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Posts Tagged ‘supermercado’

Com crase mesmo… leiam e entendam a razão.

A abertura de embalagens é algo que com o tempo foi sendo aperfeiçoada, mas é fácil ver que muitos produtos  ainda estão longe de um bom padrão de usabilidade. Alguns casos de dificuldade são clássicos: embalagens tetrapak de leite longa vida (mesmo quando têm a lingueta de plástico), bolachas e biscoitos (alguns fitilhos funcionam… outros, nem tanto…) e muitos outros casos: tampas que não abrem, materiais cortantes demais, picotes que não picotam, vedação posterior comprometida, quando aplicável, etc..

Eu me deparei com uma situação inusitada esta semana, já que não costumo ter problemas: o café a vácuo, da marca União Pilão. Não compro sempre café, mas lembro de ter tido um razoável sucesso nas vezes anteriores, ao menos de seguir a ilustração e conseguir abrir sem usar nenhum utensílio, ainda que o resultado final seja meio difícil de não fazer sujeira. Desta vez, entretanto, somente com uma tesoura (e posteriormente com uma faca) que foi possível acessar o nobre produto. O resultado está na foto.

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Preocupa o perigo que uma pessoa menos habilitada possa correr com outros objetos para abrir a embalagem. Vamos facilitar, União, pra não termos que fazer à força?

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A fila anda?

filaPior que não anda…

Tarde da noite fui passar num grande supermercado daqui onde vivo em Fortaleza, da rede Hiper, o Bom Preço da Avenida Eng. Santana Júnior, para comprar meros pãezinhos. Aqueles que em São Paulo são franceses, mas que aqui são carioquinhas.
Já não seria surpresa que haveria uma certa fila grande para passar no caixa, daquelas para quem traz poucos produtos. O que não foi interessante é que dos três caixas atendendo esta grande fila, dois estavam parados, eventualmente fechando o caixa ou fazendo alguma outra coisa. Resultado, a fila não andava de forma alguma. A irritação de todos na fila foi crescendo e nenhuma atitude foi tomada, claro, até que ficou tão insuportável que alguém foi reclamar com a gerente e só daí, 32 minutos depois de entrar na fila que finalmente fui atendido pela providência da própria gerente de assumir um caixa.

O que é triste é que certas situações só são resolvidas pelo uso da força e do temperamento de pessoas que têm este ímpeto de reclamar por seus direitos, o que nem sempre acontece. Mas o pior mesmo é a recorrência: adivinhem se eu volto lá?

” Eu sou o homem que vai a um restaurante, senta-se à mesa e pacientemente espera, enquanto o garçom faz tudo, menos o meu pedido.
Eu sou o homem que vai a uma loja e espera calado, enquanto os vendedores terminam suas conversas particulares.
Eu sou o homem que entra num posto de gasolina e nunca toca a buzina, mas espera pacientemente que o empregado termine a leitura do seu jornal.
Eu sou o homem que, quando entra num estabelecimento comercial, parece estar pedindo um favor, ansiando por um sorriso ou esperando apenas ser notado.
Eu sou o homem que entra num banco e aguarda tranqüilamente que as recepcionistas e os caixas terminem de conversar com seus amigos, e espera.
Eu sou o homem que explica sua desesperada e imediata necessidade de uma peça, mas não reclama pacientemente enquanto os funcionários trocam idéias entre si ou, simplesmente abaixam a cabeça e fingem não me ver.
Você deve estar pensando que sou uma pessoa quieta, paciente, do tipo que nunca cria problemas. Engana-se. Sabe quem eu sou???
EU SOU O CLIENTE QUE NUNCA MAIS VOLTA !!!
Divirto-me vendo milhões sendo gastos todos os anos em anúncios de toda ordem, para levar-me de novo à sua firma.
Quando fui lá, pela primeira vez, tudo o que deviam ter feito era apenas a pequena gentileza, tão barata, de me enviar um pouco mais de CORTESIA”.
“CLIENTES PODEM DEMITIR TODOS DE UMA EMPRESA, DO ALTO EXECUTIVO PARA BAIXO, SIMPLESMENTE GASTANDO SEU DINHEIRO EM ALGUM OUTRO LUGAR.”
SAM WALTON – Fundador da Wal-Mart, a maior rede de varejo do Mundo .

Vale lembrar, a rede Hiper foi comprada justamente… pelo Wal-Mart…

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Eu estranhei que o bombom Sonho de Valsa (da Kraft Foods que comprou a Lacta) não trazia em sua embalagem as informações nutricionais que são obrigatórias. É assim há muito tempo, mas nunca tinha parado pra pensar a razão disso. Daí lembrei de uma época que queria ver as calorias de um chocolate (não que eu precisasse) e tinha uma instrução para ler as informações nutricionais no site da Kraft, com o endereço. Isto depois mudou, os chocolates voltaram a ter a tabela nutricional, possivelmente deve ter violado alguma lei e tiveram que voltar atrás. Voltando ao bombom: eu resolvi entrar no site e perguntar pelo “Fale Conosco” a razão dessa ausência. Alguns dias depois, recebi este simpático e-mail:

Olá Savio,

Antes de mais nada agradecemos seu contato. É muito bom atendê-lo.

Por determinação dos Órgãos competentes (M. da Agricultura e Saúde),
as embalagens com dimensões menores de 100 cm², não tem a
obrigatoriedade de trazer a tabela nutricional impressa.

