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Terrorismo dietético

eu clico pouco em banners, mas este me chamou a atenção, pois certa vez eu fiz um aplicativo que media o IMC (índice de massa corpórea) e queria dar uma olhada se andaram fazendo algo interessante por aí. Assim, eu cheguei ao site do Cyberdiet, coloquei meus dados e vi que havia algo de errado. Meus avançados conhecimentos de IMC lembram que 25 é o número mágico antes do qual você está bem e acima dele você passa a ter a necessidade de emagrecer.
Pois bem, o meu resultou em 23.52 (abaixo, portanto), a régua da ilustração de fato mostra que estou no peso normal. Entretanto eu ganhei uma sugestão de peso ideal com 2kg a menos do que tenho, o que eu acho louvável.
Aparentemente tem até um programa de redução de peso que vai me ajudar a chegar lá em apenas 2 semanas. Uau!

Mas a mensagem logo abaixo dizendo que eu estou na faixa de peso classificada como obesidade, que eu suponho ser um erro do aplicativo, é um daqueles erros que poderia acabar com a auto-estima de muita gente que bota o coração na balança toda vez que vai se pesar.

Tente você mesmo, e veja se você também é obeso sem ser. #fail para você, Cyberdiet.

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Tem coisas que escrevo aqui que soam como teoria da conspiração, mas eu tento ao menos sempre fornecer dados das fontes (e confesso que por vezes, ainda assim é difícil de acreditar).

Desta vez falarei sobre refrigerantes, aqueles consumidos por 10 entre 10 pessoas no Brasil. Um recente teste realizado pela Associação PRO TESTE mostrou que uma boa parcela de refrigerantes possui uma quantidade de benzeno, substância sabidamente potencializadora de alguns tipos de câncer (conforme tabela abaixo)

Para quem sentiu a falta do Guaraná Antarctica, os dados não foram publicados devido a uma liminar que impediu esta divulgação. Eu acho que quem não deve, não teme, não é?

Além do benzeno, chama a atenção o fato de no Brasil ainda ser permitido o uso de determinados corantes que já foram banidos de outros importantes mercados, como a Europa. É o caso do amarelo-tartrazina e do amarelo-crepúsculo, associados à alergia e hiperatividade em crianças, respectivamente.

Como já citei diversas vezes, sempre prevalece o poder dos grandes conglomerados de alimentos sobre a política. Assim, conseguem que ingredientes mais baratos, mas de qualidade duvidosa ao nosso organismo façam parte de suas fórmulas. O Brasil ainda faz uso da extremamente nociva Gordura Trans, de alimentos de origem transgênica, de corantes, acidulantes, espessantes, conservantes, flavorizantes (um bando de ‘antes’) que em nada contribuem nutricionalmente para nossa saúde. As quantidades de agrotóxicos permitidos nos alimentos são elevadas praticamente sem nenhum conhecimento da população, e as embalagens dificilmente mostram os valores corretos do que existe lá dentro, ou mesmo ocultam perigos graves como o benzeno.

Precisamos levar a sério aquilo que colocamos dentro do nosso organismo e boicotar tudo aquilo que de alguma forma possa fazer mal. O caminho, infelizmente, ainda tropeça naquilo que nos é escondido, mas em oportunidades como esta, fiquemos de olhos abertos.

