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Será que algum deles é requeijão mesmo? Pior que usam "original" e "tradicional" pra confundir um pouco mais.

Será que algum deles é requeijão mesmo? Pior que usam "original" e "tradicional" pra confundir um pouco mais.

Não é de hoje que os requeijões mudam, se transformam, aparecem, desaparecem, reaparecem e se relançam. Tanto movimento tem a ver com a lambança nas fórmulas e no que as marcas são obrigadas a rotular.
Hoje em dia, a grande maioria do que pensamos ser requeijão, simplesmente não é. A base do requeijão é o leite, conforme a definição da ANVISA. Esta página ainda mostra uma série de outras informações interessantes a respeito.

As tais “especialidades lácteas”, “cremosos” e outros nomes disfarçados de requeijão utilizam em geral a gordura vegetal e amido na sua base, e infelizmente prevalecem nas prateleiras dos supermercados. Muitas marcas estão usando colocando em letras miúdas a presença do amido. É muito fácil entender o porquê: é muito mais barato um produto com amido e gordura vegetal e rende milhares e milhares de reais nas unidades que são vendidas em massa em supermercados (claro, camuflados nas gôndolas com os poucos requeijões que ainda devem haver).
O Ministério da Agricultura foi pressionado pelas indústrias para que pudesse ser usado o termo “Requeijão com amido”, e lamentavelmente este possui grande quantidade da nociva gordura trans, segundo o comentário de Marcelo Leitão, técnico em leite e derivados, nesta página. Ou seja, o produto fica mais barato pra vender mais e dane-se a nossa saúde.

Pra piorar um pouco a situação, atualmente se vê nas gôndolas 3 diferentes tamanhos de porção: 200g, 220g e 250g. Estabelecer o melhor custo benefício entre qual foi feito a partir do leite e ainda tem o menor preço por grama é uma tarefa bem improvável.

Então se o que você quer é requeijão de verdade, com leite e sem gorduras trans, olho no rótulo e evite todos que possuem amido e gordura vegetal nos ingredientes.

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Tente responder o que é pior na TIM (ou Tim-enganei, como já se diz por aí):

– a velocidade do serviço TIM web banda larga, que de banda larga não tem nada mesmo quando conectado na rede 3G?

– a quantidade de intermitência que este serviço fica caindo, ou várias horas seguidas fora do ar sem a possibilidade de pedir ressarcimento deste valor?

– o serviço de atendimento (eu disse atendimento?) ao consumidor, que simplesmente não atende, e na improvável hipótese que atenda uma hora depois de orelha quente no telefone, não se vê o problema resolvido?

– eles prometerem que o protocolo será enviado via SMS e isto jamais ser recebido, mesmo ligando e conseguindo ser atendido mais de uma vez?

Existem coisas que eu realmente gostaria de entender sobre a TIM. Uma delas diz respeito ao serviço de atendimento ao consumidor. Há algum tempo atrás, como noticiado aqui, novas regras foram impostas para que o consumidor pudesse ser melhor atendido. Uma delas diz respeito ao prazo máximo de atendimento telefônico para um minuto. Por que a TIM desrespeita este prazo todos os dias desde a implementação destas regras e tá tudo bem? Alguém ouve falar de multas para a empresa?

Voltando à parte técnica, eu aos poucos vou descobrindo como funciona esse serviço capenga. A velocidade é muito baixa, comparada a uma conexão discada e já foi publicado no blog do Thales (link na primeira linha) que o nome do produto foi alterado para outro sem o termo “banda larga”, claro que possivelmente para evitar problemas de consumidores reclamando por isso. Todas as cláusulas falam em “até 1Mbps” exatamente por isso.

Só para lembrar para quem não sabe, que a se velocidade de download que você fizer for entre cerca de 20 e 25kBps, o indicador de velocidade do discador da TIM marcará entre cerca de 180 e 190Mbps. Usando meus tempos remotos de eletrônica digital, suficiente e antiga o suficiente pra lidar com flip flops e multiplexadores, mas no caso, para distinguir bits de bytes. Então relembrando que o básico é o seguinte:

1 byte = 8 bits

MBps significa Mega bytes por segundo;
Mbps significa Mega bits por segundo.

