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Posts Tagged ‘renda’

O pré-sal está em alta, pois hoje foi oficialmente “lançado” com suas regras e diretrizes gerais. É uma situação bastante complexa que deve ser observada com cuidado pelo seguinte:
O Brasil vive um bem razoável e positivo momento econômico que não consegue ser traduzido em benefícios sociais, mesmo em coisas básicas como saneamento, educação e saúde. Emprestamos dinheiro ao FMI, mas temos ainda, por mais que tenha melhorado, níveis vexatórios de subdesenvolvimento. Resumindo: somos incapazes de fazer o dinheiro se transformar em algo bom para a sociedade, principalmente por questões políticas.
Estamos em 72º lugar no ranking mundial da corrupção, com nota apenas 3,5 de um total de 10. Ou seja, a chance de termos muito dinheiro na mão é acompanhada bem de perto pelo respectivo ralo por onde ele escoa.
Petróleo é uma forma de energia muito valorizada hoje no mercado, porém ultrapassada. Vai na contramão de um mundo sustentável, sem guerras e conflitos. As energias renováveis serão a tônica do mundo daqui pra frente, e as previsões do pré-sal render enormes quantias financeiras ao país são daqui a vários anos, quando a situação ecológica será ainda mais emergencial perante o problema do aquecimento global e da urgência da redução de gases de efeito estufa.
Alguém confia mesmo nos políticos brasileiros de agora ou dos próximos 10 anos, para que haja um rigor de fiscalização sobre o que ocorre? O que dá pra ver neste momento é o governo atual com pressa de lançar, para poder surfar um pouco nos benefícios que possam vir e uma oposição querendo retardar ao máximo e discutir com a sociedade, justamente para não dar tempo do atual governo colher estes resultados e interferir nas eleições. Qual deles está de olho no bem de seus eleitores?

O pré-sal está em alta, pois hoje foi oficialmente “lançado” pelo governo com suas regras e diretrizes gerais. É uma situação bastante complexa que deve ser observada com cuidado pelo seguinte:

O Brasil vive um bem razoável e positivo momento econômico que não consegue ser traduzido em benefícios sociais, mesmo em coisas básicas como saneamento, educação e saúde. Emprestamos dinheiro ao FMI, mas temos ainda, por mais que tenha melhorado, níveis vexatórios de subdesenvolvimento, e nossa distribuição de renda segue como uma das piores. Resumindo: somos incapazes de fazer o dinheiro se transformar em algo bom para a sociedade, principalmente por questões políticas.

Estamos em 72º lugar no ranking mundial da corrupção, com nota apenas 3,5 de um total de 10. Ou seja, a chance de termos muito dinheiro na mão é acompanhada bem de perto pelo respectivo ralo por onde ele escoa.

Petróleo é uma forma de energia muito valorizada hoje no mercado, porém ultrapassada. Vai na contramão de um mundo sustentável, sem guerras e conflitos. As energias renováveis serão a tônica do mundo daqui pra frente, e as previsões do pré-sal render enormes quantias financeiras ao país são daqui a vários anos, quando a situação ecológica será ainda mais emergencial perante o problema do aquecimento global e da urgência da redução de gases de efeito estufa. Vale lembrar que o Brasil possui um dos maiores potenciais do mundo para ser sustentável energeticamente, com biocombustível, energia eólica e solar.

Alguém confia mesmo nos políticos brasileiros de agora ou dos próximos 10 anos, para que haja um rigor de fiscalização sobre o que ocorre? O que dá pra ver neste momento é o governo atual com pressa de lançar, para poder surfar um pouco nos benefícios que possam vir e uma oposição querendo retardar ao máximo e discutir com a sociedade, justamente para não dar tempo do atual governo colher estes resultados e interferir nas eleições.

Qual deles está de olho (mesmo) no bem de seus eleitores?

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Foi aqui que tudo começou...

Foi aqui que tudo começou...

A constituição brasileira de 1824,  a imperial, está reproduzida abaixo em seu artigo 45 (em língua portuguesa da época). Assinale corretamente o parágrafo que está errado quanto às exigências para ser um senador nos dias de hoje:

Art. 45. Para ser Senador requer-se

( ) I. Que seja Cidadão Brazileiro, e que esteja no gozo dos seus Direitos Politicos.

( ) II. Que tenha de idade quarenta annos para cima.

( ) III. Que seja pessoa de saber, capacidade, e virtudes, com preferencia os que tivirem feito serviços á Patria.

( ) IV. Que tenha de rendimento annual por bens, industria, commercio, ou Empregos, a somma de oitocentos mil réis.

Gabarito comentado:
Se você assinalou I, errou: cuidado com a pegadinha, apesar de tudo de imoral, ilegal e engordativo que tenham feito, os senadores todos em exercício se safaram das cassações e gozam de direitos políticos.

Se você assinalou II, atenção!! Precisa estudar mais! Todas as excelências têm mais que quarenta anos.

Se você marcou III, parabéns!! Auto-explicativa… Foi fácil, hein? Tá bem na hora de escolhermos senadores que atendam a este requisito. E olha que naquela época nem eleição existia…

Se você escolheu a IV, cometeu o pior dos enganos. Os atuais senadores, quando não são fazendeiros, pecuaristas ou donos de concessões de TV, rádios, jornais, indústrias, etc.., já estiveram tempo suficiente na política para alcançarem somas enormes de patrimônio.