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O pré-sal está em alta, pois hoje foi oficialmente “lançado” com suas regras e diretrizes gerais. É uma situação bastante complexa que deve ser observada com cuidado pelo seguinte:
O Brasil vive um bem razoável e positivo momento econômico que não consegue ser traduzido em benefícios sociais, mesmo em coisas básicas como saneamento, educação e saúde. Emprestamos dinheiro ao FMI, mas temos ainda, por mais que tenha melhorado, níveis vexatórios de subdesenvolvimento. Resumindo: somos incapazes de fazer o dinheiro se transformar em algo bom para a sociedade, principalmente por questões políticas.
Estamos em 72º lugar no ranking mundial da corrupção, com nota apenas 3,5 de um total de 10. Ou seja, a chance de termos muito dinheiro na mão é acompanhada bem de perto pelo respectivo ralo por onde ele escoa.
Petróleo é uma forma de energia muito valorizada hoje no mercado, porém ultrapassada. Vai na contramão de um mundo sustentável, sem guerras e conflitos. As energias renováveis serão a tônica do mundo daqui pra frente, e as previsões do pré-sal render enormes quantias financeiras ao país são daqui a vários anos, quando a situação ecológica será ainda mais emergencial perante o problema do aquecimento global e da urgência da redução de gases de efeito estufa.
Alguém confia mesmo nos políticos brasileiros de agora ou dos próximos 10 anos, para que haja um rigor de fiscalização sobre o que ocorre? O que dá pra ver neste momento é o governo atual com pressa de lançar, para poder surfar um pouco nos benefícios que possam vir e uma oposição querendo retardar ao máximo e discutir com a sociedade, justamente para não dar tempo do atual governo colher estes resultados e interferir nas eleições. Qual deles está de olho no bem de seus eleitores?

O pré-sal está em alta, pois hoje foi oficialmente “lançado” pelo governo com suas regras e diretrizes gerais. É uma situação bastante complexa que deve ser observada com cuidado pelo seguinte:

O Brasil vive um bem razoável e positivo momento econômico que não consegue ser traduzido em benefícios sociais, mesmo em coisas básicas como saneamento, educação e saúde. Emprestamos dinheiro ao FMI, mas temos ainda, por mais que tenha melhorado, níveis vexatórios de subdesenvolvimento, e nossa distribuição de renda segue como uma das piores. Resumindo: somos incapazes de fazer o dinheiro se transformar em algo bom para a sociedade, principalmente por questões políticas.

Estamos em 72º lugar no ranking mundial da corrupção, com nota apenas 3,5 de um total de 10. Ou seja, a chance de termos muito dinheiro na mão é acompanhada bem de perto pelo respectivo ralo por onde ele escoa.

Petróleo é uma forma de energia muito valorizada hoje no mercado, porém ultrapassada. Vai na contramão de um mundo sustentável, sem guerras e conflitos. As energias renováveis serão a tônica do mundo daqui pra frente, e as previsões do pré-sal render enormes quantias financeiras ao país são daqui a vários anos, quando a situação ecológica será ainda mais emergencial perante o problema do aquecimento global e da urgência da redução de gases de efeito estufa. Vale lembrar que o Brasil possui um dos maiores potenciais do mundo para ser sustentável energeticamente, com biocombustível, energia eólica e solar.

Alguém confia mesmo nos políticos brasileiros de agora ou dos próximos 10 anos, para que haja um rigor de fiscalização sobre o que ocorre? O que dá pra ver neste momento é o governo atual com pressa de lançar, para poder surfar um pouco nos benefícios que possam vir e uma oposição querendo retardar ao máximo e discutir com a sociedade, justamente para não dar tempo do atual governo colher estes resultados e interferir nas eleições.

Qual deles está de olho (mesmo) no bem de seus eleitores?

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pig

Será que tudo começou assim?

É triste a banalização dos fatos, pois tira a sensibilidade das pessoas quanto a um problema. Tudo o que se fala na mídia nestes dias tem que ter a gripe suína ou ‘gripe A’, para dar uma turbinada no telejornal. Um escandaloso sensacionalismo que – guardada a importância real de um fato de risco iminente – virou farofa: gente usando máscara antes de ter sequer um único caso registrado (até a Suzana Vieira apareceu de máscara).

Os repórteres parecem desejar demais que apareça um primeiro caso por aqui. Ficam rodeando essa meia dúzia de gato pingado com suspeita e não olham em torno do pescoço.

Será que ninguém se lembra mais da dengue? Que existem milhares de pessoas morrendo e centenas de milhares sendo contaminadas em todo o país? São mais de sete mil casos por semana registrados. Não estaria na hora de demandar um esforço maior para algo real e que… er… já está aí em toda a parte, há vários anos?

Algumas fotos do pânico da gripe suína:

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Esta pérola já está completando 10 anos, mas sempre é bom saber como são as coisas.

