Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘revista’

A revista Veja – não é novidade – há muito tempo assume uma postura de fazer de cada notícia uma bandeira de seus interesses políticos. É hoje claramente, escancaradamente, um panfleto que critica o governo do PT e tenta apoiar grupos de extrema direita (que, em parte, explicam a própria história da revista) . Pra quem acha perseguição, aqui está uma comparação de capas recentes que foi espalhada pelo twitter e resolvi registrar aqui.

Comparem os dois pesos e duas medidas usadas nas matérias sobre as chuvas trágicas sobre SP e RJ (claro, referindo-se  a um suposto escândalo da prefeitura de Niterói, do PDT). Acho que a Veja tenta usar muito a ideia de que o brasileiro tem memória curta, mas não é tão curta assim também, certo?

Em São Paulo, raro fenômeno da natureza...

...e no Rio, claro, um "esquema".

Read Full Post »

E a Revista Playboy fez de novo: não bastasse esta barbaridade anterior, duvidou da inteligência das pessoas e passou um trator de Photoshop por cima da edição de Maio, com a Josy.

Primeiro basta dizer que se ela tirou as fotos apenas 4 dias após a cirurgia de implante de silicone nos seios, com certeza houve um tratamento contundente nas imagens. Só não precisavam eliminar os mamilos numa capa de revista.

Abaixo, minha sincera interpretação do que quem compra a revista consome: [clique para abrir o aplicativo em outra página]

Clique na imagem para abrir o aplicativo em outra janela.

Clique na imagem para abrir o aplicativo em outra janela.

Read Full Post »

A História nunca é o que realmente pensamos que foi. Aprendemos algumas coisas padronizadas como o descobrimento do Brasil, a assinatura da Lei Áurea, mas na prática sabemos que as coisas não foram realmente como foram. E tantas outras que são dúbias, que jamais saberemos o que de fato aconteceu. Alguém já disse que a história é escrita pelos que estão no poder. A parte boa é ver que a internet deu espaço à democratização da notícia. Os poderosos continuam lá, mas quem gosta de saber o a opinião das pessoas não precisa ler sempre das fontes oficiais.

A revista Veja há muito tempo deixou de ser uma revista jornalística para virar um panfleto de opiniões de extrema direita. Na edição especial de 40 anos, 5 minutos de folhear a revista deixou claro que a retrospectiva histórica é uma história que só interessa à Veja e a seus top 1 ou 2% da população abastada do país que a lêem. Eles se esqueceram que ao serem uma voz de opinião (e não de jornalismo), que não deveriam se meter a fazerem análises históricas, já que nunca falam sobre fatos.

Tudo o que se refere ao Lula diz que ele é um sapo barbudo, mas é engraçado ver como a Veja é obrigada a se dobrar pela popularidade dele, devem ranger os dentes de raiva por isso.
Ainda no campo político numa mesma página podemos ver em plena véspera de eleição o Gabeira (que disputa a prefeitura do Rio com grandes chances) é citado como um terrorista, e logo acima, vemos José Serra, atual governador de Sâo Paulo como “o persistente”, que tem como “sonho” ser o presidente do Brasil.. Ah, que lindo isso. Será que é o sonho só dele? (isso é “história”?)

Em tudo a Veja ressalta que o sistema socialista foi um atraso, um fracasso, e se propõe a elogiar o capitalismo como a salvação do mundo. Será mesmo? Esse buraco econômico mundial, o planeta se esgotando de recursos naturais e mais da metade da população passando necessidades é algo realmente justo e promissor ao mundo? Essa crise financeira que escoa pelos ralos trilhões de dólares que poderiam resolver grande parte das mazelas sociais talhadas no individualismo capitalista é mesmo justa?
Que tipo de atraso poderia ser pior ao mundo do que a manipulação da informação?

Read Full Post »

Já faz um bom tempo que tenho grande desprezo pelo o que a Revista Veja publica. Tornou-se, com o tempo, uma revista tendenciosa e manipuladora de informações, sendo bem aceita por parte da classe média-alta das grandes cidades, com um viés político de extrema direita. Tem perdido sistematicamente o número de assinantes por ter se tornado tão claramente um veículo que não divulga notícias, mas opiniões.

Estou neste post seguindo outros blogs para dar voz a uma destas respostas, por se tratar de um tema de Educação que muito me interessa, sobre o educador Paulo Freire. Os blogs aos quais me refiro são o Conversa Afiada e o Uma Visão do Mundo. Esta carta que se segue sequer foi enviada à revista, por ter sido considerado que a chance de publicação seria praticamente nula.

Na edição de 20 de agosto a revista Veja publicou a reportagem “O que estão ensinando a ele?”, de autoria de Mônica Weinberg e Camila Pereira, ela foi baseada em pesquisa sobre qualidade do ensino no Brasil. Lá pelas tantas há o seguinte trecho:

Muitos professores brasileiros se encantam com personagens que em classe mereceriam um tratamento mais crítico, como o guerrilheiro argentino Che Guevara, que na pesquisa aparece com 86% de citações positivas, 14% de neutras e zero, nenhum ponto negativo. Ou idolatram personagens arcanos sem contribuição efetiva à civilização ocidental, como o educador Paulo Freire, autor de um método de doutrinação esquerdista disfarçado de alfabetização. Entre os professores ouvidos na pesquisa, Freire goleia o físico teórico alemão Albert Einstein, talvez o maior gênio da história da humanidade. Paulo Freire 29 x 6 Einstein. Só isso já seria evidência suficiente de que se está diante de uma distorção gigantesca das prioridades educacionais dos senhores docentes, de uma deformação no espaço-tempo tão poderosa, que talvez ajude a explicar o fato de eles viverem no passado“.