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obamavitoria

Time for a Change… e Obama será muito falado por muitos e muitos anos, entrará para a história, e provavelmente fará as pessoas terem cada vez mais asco de George W. Bush. Acredito, sim, que ele conseguirá frear esta crise econômica, que deve ser apenas uma ponta do iceberg de muita coisa nojenta que ainda jaz submersa. Poderá ser o marco do combate ao aquecimento global, ao uso em massa de energia limpa renovável, poderá dar um encaminhamento importante ao fim do uso da energia nuclear. Barack Obama poderá colocar no mundo uma ótica mais igualitária, ele mesmo sendo de uma minoria que em seu próprio país já foi segregada das piores formas possíveis. Sua origem africana poderá lançar um olhar sobre o combate à fome, bandeira levantada politicamente por Lula quando empossado em 2002.
A esperança pode sim vencer o medo, mas não podemos nunca tirar o foco sobre quem estamos falando: o povo americano. Obama levantou a bandeira de devolver ao seu povo o paradigmático “sonho americano”. Isto significa um padrão de consumo que o planeta não é capaz de bancar, significa uma cultura belicosa que sempre dá altos índices de popularidade a presidentes americanos que promovem guerras e significa, em última análise, a antítese de um mundo justo e igualitário. Que ele saiba dosar muito bem a forma de fazer as coisas, pois deste único homem pode depender o futuro da minha vida e da de vocês. Otimismo, que já estamos no lucro: nem McCain seria pior que George W. Bush, nem mesmo se Sarah Palin tivesse que assumir.


If it's gonna get better, it starts with a feeling
If it's gonna get better, it's gonna take time
If it's gonna get better, we've gotta start now
cos I know everybody can feel it
and I know everybody will see it
cos it shows, and that shows I'm not dreaming
cos you know, I know, it's time for a change

Genesis - 1983

Dri, seleção de foto perfeita, obrigado!

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A crise que começou nos Estados Unidos começa a tomar maiores proporções pelo mundo afora: empresa de seguros fecha no Japão, governo brasileiro admite que as consequências podem ser sérias, Bush diz que os efeitos do pacote de 850 bi irão demorar (no mínimo para depois que ele sair do cargo este ano), economia européia injetando bilhões de dólares, pessoas perdendo 2 bilhões de dólares em apenas um dia, etc..
Vou escrever sobre algo que não conheço bem e de algo que conheço bem. Desde que o mundo é mundo, as pessoas vivem contrastes sociais terríveis, onde as figuras dominantes foram apenas se transformando. Num momento foram os reis, em outros foi a igreja, em outros foram os donos de terras, e hoje vivemos o domínio das grandes corporações. Os governantes do mundo todo são financiados pelas corporações e sempre protegem seus interesses.
A falta de uma regulamentação que limite aonde começa uma coisa e termina outra, associada à natural ganância humana está desencadeando isso tudo.
Os noticiários só falam disso, virou um novo caso Nardoni. Será que isso interessa da mesma forma a quase 200 milhões de brasileiros? Circulou pela internet uma interessante visão leiga e satírica da crise americana, vou apontar a referência pro blog do meu amigo Jorge, o escriba, que vale à pena ler, sobre o bar do Biu. Sinceramente, duvido que pra algum dos bêbados do bar do Biu isso tudo fará grandes diferenças. São pobres e continuarão pobres. Não perderão 2 bilhões num dia, continuarão pendurando a conta e no máximo o carnê de prestações em 24 vezes pra comprar um liquidificador vai ficar um pouco mais caro.
Será que não se tirou uma lição com a crise de 1929? Na minha leiga visão, será que pra uma empresa, não basta seguir o mercado mais básico, fabrica-se um produto ou serviço, coloca-se algo a mais e assim lucra-se? Por que a necessidade desta margem especulativa? O mundo precisa disso?
E economia parece seguir as leis da natureza: quanto mais o homem cometer exageros em prol do benefício de poucos, mais o planeta se defende sozinho.

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Tomando Gini

Pra quem tem mais que 30 anos, fica fácil lembrar deste refrigerante popular nos anos 80, mas o que quero falar hoje é sobre outro Gini, um índice que mede a distribuição de renda num país. Tradicionalmente, este é um dos 4 métodos usados. Os demais são o coeficiente Theil-T, a razão da renda entre os 10% mais ricos e os 40% mais pobres e a razão da renda entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres.

O Brasil, tradiciionalmente, tem sido um dos piores países nestes índices (a saber, em números de uma década atrás, éramos O pior em 3 deles e o antepenúltimo justamente no Gini, à frente apenas da África do Sul e da Moldávia).

O índice Gini varia de 0 a 1, onde 1 é a pior distribuição possível e vice-versa. Chegamos a bater na casa de 0,60, mas este número tem caído nos últimos anos, e hoje foi divulgado um recuo para 0,50, o que traduzindo em termos práticos coloca os ricos ganhando até 23 vezes mais que os pobres.

Este absurdo, não precisa pensar muito, tem raízes históricas, da forma como nosso país se formou e cresceu. Sendo uma colônia, vivendo depois pelos tempos de império e depois numa república que jamais se consolidou como uma democracia de fato, o que vemos associado a estes números é uma classe política sempre ligada às elites, muita vezes grandes empresários e ruralistas sendo os próprios políticos e defendendo seus interesses.

Um índice Gini possui um desvio cognitivo, pois mede a desigualdade da distribuição, mas não o nível de renda. Assim, países pobres podem ter um melhor Gini que países ricos, caso a distribuição de sua pouca renda seja mais igualitária.

O Brasil ainda tem índices vergonhosos de pessoas subnutridas, analfabetas, mortalidade infantil e distribuição de renda, mas é muito bom ver que, ainda que timidamente, o movimento tem sido no sentido contrário. É ilusório achar que em breve estaremos num patamar de desenvolvimento e justiça social como se deseja, o mundo infelizmente não é assim. Mas cada um fazendo sua parte, poderemos crescer muito com isso enquanto nação e em qualidade de vida para todos.

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