A Monsanto, empresa líder mundial no desenvolvimento de sementes geneticamente modificadas (que surpreendentemente funcionam exatamente com o pesticida que eles mesmos fabricam e que é extremamente prejudicial à saúde humana), em uma de suas cantinas na sede em High Wycombe, Inglaterra, recomendou o consumo de comida sem modificação genética, em detrimento da que eles mesmos geram.

Aqui, o texto em uma tradução livre minha:

“Em resposta às solicitações de nossos clientes… decidimos remover, o quanto antes, soja e milho geneticamente modificados de todos os produtos alimentícios servidos em nosso restaurante… Tomamos esta medida para assegurar que você, nosso cliente, sinta-se seguro com a comida que servimos.”

Este link acerca da alimentação da família Obama, Twittado pelo grande Escriba, dá uma luz no fim do túnel. No texto, escancara-se que ‘na última década tivemos um crescimento expressivo de problemas decorrentes das mudanças alimentares, como alergias, diabetes, autismo, infertilidade, disnfunções gastro-intestinais e problemas de aprendizado. A mais perigosa transformação, de todas as mudanças que houveram na comida, foi a introdução de sementes geneticamente modificadas.’

‘Se a equipe de Obama é séria quanto à segurança alimentar e à saúde pública, eles devem retirar os alimentos transgênicos de nossos pratos e colocá-los de volta aos laboratórios.’

Ambos os links estão em inglês, prometo traduzir um pouco mais na próxima vez.

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Eu estranhei que o bombom Sonho de Valsa (da Kraft Foods que comprou a Lacta) não trazia em sua embalagem as informações nutricionais que são obrigatórias. É assim há muito tempo, mas nunca tinha parado pra pensar a razão disso. Daí lembrei de uma época que queria ver as calorias de um chocolate (não que eu precisasse) e tinha uma instrução para ler as informações nutricionais no site da Kraft, com o endereço. Isto depois mudou, os chocolates voltaram a ter a tabela nutricional, possivelmente deve ter violado alguma lei e tiveram que voltar atrás. Voltando ao bombom: eu resolvi entrar no site e perguntar pelo “Fale Conosco” a razão dessa ausência. Alguns dias depois, recebi este simpático e-mail:

Olá Savio,

Antes de mais nada agradecemos seu contato. É muito bom atendê-lo.

Por determinação dos Órgãos competentes (M. da Agricultura e Saúde),
as embalagens com dimensões menores de 100 cm², não tem a
obrigatoriedade de trazer a tabela nutricional impressa.

Segue abaixo a Tabela Nutricional do bombom Sonho de Valsa:
Informação Nutricional
Porção de: 21,5g (1 unidade)
                                     Quantidade por porção   *VD%

 Valor Energético      113 kcal = 471 kJ                      6 
 Carboidratos                      13g                        4 
  dos quais açúcares               10g                        ** 
 Proteínas                         1,3                         2 
 Gorduras totais                    6,2g                      11
 Gorduras saturadas                3,2g                       15 
 Gorduras trans                     0g                        ** 
 Fibra alimentar                    0g                        0 
 Sódio                             36mg                       2

(*) % Valores Diários de Referência com base em uma dieta de 2.000
kcal ou 8400 kJ. Seus valores diários podem ser maiores ou menores,
dependendo de suas necessidades energéticas.
(**) Valores Diários de Referência não estabelecidos. 

Desejando outras informações, entre em contato conosco.

0800-7041940 (ligação gratuita)

Um abraço,

Sak - Serviço de Atendimento Kraft

O fato é que eu de imediato pensei, “poxa, que coisa, estão respaldados pela lei e tudo mais, ponto pra eles”.

Daí me ocorreu uma coisa meio óbvia: 100cm² deveriam dar numa embalagem de 10cm por 10cm, e fiquei cismado que poderia ser maior.

Bem, resultado é que hoje, uns meses depois disso, eu tive a coincidência de comer um Sonho de Valsa e ter uma régua por perto. A embalagem possui as dimensões 12,5cm por 13,5cm, o que dá um total de 168,75cm². Bem acima, portanto do limite estabelecido.

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E agora? Vou mandar um e-mail de volta explicando isso e prometo publicar aqui as cenas dos próximos capítulos.