22kBps = 176kbps

Onde se enquadram em total sentido os números que eu falei acima, vide gráfico.

tim_bits_por_segundo

Compare as duas taxas de download na parte inferior da imagem

Você usa Tim web? Faça as contas: use um programa qualquer de downloads que mostre a velocidade, ou FTP, e compare com o gráfico do aplicativo de discagem da TIM. Fatalmente o valor de um será cerca de 1/8 do outro. Considere que outras aplicações podem estar acessando a internet, como atualização automática do Windows ou do Adobe Reader.

Assim, o serviço que a TIM de “um mega” como popularmente as pessoas dizem, não é de fato 1MBps, mas 1Mbps que possibilita downloads de cerca de 128kBps.
Considerando que no contrato a TIM está protegida com a oferta garantida (que nem esta acontece) de 10% da velocidade contratada, significa que se eu tiver no mês todo apenas 12,8kBps, o nosso “um mega” está sendo entregue e tá tudo certo pra TIM em seu serviço “banda larga”. Legal, né? Por linha discada já consegui downloads assim.

Eu uso internet desde 1994, antes dela se tornar comercial, e já experimentei todo tipo possível de conexão: discada, 3G,  rádio, ADSL, cabo e até satélite. Posso afirmar com muita segurança que os serviços de web via mini-modem usando tecnologia 3G estão muito distantes de possuirem um custo benefício razoável. Comparados com internet a cabo (Net) ou ADSL (Velox, Speedy e afins), deveriam custar 1/3 do que custam hoje para fazer juz ao seu serviço.

Vou seguir reclamando da TIM até ter um retorno satisfatório e prometo atualizar o blog sempre que tiver novidades sobre o assunto.

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Este post, após longo período de férias de blog, é baseado nas idéias de um artigo de Rex Weyler, um veterano que participou dos tempos de fundação do Greenpeace e mantém uma coluna mensal sempre muito boa.
A economia mundial vai mal. Todo economista concorda com isso. Só que eles (economistas) contam que o ciclo de produção e consumo pode sempre crescer e é nisso que as planilhas estão todas alinhadas.

Nada, porém, mostra que existe um limite físico de recursos do nosso planeta Terra. Alguns eventos importantes como a excessiva poluição, o aquecimento global e a diminuição das populações de peixes provam o quanto esta fórmula é errada.
As medidas que vem sendo tomadas hoje contra a crise são igualmente errôneas: os governos estão tentando salvar os bancos e as grandes corporações, ou seja, mais recursos para que o planeta continue sendo explorado com o que não tem e consquentemente mais problemas. Aonde o meio ambiente não for pensado, qualquer plano falhará.
A máxima da economia onde a elevação de preço estimula a produção só funciona quando os recursos são infinitos. A Arábia Saudita não pôde elevar a produção de petróleo a pedido dos EUA justamente por que seus níveis estão começando a declinar. Você poderia oferecer milhões de dólares por um tigre de Bali, mas nenhum dinheiro pode comprar um animal extinto.

O texto segue com muitas opiniões interessantes sobre energia, obsolescência programada, declínio dos níveis mundials de combustíveis fósseis e as alternativas ecológicas para que a situação possa ser revertida.

Não é preciso ir muito longe: é mais que sabido que os níveis de consumo atuais (principalmente o americano) esgota rapidinho todos os recursos do planeta. Se o mundo todo consumisse como eles, já não estaríamos aqui.
Vale ler sobre Decrescimento Sustentável, tese do economista romeno Nicholas Georgescu-Roegen.

