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Posts Tagged ‘história’

Foi aqui que tudo começou...

Foi aqui que tudo começou...

A constituição brasileira de 1824,  a imperial, está reproduzida abaixo em seu artigo 45 (em língua portuguesa da época). Assinale corretamente o parágrafo que está errado quanto às exigências para ser um senador nos dias de hoje:

Art. 45. Para ser Senador requer-se

( ) I. Que seja Cidadão Brazileiro, e que esteja no gozo dos seus Direitos Politicos.

( ) II. Que tenha de idade quarenta annos para cima.

( ) III. Que seja pessoa de saber, capacidade, e virtudes, com preferencia os que tivirem feito serviços á Patria.

( ) IV. Que tenha de rendimento annual por bens, industria, commercio, ou Empregos, a somma de oitocentos mil réis.

Gabarito comentado:
Se você assinalou I, errou: cuidado com a pegadinha, apesar de tudo de imoral, ilegal e engordativo que tenham feito, os senadores todos em exercício se safaram das cassações e gozam de direitos políticos.

Se você assinalou II, atenção!! Precisa estudar mais! Todas as excelências têm mais que quarenta anos.

Se você marcou III, parabéns!! Auto-explicativa… Foi fácil, hein? Tá bem na hora de escolhermos senadores que atendam a este requisito. E olha que naquela época nem eleição existia…

Se você escolheu a IV, cometeu o pior dos enganos. Os atuais senadores, quando não são fazendeiros, pecuaristas ou donos de concessões de TV, rádios, jornais, indústrias, etc.., já estiveram tempo suficiente na política para alcançarem somas enormes de patrimônio.

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Ex-cravidão?

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A escravidão existe há muito tempo. Certamente começou na estúpida idéia de dominador e dominado. Assim, reis e imperadores do passado submetiam os povos conquistados ao trabalho forçado. Quando chegou ao Brasil no século XVI, já era prática sacramentada em diversos outros países que “colonizavam” o mundo. Apesar de importantes passos terem sido dados a partir do século XIX para o fim da escravidão, isto não só foi feito de forma insustentável socialmente (o que gerou grandes focos de preconceito e racismo que perduram até os dias de hoje), como de fato, mais de um século depois, a prática ainda não cessou. No Brasil, segundo relatório publicado recentemente pela ONU, foram registrados quase 22 mil casos nos últimos 5 anos (claro, sem falar do possível número muito maior de casos não registrados). Isso mesmo, em pleno século XXI.

A maior parte destes casos se estendem em duas frentes principais:

1) a da prostituição e tráfico de pessoas, muito comum entre grupos europeus que fazem negociação com traficantes no Brasil, principalmente de mulheres. Embora esteja em número crescente, vez por outra alguma notícia boa aparece sobre o assunto. O triste desta modalidade é que muitas vezes é explorado o sonho das pessoas de uma vida melhor e a realidade acaba sendo outra bem oposta.

2) a do trabalho rural. Quase sempre que ouço falar de escravidão em fazendas, sempre tem uma figura ligada ao governo relacionada. Deputados, senadores, juízes e vários da chamada “bancada ruralista” circulam normalmente por noticiários acerca de condições sub-humanas às quais seus trabalhadores são submetidos, muitas vezes disputando a água que bebem com o gado. É triste ver a impunidade e a facilidade que a responsabilidade acaba ficando com os “peixes menores”. Para quem produz suas próprias leis, fica muito fácil se safar deste absurdo de descaso com a vida humana.

É difícil distinguir se pessoas que praticam estas coisas são imorais ou amorais. A mentalidade vigente de cada um obter seu próprio sucesso em detrimento do fracasso de todos os outros (a.k.a. egoísmo) infelizmente tira a chance de um mundo pensado coletivamente. A globalização faz exatamente isso, mas apenas entre o mercado financeiro e industrial. As contrapartidas sociais continuam enaltecendo valores que são difíceis de se ver como parte de um “mundo melhor”. Desta forma, ao se deparar com violências desta magnitude, hoje em dia as pessoas nem se chocam tanto mais.

