Feeds:
Posts
Comentários

Navegar na internet hoje em dia é algo corriqueiro, e é uma tarefa realizada por grande parte de pessoas que não precisam ter nenhum conhecimento técnico de computador, pois algumas etapas ficam simplificadas por programas pré-instalados nos computadores.

Ocorre, que o navegador (ou browser) é uma das partes mais importantes deste processo, e existe uma luta quase invisível sobre a atualização destes programas para suas últimas versões. Vários sites de grande porte (Facebook, Twitter, Gmail, YouTube e outros) já colocaram uma data final de suporte a este navegador, alguns já em vigor. Apesar disso, por ter sido integrado ao Windows XP e por políticas de empresas que não permitem atualizações internas, o navegador ainda impera na segunda posição do mercado.

O Internet Explorer da Microsoft já está na versão 8, mas a 6 continua circulando por aí, há cerca de 10 anos e apresentando problemas sérios de segurança (para transações bancárias ou de comércio eletrônico, ou sites com códigos maliciosos que podem entregar informações importantes de quem navega, senhas, etc).

A Microsoft Austrália lançou esta incrível propaganda:

Derramou faz teeeempo.

Havia um vídeo de um filme com uma cena onde  Hitler criticava os “desenvolvedores”, muito usado em outras sátiras, mas foi retirado do YouTube por direito autorais do filme (Constantin).

O recado, enfim, é claro: PARE de usar o IE6. Atualize, ou instale outros navegadores bem melhores, como o Firefox ou o Chrome, ou ainda o Opera.

Anúncios

Brasil vai emprestar 286 milhões para ajudar a Grécia a sair da crise

Nossa tempestade é bem maior.

E a nossa crise? Será que o Brasil não tem problemas demais a serem resolvidos?

Ainda somos um país rico cheio de gente pobre; ainda não temos educação básica de qualidade; ainda não temos uma infra-estrutura que comporte nosso crescimento; ainda não temos saneamento básico na maior parte do país; nossos aposentados penam por miséria, pois nosso sistema previdenciário é péssimo; o salário mínimo não é digno; nossas taxas de juros esfacelam as pessoas mais carentes; nossa burocracia complica a vida das pequenas empresas; nossas estradas são péssimas; somos vítimas de grande violência; não há um combate eficiente contra o tráfico de drogas; o transporte público é de péssima qualidade; nosso sistema de saúde então…

Talvez no dia que tivermos estes 13 tópicos num nível minimamente aceitável, poderíamos começar a conversar em ajudar outros países. Eu sei que as coisas parecem no caminho certo, pois jamais nada foi feito antes, mas olhar só um bocadinho a mais pro nosso quintal não faria mal a ninguém.

Pois então o projeto Ficha Limpa, como ficou conhecido um movimento popular organizado (pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral) que recolheu e enviou ao congresso mais de 1.500.000 de assinaturas pedindo a inegibilidade de quem tiver alguma restrição com a justiça. O fato é que o tempo está correndo, e é muito claro que agora numa massa indistinta de partidos, num daqueles raros momentos em que todos se dão as mãos como políticos que são, este projeto jamais será votado de forma a já valer nestas eleições. Muito tempo já se passou desde a chegada de pilhas e pilhas de assinaturas de cidadãos como eu e você que se revoltam com a classe política, mas que pouco pode fazer, por conta justamente de os instrumentos jamais terem sido criados de forma simples e participativa, como uma real democracia deveria ser.
É evidente que as articulações serão no sentido de limitar a lei ou mesmo de empurrá-la para um futuro incerto. Estamos infelizmente num regime em que temos a sensação de passar um cheque em branco a quem elegemos, o que não pode ser um bom sinal.
O momento pede um olhar atento nos próximos movimentos e muita ação para fazer rodar aos quatro ventos os nomes dos responsáveis, no caso do fato esperado. Para que mais e mais pessoas tenham a informação e possam pensar em outra opção na hora de votar.

Muita cara de pau não respeitarem a vontade de tantos brasileiros...

Serra meigo

Foi destaque esta semana como um ‘viral’ os deboches à capa da Revista Veja que buscou dar ao candidato José Serra um ar de meiguice.
Alguém teve a ideia de que as pessoas fizessem a mesma pose meiga e enviassem a foto para todas serem publicadas juntas, como uma forma bem-humorada de criticar o fato. O resultado foi tão surpreedente que o criador desativou o serviço. No mínimo temendo alguma perseguição, com uma certa razão, dado o histórico do personagem envolvido. Ainda é possível ver um pouco neste link.
No mundo todo é comum que os meios de comunicação tenham uma posição política. Isso não é feio. Feio é querer parecer que não, o que é o caso da Veja. Mais feio ainda, é quando televisões, que são concessões públicas fazem este tipo de preferência velada. E extremamente ainda mais feio, é quando a concessão da TV (ou rádio) é justamente do político que se autobeneficia, o que ainda ocorre tremendamente neste Brasil afora.
Nosso país só pode dizer ser verdadeiramente democrático quando os mecanismos que controlam as grandes instituições políticas forem regulados de tal forma que ninguém possa se beneficiar pelo fato de ocupar aquela posição. Mais ou menos como ocorre no meu emprego, no seu e no de milhões de outros brasileiros.

Não ficou muito natural...

A revista Veja – não é novidade – há muito tempo assume uma postura de fazer de cada notícia uma bandeira de seus interesses políticos. É hoje claramente, escancaradamente, um panfleto que critica o governo do PT e tenta apoiar grupos de extrema direita (que, em parte, explicam a própria história da revista) . Pra quem acha perseguição, aqui está uma comparação de capas recentes que foi espalhada pelo twitter e resolvi registrar aqui.

Comparem os dois pesos e duas medidas usadas nas matérias sobre as chuvas trágicas sobre SP e RJ (claro, referindo-se  a um suposto escândalo da prefeitura de Niterói, do PDT). Acho que a Veja tenta usar muito a ideia de que o brasileiro tem memória curta, mas não é tão curta assim também, certo?

Em São Paulo, raro fenômeno da natureza...

...e no Rio, claro, um "esquema".

Água desplastificada

Annie Leonard, que já havia produzido o excelente Story of Stuff (cujo link existe permanentemente no meu blog na coluna da direita), acaba de lançar um outro vídeo sobre uma temática extremamente importante e pouco tocada acerca da escassez de água no planeta.

Em The Story of  Bottled Water (A História da Água Engarrafada), Annie nos lembra neste esquecido Dia Mundial da Água o quanto somos levados a acreditar que engarrafar água para vender é uma comodidade tola que resulta num amontoado de lixo impressionante e evita que governos em todo o mundo invistam para que as pessoas possam simplesmente ter água potável no bico de suas torneiras, de graça. É uma realidade distante, porém se pessoas como eu e vocês sequer pensarmos nesta possibilidade, muito menos os farão empresas e governos a quem este ciclo interessa.

Ainda sem tradução para o português. Tentar o novo recurso de transcrever o áudio no Youtube (clicando no botãozinho CC) trará muita coisa errada, mas pode ajudar a visão geral do que é dito, a quem tiver dificuldade com o idioma.

O mar virando sertão

Não é grande novidade que onde o homem bota a mão em relação a recursos naturais com interesses acima dos pessoais (ou seja grandes corporações querendo extrair tudo ao máximo), sempre dá problema.

O Padre Cícero, figura extremamente benquista no Ceará com status aqui de santo, empresta alguns de seus sábios ensinamentos aos seus romeiros e mostra que já se preocupava com a natureza há 150 anos, nesta excelente peça do Greenpeace Brasil.

A bença, padim Ciço!