Brad Pitt sabe descrescer em "O Curioso Caso de Benjamin Button"

Brad Pitt sabe descrescer em "O Curioso Caso de Benjamin Button"

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Eu estranhei que o bombom Sonho de Valsa (da Kraft Foods que comprou a Lacta) não trazia em sua embalagem as informações nutricionais que são obrigatórias. É assim há muito tempo, mas nunca tinha parado pra pensar a razão disso. Daí lembrei de uma época que queria ver as calorias de um chocolate (não que eu precisasse) e tinha uma instrução para ler as informações nutricionais no site da Kraft, com o endereço. Isto depois mudou, os chocolates voltaram a ter a tabela nutricional, possivelmente deve ter violado alguma lei e tiveram que voltar atrás. Voltando ao bombom: eu resolvi entrar no site e perguntar pelo “Fale Conosco” a razão dessa ausência. Alguns dias depois, recebi este simpático e-mail:

Olá Savio,

Antes de mais nada agradecemos seu contato. É muito bom atendê-lo.

Por determinação dos Órgãos competentes (M. da Agricultura e Saúde),
as embalagens com dimensões menores de 100 cm², não tem a
obrigatoriedade de trazer a tabela nutricional impressa.

Segue abaixo a Tabela Nutricional do bombom Sonho de Valsa:
Informação Nutricional
Porção de: 21,5g (1 unidade)
                                     Quantidade por porção   *VD%

 Valor Energético      113 kcal = 471 kJ                      6 
 Carboidratos                      13g                        4 
  dos quais açúcares               10g                        ** 
 Proteínas                         1,3                         2 
 Gorduras totais                    6,2g                      11
 Gorduras saturadas                3,2g                       15 
 Gorduras trans                     0g                        ** 
 Fibra alimentar                    0g                        0 
 Sódio                             36mg                       2

(*) % Valores Diários de Referência com base em uma dieta de 2.000
kcal ou 8400 kJ. Seus valores diários podem ser maiores ou menores,
dependendo de suas necessidades energéticas.
(**) Valores Diários de Referência não estabelecidos. 

Desejando outras informações, entre em contato conosco.

0800-7041940 (ligação gratuita)

Um abraço,

Sak - Serviço de Atendimento Kraft

O fato é que eu de imediato pensei, “poxa, que coisa, estão respaldados pela lei e tudo mais, ponto pra eles”.

Daí me ocorreu uma coisa meio óbvia: 100cm² deveriam dar numa embalagem de 10cm por 10cm, e fiquei cismado que poderia ser maior.

Bem, resultado é que hoje, uns meses depois disso, eu tive a coincidência de comer um Sonho de Valsa e ter uma régua por perto. A embalagem possui as dimensões 12,5cm por 13,5cm, o que dá um total de 168,75cm². Bem acima, portanto do limite estabelecido.

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E agora? Vou mandar um e-mail de volta explicando isso e prometo publicar aqui as cenas dos próximos capítulos.

PS: nada contra o bombom em si, tanto que eu o consumo, embora minha preferência descarada é o Serenata de Amor, da Garoto, que é com castanha de caju e não com amendoim.

UPDATE em 17/11/2008:

Dois fatos que soube depois de publicar isto (enquanto ainda aguardo o e-mail da Kraft):

1) Meu amigo Dalton atentou que a legislação da ANVISA usa a expressão “superfície visível para rotulagem”, o que pode de alguma forma pesar na possibilidade da área a ser considerada ser realmente menor que 100cm² (e não calculada pelos meus rudimentares conhecimentos de base vezes altura, mas algo como 4πR² somado à área da barbatana do embrulho que é feito, um tanto subjetivo).

2) Consumi ontem um Serenata de Amor, mas sem uma régua por perto. Dá a impressão de ser um pouco menor, mas também acima das medidas. Entretanto, as informações nutricionais estão todas lá, em minúsculas, porém legíveis letras. Ou seja… é mais uma questão de boa vontade e manter as pessoas informadas do que de cumprir a lei, não é?

