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Posts Tagged ‘meioambiente’

Annie Leonard, que já havia produzido o excelente Story of Stuff (cujo link existe permanentemente no meu blog na coluna da direita), acaba de lançar um outro vídeo sobre uma temática extremamente importante e pouco tocada acerca da escassez de água no planeta.

Em The Story of  Bottled Water (A História da Água Engarrafada), Annie nos lembra neste esquecido Dia Mundial da Água o quanto somos levados a acreditar que engarrafar água para vender é uma comodidade tola que resulta num amontoado de lixo impressionante e evita que governos em todo o mundo invistam para que as pessoas possam simplesmente ter água potável no bico de suas torneiras, de graça. É uma realidade distante, porém se pessoas como eu e vocês sequer pensarmos nesta possibilidade, muito menos os farão empresas e governos a quem este ciclo interessa.

Ainda sem tradução para o português. Tentar o novo recurso de transcrever o áudio no Youtube (clicando no botãozinho CC) trará muita coisa errada, mas pode ajudar a visão geral do que é dito, a quem tiver dificuldade com o idioma.

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O mar virando sertão

Não é grande novidade que onde o homem bota a mão em relação a recursos naturais com interesses acima dos pessoais (ou seja grandes corporações querendo extrair tudo ao máximo), sempre dá problema.

O Padre Cícero, figura extremamente benquista no Ceará com status aqui de santo, empresta alguns de seus sábios ensinamentos aos seus romeiros e mostra que já se preocupava com a natureza há 150 anos, nesta excelente peça do Greenpeace Brasil.

A bença, padim Ciço!

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Isto que é contramão. O Brasil com esta super matriz energética petrolífera, o mundo puxando a todo custo a questão ambiental (o próprio Brasil, diga-se de passagem), e esta matéria dizendo que “o Brasil quer construir mais 30 usinas nucleares…”.
Desculpe, mas isto o Brasil NÃO QUER. Talvez o Edison Lobão queira. Temos a maior potencial de matrizes limpas do mundo. Energia renovável é algo muito mais seguro. Qualquer outro tipo de energia gera guerras. Insistir na nuclear que é suja e ultrapassada e que os países desenvolvidos estão evitando beira a insensatez. Ou isso, ou alguém está lucrando demais com isso, e não somos nós, população, a parte mais interessada.
Não é bem assim...

Não é bem assim...

Isto que é contramão. O Brasil com esta super matriz energética petrolífera, o mundo puxando a todo custo a questão ambiental (o próprio Brasil, diga-se de passagem), e esta matéria dizendo que “o Brasil quer construir mais 30 usinas nucleares…”.

Desculpe, mas isto o Brasil NÃO QUER. Talvez o Edison Lobão queira. Temos a maior potencial de matrizes limpas do mundo. Energia renovável é algo muito mais seguro. Qualquer outro tipo de energia gera guerras. Insistir na nuclear que é suja e ultrapassada e que os países desenvolvidos estão evitando beira a insensatez. Ou isso, ou alguém está lucrando demais com essa indústria, e não somos nós, população, a parte mais interessada.

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ambiental/
Às vezes na política acontecem pequenas coisas que tiram totalmente o chão
de quem esperava uma trilha da continuidade das coisas.
Bastou a Marina Silva aparecer com seu rompimento com o PT, filiação ao PV
e ao aceno de sua candidatura com boa repercussão, em tempos onde falar de
meio ambiente com propriedade é algo crucial para o mundo e aparece em todo
lugar com muita positividade o tempo todo, que os demais pré-candidatos à
presidência trataram logo de botar o seu pezinho neste meio.
Nada diretamente contra o Lula e o que ele espera a Dilma, mas acho que se
o povo brasileiro é movido a ‘esperança’, como foi a eleição do próprio
Lula em 2002, a Marina representa uma nova esperança e um sinal de novos
tempos.
Aécio
Lula
Dilma
Serral

Às vezes na política acontecem pequenas coisas que tiram totalmente o chão de quem esperava uma trilha da continuidade das coisas.

Bastou a Marina Silva aparecer com seu rompimento com o PT, filiação ao PV e ao aceno de sua candidatura com boa repercussão, em tempos onde falar de meio ambiente com propriedade é algo crucial para o mundo e aparece em todo lugar com muita positividade o tempo todo, que os demais pré-candidatos à presidência trataram logo de botar o seu pezinho neste meio.

De uma forma ou de outra, quem ganha somos nós eleitores, pois nunca na história deste país os candidatos tiveram que se expor quanto ao que pretendem fazer na área de sustentabilidade e meio ambiente, num momento de  uma grande discussão sobre pré-sal e afins.