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obamavitoria

Time for a Change… e Obama será muito falado por muitos e muitos anos, entrará para a história, e provavelmente fará as pessoas terem cada vez mais asco de George W. Bush. Acredito, sim, que ele conseguirá frear esta crise econômica, que deve ser apenas uma ponta do iceberg de muita coisa nojenta que ainda jaz submersa. Poderá ser o marco do combate ao aquecimento global, ao uso em massa de energia limpa renovável, poderá dar um encaminhamento importante ao fim do uso da energia nuclear. Barack Obama poderá colocar no mundo uma ótica mais igualitária, ele mesmo sendo de uma minoria que em seu próprio país já foi segregada das piores formas possíveis. Sua origem africana poderá lançar um olhar sobre o combate à fome, bandeira levantada politicamente por Lula quando empossado em 2002.
A esperança pode sim vencer o medo, mas não podemos nunca tirar o foco sobre quem estamos falando: o povo americano. Obama levantou a bandeira de devolver ao seu povo o paradigmático “sonho americano”. Isto significa um padrão de consumo que o planeta não é capaz de bancar, significa uma cultura belicosa que sempre dá altos índices de popularidade a presidentes americanos que promovem guerras e significa, em última análise, a antítese de um mundo justo e igualitário. Que ele saiba dosar muito bem a forma de fazer as coisas, pois deste único homem pode depender o futuro da minha vida e da de vocês. Otimismo, que já estamos no lucro: nem McCain seria pior que George W. Bush, nem mesmo se Sarah Palin tivesse que assumir.


If it's gonna get better, it starts with a feeling
If it's gonna get better, it's gonna take time
If it's gonna get better, we've gotta start now
cos I know everybody can feel it
and I know everybody will see it
cos it shows, and that shows I'm not dreaming
cos you know, I know, it's time for a change

Genesis - 1983

Dri, seleção de foto perfeita, obrigado!

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A História nunca é o que realmente pensamos que foi. Aprendemos algumas coisas padronizadas como o descobrimento do Brasil, a assinatura da Lei Áurea, mas na prática sabemos que as coisas não foram realmente como foram. E tantas outras que são dúbias, que jamais saberemos o que de fato aconteceu. Alguém já disse que a história é escrita pelos que estão no poder. A parte boa é ver que a internet deu espaço à democratização da notícia. Os poderosos continuam lá, mas quem gosta de saber o a opinião das pessoas não precisa ler sempre das fontes oficiais.

A revista Veja há muito tempo deixou de ser uma revista jornalística para virar um panfleto de opiniões de extrema direita. Na edição especial de 40 anos, 5 minutos de folhear a revista deixou claro que a retrospectiva histórica é uma história que só interessa à Veja e a seus top 1 ou 2% da população abastada do país que a lêem. Eles se esqueceram que ao serem uma voz de opinião (e não de jornalismo), que não deveriam se meter a fazerem análises históricas, já que nunca falam sobre fatos.

Tudo o que se refere ao Lula diz que ele é um sapo barbudo, mas é engraçado ver como a Veja é obrigada a se dobrar pela popularidade dele, devem ranger os dentes de raiva por isso.
Ainda no campo político numa mesma página podemos ver em plena véspera de eleição o Gabeira (que disputa a prefeitura do Rio com grandes chances) é citado como um terrorista, e logo acima, vemos José Serra, atual governador de Sâo Paulo como “o persistente”, que tem como “sonho” ser o presidente do Brasil.. Ah, que lindo isso. Será que é o sonho só dele? (isso é “história”?)

Em tudo a Veja ressalta que o sistema socialista foi um atraso, um fracasso, e se propõe a elogiar o capitalismo como a salvação do mundo. Será mesmo? Esse buraco econômico mundial, o planeta se esgotando de recursos naturais e mais da metade da população passando necessidades é algo realmente justo e promissor ao mundo? Essa crise financeira que escoa pelos ralos trilhões de dólares que poderiam resolver grande parte das mazelas sociais talhadas no individualismo capitalista é mesmo justa?
Que tipo de atraso poderia ser pior ao mundo do que a manipulação da informação?

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