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closeup

Existem alguns aspectos da globalização que as empresas acabam não parando pra pensar direito. Esta embalagem de uma pasta de dente da Close-up (Unilever), por exemplo, aparenta ser prioritariamente para o português (já que tem até essa campanha com acesso ao site .com.br), mas na hora por exemplo de dar as informações dos ingredientes, estes aparecem apenas em espanhol e inglês. Tá certo isso? Não que eu tivesse um interesse específico no Sorbitol ou no Laurilsulfato de Sódio, eu só fiz um ano de Engenharia Química, mas como consumidor de um produto vendido no Brasil, eu não tinha este direito? 

É evidente que os custos de impressão devem baratear mas será que a impressão do consumidor, ainda que de forma subliminar não acaba se voltando contra a empresa? Tem shampoos e sabonetes onde realmente fica difícil entender quando se está falando com brasileiros ou argentinos, principalmente quando as palavras em português e espanhol são parecidas.

Tem um case famoso de uma companhia aérea que economizou uma quantia considerável em um ano ao tirar uma azeitona de cada prato de salada em suas refeições a bordo. Alguém perguntou se os passageiros preferiram assim?

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Pronto, o show está de volta. Depois de alguns meses sem o espetáculo da cobertura do caso Nardoni, cá estamos com o caso Eloá/Lindemberg. As emissoras de TV e outros meios como a internet fazem de tudo para espremer informações. Entrevistas com cada parente distante ou especialista comportamental vale. Relacionar um suposto crime do pai da vítima, ou a vizinha achar que o assassino estava nervoso ultimamente também entram na conta.
Os repórteres abusam da falta de criatividade, daquelas do tipo perguntar pra uma pessoa chorando se ela está emocionada, sabe? Poxa, será que não existe nada mais que importa na nossa vida? Não tá claro que pra cada menina jogada pela janela e outra sequestrada e morta, existem pessoas que precisam da ajuda de cada um de nós para evitarmos que mais casos assim aconteçam? Não é questáo de endurecer o coração, não, eu me choquei também, mas vamos pensar no mal pontual e no mal que está aí no dia a dia, nas questões políticas, jurídicas e sociais e que facilitam estas atrocidades a acontecerem? As pessoas precisam de mais educação, e o jornalismo infelizmente poderia ter um papel muito importante no sentido de tornar as pessoas mais críticas a invés de jogar hipóteses e argumentos vazios no ventilador. Li hoje no Blue Bus uma opinião que realmente está coberta de razão: se tem um monte de gente dizendo como eu que não aguenta mais esta exaustão na cobertura do caso e a Globo afirma que a audiência aumentou justamente por isso, alguém não está falando a verdade…

Vai ver a própria cobertura fez o assassino ver tudo pela TV e se empolgar com a repercussão, não é? Todos erram  por algum lado, mas uma coisa é errar por falta de opção, outra é errar de propósito sabendo que o que importa é audiência.

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Se você não acredita no cristianismo, talvez não seja boa idéia ler este post (tem outros ótimos logo abaixo, quase nunca sobre este assunto). Vou tentar ser bem objetivo. O Natal tem uma conotação muito ligada à religião e ao nascimento de Jesus, que é comemorado neste período.
Minha mãe, que tem 63 anos, diz que quando ela era criança (anos 50) nem existia isto de presente de Natal. E que no dia de Reis (6 de janeiro) que eventualmente tinha algum tipo de troca de presentes, simbolizando, claro os presentes que os 3 reis magos deram a Jesus em seu nascimento.
Daí, resumindo, entramos num mundo muito mais consumista, a Coca-Cola adaptou o papai noel com roupas vermelhas e que distribuía presentes nas renas, e hoje o comércio acaba dependendo tanto disso que o Natal hoje em dia começa em… Outubro.

Sim, os sempre natalinos panetones estavam “religiosamente” lá desde primeiro de Outubro, e esta semana já vi os enfeites de árvores. É uma triste distorção do real sentido de uma celebração tão importante. As crianças mal sabem a razão de tudo aquilo… mas adoram!
Quando eu era criança, também gostava e também não entendia nada direito, mas ao menos o Natal começava em Dezembro…

Será que crescer é a única opção, ou é questão de sobrevivência?

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