Nada diretamente contra o Lula e o que ele espera a Dilma, mas acho que se o povo brasileiro é movido a ‘esperança’, como foi a eleição do próprio Lula em 2002, é a Marina quem representa agora uma nova esperança e um sinal de novos tempos.

Aécio

Lula

Dilma

Serra

Ciro

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O pré-sal está em alta, pois hoje foi oficialmente “lançado” com suas regras e diretrizes gerais. É uma situação bastante complexa que deve ser observada com cuidado pelo seguinte:
O Brasil vive um bem razoável e positivo momento econômico que não consegue ser traduzido em benefícios sociais, mesmo em coisas básicas como saneamento, educação e saúde. Emprestamos dinheiro ao FMI, mas temos ainda, por mais que tenha melhorado, níveis vexatórios de subdesenvolvimento. Resumindo: somos incapazes de fazer o dinheiro se transformar em algo bom para a sociedade, principalmente por questões políticas.
Estamos em 72º lugar no ranking mundial da corrupção, com nota apenas 3,5 de um total de 10. Ou seja, a chance de termos muito dinheiro na mão é acompanhada bem de perto pelo respectivo ralo por onde ele escoa.
Petróleo é uma forma de energia muito valorizada hoje no mercado, porém ultrapassada. Vai na contramão de um mundo sustentável, sem guerras e conflitos. As energias renováveis serão a tônica do mundo daqui pra frente, e as previsões do pré-sal render enormes quantias financeiras ao país são daqui a vários anos, quando a situação ecológica será ainda mais emergencial perante o problema do aquecimento global e da urgência da redução de gases de efeito estufa.
Alguém confia mesmo nos políticos brasileiros de agora ou dos próximos 10 anos, para que haja um rigor de fiscalização sobre o que ocorre? O que dá pra ver neste momento é o governo atual com pressa de lançar, para poder surfar um pouco nos benefícios que possam vir e uma oposição querendo retardar ao máximo e discutir com a sociedade, justamente para não dar tempo do atual governo colher estes resultados e interferir nas eleições. Qual deles está de olho no bem de seus eleitores?

O pré-sal está em alta, pois hoje foi oficialmente “lançado” pelo governo com suas regras e diretrizes gerais. É uma situação bastante complexa que deve ser observada com cuidado pelo seguinte:

O Brasil vive um bem razoável e positivo momento econômico que não consegue ser traduzido em benefícios sociais, mesmo em coisas básicas como saneamento, educação e saúde. Emprestamos dinheiro ao FMI, mas temos ainda, por mais que tenha melhorado, níveis vexatórios de subdesenvolvimento, e nossa distribuição de renda segue como uma das piores. Resumindo: somos incapazes de fazer o dinheiro se transformar em algo bom para a sociedade, principalmente por questões políticas.

Estamos em 72º lugar no ranking mundial da corrupção, com nota apenas 3,5 de um total de 10. Ou seja, a chance de termos muito dinheiro na mão é acompanhada bem de perto pelo respectivo ralo por onde ele escoa.

Petróleo é uma forma de energia muito valorizada hoje no mercado, porém ultrapassada. Vai na contramão de um mundo sustentável, sem guerras e conflitos. As energias renováveis serão a tônica do mundo daqui pra frente, e as previsões do pré-sal render enormes quantias financeiras ao país são daqui a vários anos, quando a situação ecológica será ainda mais emergencial perante o problema do aquecimento global e da urgência da redução de gases de efeito estufa. Vale lembrar que o Brasil possui um dos maiores potenciais do mundo para ser sustentável energeticamente, com biocombustível, energia eólica e solar.

Alguém confia mesmo nos políticos brasileiros de agora ou dos próximos 10 anos, para que haja um rigor de fiscalização sobre o que ocorre? O que dá pra ver neste momento é o governo atual com pressa de lançar, para poder surfar um pouco nos benefícios que possam vir e uma oposição querendo retardar ao máximo e discutir com a sociedade, justamente para não dar tempo do atual governo colher estes resultados e interferir nas eleições.

Qual deles está de olho (mesmo) no bem de seus eleitores?

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dsc01232Segurança é bom, principalmente em ambientes virtuais onde as pessoas nem sempre são experts para entender o que é ou não uma ameaça à sua privacidade. Existem alguns casos, como este que vou contar, que o bom andamento da segurança acaba virando o mal andamento da segurança da saúde das pessoas.