PS: nada contra o bombom em si, tanto que eu o consumo, embora minha preferência descarada é o Serenata de Amor, da Garoto, que é com castanha de caju e não com amendoim.

UPDATE em 17/11/2008:

Dois fatos que soube depois de publicar isto (enquanto ainda aguardo o e-mail da Kraft):

1) Meu amigo Dalton atentou que a legislação da ANVISA usa a expressão “superfície visível para rotulagem”, o que pode de alguma forma pesar na possibilidade da área a ser considerada ser realmente menor que 100cm² (e não calculada pelos meus rudimentares conhecimentos de base vezes altura, mas algo como 4πR² somado à área da barbatana do embrulho que é feito, um tanto subjetivo).

2) Consumi ontem um Serenata de Amor, mas sem uma régua por perto. Dá a impressão de ser um pouco menor, mas também acima das medidas. Entretanto, as informações nutricionais estão todas lá, em minúsculas, porém legíveis letras. Ou seja… é mais uma questão de boa vontade e manter as pessoas informadas do que de cumprir a lei, não é?

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Fato 1 – O Greenpeace lutou muito e obteve de forma suada uma importante conquista no começo deste ano, em exigir que fosse cumprida a lei que obriga os fabricantes de produtos contendo ingredientes de origem transgênica (geneticamente modificados) a rotularem os produtos com uma marcação, de forma que o consumidor soubesse aquilo que estava comprando e consumindo. Foram necessárias diversas manifestações públicas durante anos para que as autoridades enfim percebessem que se a lei existe, é porque havia uma razão para isso. Ainda assim, apenas uma ou duas marcas que foram obrigadas pela justiça a cumprir a lei, mas dezenas de outras estão ainda por aí sem que se identifique a presença de transgênicos.
Fato 2 – A ANVISA divulgou (vi uma matéria no Bom Dia Brasil de hoje) algo que é de uma gravidade enorme: ao fazer uma operação de medição nos níveis de gorduras trans e outras substâncias em diversos produtos das marcas mais conhecidas e consumidas, constatou que cerca de 40% declaram um nível bem diferente do que o rótulo diz.

Ou seja, NÃO PODEMOS MAIS ACREDITAR NO QUE AS EMBALAGENS AFIRMAM CONTER. Ou refraseando: AINDA QUE SE CUMPRA A LEI COM MUITO CUSTO, ELA NÃO ESTÁ SENDO CUMPRIDA DE ACORDO.
A indústria alimentícia tem dado amostras, já há bastante tempo, que o que vale é conseguir reduzir a quantidade de ingredientes mais caros, ganhando frações de centavos que resultam em muito dinheiro em larga escala de vendas. Para isso, não importa se usam a gordura trans, que sabidamente causa a morte de milhares de pessoas todos os anos ou produtos transgênicos, onde somos cobaias de variedades de milho e soja que sabidamente fazem mal e foram banidas em diversos países. Se a legislação do país permite, simplesmente adotam e pronto, que se dane a nossa saúde. Praticamente tudo o que se vê no mercado está em constante alteração de ingredientes com este objetivo. As quantidades das embalagens também são alvo de sucessivas alterações, que dificultam muito o consumidor de poder comparar que produto realmente custa mais que outro. Isto ao mesmo tempo ilude que estamos comprando um alimento sempre com o mesmo preço, livre de inflação, mas por outro lado temos que comprar mais vezes e silenciosamente não percebemos. Alguns chocolates, por exemplo, eram padronizados em 200g. Hoje existem embalagens com 180g, 170g e 160g. Os diâmetros dos biscoitos estão nitidamente menores. Enfim, exemplos aqui é o que mais vai existir e todos nós que vamos ao supermercado sabemos disso.

Em outros países, por vezes os consumidores organizam boicotes com sucesso, mas não parece ser algo fácil de se organizar num país de dimensões como o Brasil, mesmo porque a ANVISA sequer divulgou quais são estes produtos. A saída é parodiar o General Jorge Armando Félix no recente caso da CPI dos grampos, “Tecnologia antigrampo zero trans, a única efetivamente eficaz, seria não abrir a boca”.

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