E extremamente ainda mais feio, é quando a concessão da TV (ou rádio) é justamente do político que se autobeneficia, o que ainda ocorre tremendamente neste Brasil afora.
Nosso país só pode dizer ser verdadeiramente democrático quando os mecanismos que controlam as grandes instituições políticas forem regulados de tal forma que ninguém possa se beneficiar pelo fato de ocupar aquela posição. Mais ou menos como ocorre no meu emprego, no seu e no de milhões de outros brasileiros.

Não ficou muito natural...

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A revista Veja – não é novidade – há muito tempo assume uma postura de fazer de cada notícia uma bandeira de seus interesses políticos. É hoje claramente, escancaradamente, um panfleto que critica o governo do PT e tenta apoiar grupos de extrema direita (que, em parte, explicam a própria história da revista) . Pra quem acha perseguição, aqui está uma comparação de capas recentes que foi espalhada pelo twitter e resolvi registrar aqui.

Comparem os dois pesos e duas medidas usadas nas matérias sobre as chuvas trágicas sobre SP e RJ (claro, referindo-se  a um suposto escândalo da prefeitura de Niterói, do PDT). Acho que a Veja tenta usar muito a ideia de que o brasileiro tem memória curta, mas não é tão curta assim também, certo?

Em São Paulo, raro fenômeno da natureza...

...e no Rio, claro, um "esquema".

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Mais do mesmo.

Mal perdeu um senador por compra de votos (Expedito Júnior do PSDB), o estado de Rondônia já tem um outro em seu lugar (o outro melhor colocado da eleição, Acir Gurgacz, do PDT), que também é alvo da justiça eleitoral, pois o jornal de sua família foi usado como veículo de propaganda eleitoral.
Além disso, Gurgacz possui empresas que respondem a mais de 200 processos trabalhistas em diversos estados. Ao ser empossado como senador, porém, ele gozará de foro privilegiado.

Taí um bom exemplo do cuidado extremo a ser tomado na próxima eleição. Ao votar em candidatos a Senador, Deputado Federal e Deputado Estadual, é fundamental verificar o passado dos candidatos. Tenha medo de votar em pessoas recorrentes e deste tipo “que possui jornal da família” ou outros atributos típicos de enriquecimento com a vida pública ou de seus antecedentes.

Votar nulo ou em branco, apesar de ser um protesto legítimo, acaba favorecendo justamente estes que se eternizam e se auto-favorecem.

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