Alguns bancos disponibilizam a seus clientes um aparelhinho, que no caso do Unibanco se chama Multisenha. É um dispositivo pra se usar no chaveiro que gera uma combinação numérica num display que é sincronizada por algum algoritmo com o servidor do banco, e assim garante que apenas o portador do dispositivo possa realizar operações. Eu tenho este dispositivo pelo banco Itaú também, durante mais de um ano, sem nenhum problema na utilização.
Creio que a empresa que produz os do Unibanco está com algum problema, pois num espaço de menos de seis meses estou já solicitando o quinto dispositivo, devido a problemas técnicos (não liga mais, ou fica travado direto num número, ou gera números, mas fora de sincronia com o servidor, etc.). É simples trocar, e aí que vive o perigo. Cada aparelho deste leva uma bateria daquelas CR-2032, e a única solicitação que os atendentes do banco fazem é a de descartar o produto. A toxicidade dos elementos destas baterias como metais pesados acabam de alguma forma encontrando nos lixos um caminho até os lençóis de águas e compromentendo este ciclo fundamental para nossa vida, ainda que indiretamente (comemos o boi – argh! – que come a soja que é regada com esta água, por exemplo). Os exemplos se multiplicam em situações muito mais simples: festas de casamento, onde sei lá como a onda de criatividade é tão limitada que se reduziu ao uso de óculos, flores de plástico no pescoço e diversos tipos de pisca-pisca, estes claro, com baterias que duram apenas a noite da festa e no dia seguinte param no lixo. Outras baterias como de celulares e afins nem sempre são descartadas adequadamente.

Algumas alternativas para descarte de bateria:

1) lojas de aparelhos celulares (das operadoras) recebem baterias antigas e providenciam o descarte correto do material.

2) A rede do Banco Real (confirmar se em qualquer agência) também recebe este tipo de material.

3) Mesmo vale pra uma grande parte das lojas da rede do Pão de Açúcar.

Importante: em qualquer caso sempre convém ligar antes pra uma loja ou agência específica pra se certificar se realmente coleta, OK?

Unibanco: faça como eu – se o fornecedor de serviço não é bom, mude para outro…  😉

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Forrest e Bubba ficariam desapontados...

Forrest e Bubba ficariam desapontados...

Às vezes a ignorância pode deixar a gente menos frustrado, mas o propósito deste blog é justamente trazer à tona aquilo que se pratica de errado por aí.

Quem me conhece, sabe que sou um semi-vegetariano: não consumo carnes de bovinos, aves e suínos. Por uma questão de saúde e também ecológica. Vou guardar confabulações destes motivos para outros posts, estou sempre falando de algo relacionado a isso por aqui. Voltando: sendo eu desta forma, eu “desconto” meu consumo de carnes em peixes e frutos do mar. Mesmo sabendo que de alguma forma desconhecida isso poderia ferir algum mesmo princípio que eu tenha com as demais carnes, talvez eu não tenha mesmo é a vocação de deixar de comer estas carnes.

Só que minha ignorância quanto ao meu voraz apetite por camarões acaba de desmoronar. A Lelê, amicíssima minha do Greenpeace esteve aqui em Fortaleza fazendo preparativos ao Open Boat que acontecerá nos dias 7 e 8 de fevereiro, e ela me contou sobre seu trabalho junto a restaurantes e supermercados locais e sobre carcinicultura, que é a prática do “cultivo” de camarões em detrimento da pesca dos mesmos. Eu já sabia desta prática, só não sabia que era tão generalizada a um ponto onde os próprios pescadores já nem pescam mais o camarão: compensa economicamente para eles serem atravessadores entre os carcinicultores e a população. Até aí, também achei que poderia conviver com a idéia de que o camarão que como não veio do mar, ainda que com um certo contragosto.

Mas isso porque eu nunca soube o impacto que a carcinicultura tem sobre as regiões de mangue. Este impacto não é pequeno, dado o crescimento exponencial que houve nos últimos 5 anos, de modo praticamente impossível de se garantir a sustentabilidade desta atividade. A esmagadora maior parte da produção tem o mercado internacional como destino.
Do que pesquisei e do que ouvi da Leandra, descobri que o “vazamento” de uma espécie que não é nativa daquele mangue pode desequilibrar o ecossistema local; que a retirada da vegetação de forma agressiva não permite sua regeneração posterior; que os viveiros contaminam as águas com fungicidas; acima de tudo, que impacta as famílias que sobrevivem dos recursos do mangue e dele tiram seu sustento. Ao menos aqui no Ceará, os índices de empresas que causou impactos aos manguezais supera os 84%, fora outros índices não menos vergonhosos.

Não vou deixar de comer camarão por isso, mas é uma pena de saber como as coisas acontecem. É aquela sensação em primeiro lugar de estar sendo enganado, já que é consenso achar que os camarões dos pescadores são efetivamente pescados no mar.
Gostaria de debater o tema com quem souber mais sobre isso ou que simplesmente queira botar alguma idéia em prática. O conhecimento é nossa maior segurança e também a melhor forma de podermos reivindicar aquilo que acreditamos e queremos. Principalmente aos amantes de camarão como eu.

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