Curiosamente, entre os especialistas consultados está o filósofo Roberto Romano, professor da Unicamp. Ele é o autor de um artigo publicado na Folha, em 1990, cujo título é Ceausescu no Ibirapuera. Sem citar o Paulo Freire, ele fala do Paulo Freire. É uma tática de agredir sem assumir. Na época Paulo, era secretário de Educação da prefeita Luiza Erundina.

Diante disso a viúva de Paulo Freire, Nita, escreveu a seguinte carta de repúdio:

“Como educadora, historiadora, ex-professora da PUC e da Cátedra Paulo Freire e viúva do maior educador brasileiro PAULO FREIRE — e um dos maiores de toda a história da humanidade –, quero registrar minha mais profunda indignação e repúdio ao tipo de jornalismo, que, a cada semana a revista VEJA oferece às pessoas ingênuas ou mal intencionadas de nosso país. Não a leio por princípio, mas ouço comentários sobre sua postura danosa através do jornalismo crítico.  Não proclama sua opção em favor dos poderosos e endinheirados da direita, mas , camufladamente, age em nome do reacionarismo desta.

Esta vem sendo a constante desta revista desde longa data: enodoar pessoas as quais todos nós brasileiros deveríamos nos orgulhar. Paulo, que dedicou seus 75 anos de vida lutando por um Brasil melhor, mais bonito e mais justo, não é o único alvo deles. Nem esta é a primeira vez que o atacam. Quando da morte de meu marido, em 1997, o obituário da revista em questão não lamentou a sua morte, como fizeram todos os outros órgãos da imprensa escrita, falada e televisiva do mundo, apenas reproduziu parte de críticas anteriores a ele feitas.

A matéria publicada no n. 2074, de 20/08/08, conta, lamentavelmente com o apoio do filósofo Roberto Romano que escreve sobre ética, certamente em favor da ética do mercado, contra a ética da vida criada por Paulo. Esta não é, aliás, sua primeira investida sobre alguém que é conhecido no mundo por sua conduta ética verdadeiramente humanista.

Inadmissivelmente, a matéria é elaborada por duas mulheres, que, certamente para se sentirem e serem parceiras do “filósofo” e aceitas pelos neoliberais desvirtuam o papel do feminino na sociedade brasileira atual. Com linguagem grosseira, rasteira e irresponsável, elas se filiam à mesma linha de opção política do primeiro, falam em favor da ética do mercado, que tem como premissa miserabilizar os mais pobres e os mais fracos do mundo, embora para desgosto deles, estamos conseguindo, no Brasil, superar esse sonho macabro reacionário.

Superação realizada não só pela política federal de extinção da pobreza, mas , sobretudo pelo trabalho de meu marido – na qual esta política de distribuição da renda se baseou – que demonstrou ao mundo que todos e todas somos sujeitos da história e não apenas objeto dela. Nas 12 páginas, nas quais proliferam um civismo às avessas e a má apreensão da realidade, os participantes e as autoras da matéria dão continuidade às práticas autoritárias, fascistas, retrógradas da cata às bruxas dos anos 50 e da ótica de subversão encontrada em todo ato humanista no nefasto período da Ditadura Militar.

Para satisfazer parte da elite inescrupulosa e de uma classe média brasileira medíocre que tem a Veja como seu “Norte” e “Bíblia”, esta matéria revela quase tão somente temerem as idéias de um homem humilde, que conheceu a fome dos nordestinos, e que na sua altivez e dignidade restaurou a esperança no Brasil. Apavorada com o que Paulo plantou, com sacrifício e inteligência, a Veja quer torná-lo insignificante e os e as que a fazem vendendo a sua força de trabalho, pensam que podem a qualquer custo, eliminar do espaço escolar o que há de mais importante na educação das crianças, jovens e adultos: o pensar e a formação da cidadania de todas as pessoas de nosso país, independentemente de sua classe social, etnia, gênero, idade ou religião.

Querendo diminuí-lo e ofendê-lo, contraditoriamente a revista Veja nos dá o direito de concluir que os pais, alunos e educadores escutaram a voz de Paulo, a validando e praticando. Portanto, a sociedade brasileira está no caminho certo para a construção da autêntica democracia. Querendo diminuí-lo e ofendê-lo, contraditoriamente a revista Veja nos dá o direito de proclamar que Paulo Freire Vive!

São Paulo, 11 de setembro de 2008
Ana Maria Araújo Freire”.

Read Full Post »

 

Tem vezes que os profissionais de imagem vão um pouco longe demais na complexidade de se retocar fotos.

No início era uma ciência para poucos, onde a ousadia chegava não mais que na remoção de pintas e atenuação de estrias. Com o tempo, começaram a aparecer situações das mais grotescas, que merecem até sites especializados como este, ou mesmo como no episódio da ex-jogadora de basquete Hortência, pela própria Playboy em 1988 (possivelmente com outro recurso anterior ao Photoshop).

Na capa da Playboy deste mês, com a Gyselle ex-BBB, estranhei demais o formato da silhueta de seu corpo ao lado esquerdo da foto, descendo praticamente como uma linha reta, parecendo ter a necessidade de se ajustar à diagramação do texto ao lado. Praticamente um contraponto às formas tão arredondadas no outro lado.

Esta é uma daquelas fotos que se tornam artificiais demais. Os sombreados, a textura, tudo muito distante do real. Questiono de que vale um fotógrafo caríssimo (como o J. R. Duran, neste caso) para depois chegar neste resultado, creio que nem precisaria de um canhão pra matar passarinho.

Fica a dica pra quem paga (caro) por isso e consome uma ilusão. É um desrespeito e tanto.

Read Full Post »