Segue abaixo a Tabela Nutricional do bombom Sonho de Valsa:
Informação Nutricional
Porção de: 21,5g (1 unidade)
                                     Quantidade por porção   *VD%

 Valor Energético      113 kcal = 471 kJ                      6 
 Carboidratos                      13g                        4 
  dos quais açúcares               10g                        ** 
 Proteínas                         1,3                         2 
 Gorduras totais                    6,2g                      11
 Gorduras saturadas                3,2g                       15 
 Gorduras trans                     0g                        ** 
 Fibra alimentar                    0g                        0 
 Sódio                             36mg                       2

(*) % Valores Diários de Referência com base em uma dieta de 2.000
kcal ou 8400 kJ. Seus valores diários podem ser maiores ou menores,
dependendo de suas necessidades energéticas.
(**) Valores Diários de Referência não estabelecidos. 

Desejando outras informações, entre em contato conosco.

0800-7041940 (ligação gratuita)

Um abraço,

Sak - Serviço de Atendimento Kraft

O fato é que eu de imediato pensei, “poxa, que coisa, estão respaldados pela lei e tudo mais, ponto pra eles”.

Daí me ocorreu uma coisa meio óbvia: 100cm² deveriam dar numa embalagem de 10cm por 10cm, e fiquei cismado que poderia ser maior.

Bem, resultado é que hoje, uns meses depois disso, eu tive a coincidência de comer um Sonho de Valsa e ter uma régua por perto. A embalagem possui as dimensões 12,5cm por 13,5cm, o que dá um total de 168,75cm². Bem acima, portanto do limite estabelecido.

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E agora? Vou mandar um e-mail de volta explicando isso e prometo publicar aqui as cenas dos próximos capítulos.

PS: nada contra o bombom em si, tanto que eu o consumo, embora minha preferência descarada é o Serenata de Amor, da Garoto, que é com castanha de caju e não com amendoim.

UPDATE em 17/11/2008:

Dois fatos que soube depois de publicar isto (enquanto ainda aguardo o e-mail da Kraft):

1) Meu amigo Dalton atentou que a legislação da ANVISA usa a expressão “superfície visível para rotulagem”, o que pode de alguma forma pesar na possibilidade da área a ser considerada ser realmente menor que 100cm² (e não calculada pelos meus rudimentares conhecimentos de base vezes altura, mas algo como 4πR² somado à área da barbatana do embrulho que é feito, um tanto subjetivo).

2) Consumi ontem um Serenata de Amor, mas sem uma régua por perto. Dá a impressão de ser um pouco menor, mas também acima das medidas. Entretanto, as informações nutricionais estão todas lá, em minúsculas, porém legíveis letras. Ou seja… é mais uma questão de boa vontade e manter as pessoas informadas do que de cumprir a lei, não é?

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Se você não acredita no cristianismo, talvez não seja boa idéia ler este post (tem outros ótimos logo abaixo, quase nunca sobre este assunto). Vou tentar ser bem objetivo. O Natal tem uma conotação muito ligada à religião e ao nascimento de Jesus, que é comemorado neste período.
Minha mãe, que tem 63 anos, diz que quando ela era criança (anos 50) nem existia isto de presente de Natal. E que no dia de Reis (6 de janeiro) que eventualmente tinha algum tipo de troca de presentes, simbolizando, claro os presentes que os 3 reis magos deram a Jesus em seu nascimento.
Daí, resumindo, entramos num mundo muito mais consumista, a Coca-Cola adaptou o papai noel com roupas vermelhas e que distribuía presentes nas renas, e hoje o comércio acaba dependendo tanto disso que o Natal hoje em dia começa em… Outubro.

Sim, os sempre natalinos panetones estavam “religiosamente” lá desde primeiro de Outubro, e esta semana já vi os enfeites de árvores. É uma triste distorção do real sentido de uma celebração tão importante. As crianças mal sabem a razão de tudo aquilo… mas adoram!
Quando eu era criança, também gostava e também não entendia nada direito, mas ao menos o Natal começava em Dezembro…

Será que crescer é a única opção, ou é questão de sobrevivência?

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Vivemos numa época onde ocorre uma guerra muitas vezes (felizmente nem sempre) silenciosa de comunicação. Que cada lado queira defender seus próprios interesses, não é novidade alguma, acho inevitável pensar que a vida é de certa forma assim, nós mesmos fazemos isto. O que machuca é o caráter que existe por trás, o lastro de valores com que se tenta impor uma idéia. E num mundo onde as pessoas têm dificuldade em acreditar o que é certo ou errado, é um perigoso prato cheio para alguns.


Eu me deparei com um artigo no site Planeta Sustentável, do grupo Abril/UOL, com o título “O desafio de alimentar 6 bilhões de pessoas”. O artigo começa bem, falando de crescimento populacional, de mercado mundial de agronegócio, de equilíbrio entre oferta e demanda e até um pouco de geopolítica. Na quarta e última página, entretanto, a menção ao papel dos alimentos geneticamente modificados (transgênicos) não é nada inocente. Fala em “ganhos de produtividade e redução de custos”, algo muito distante da realidade e muito mais próximo (se falasse sobre) do aumento de lucro e redução de despesas… das empresas fabricantes destes produtos (Monsanto, Syngenta, Bayer, etc.). Se você não conhece muito sobre o assunto, eu sugiro a leitura desta FAQ.

Os alimentos transgênicos têm sido vendidos por aí como a grande solução para a fome do mundo. Qual seria a mágica para isso? Por acaso estas empresas vão fazer farta distribuição de alimentos para os famintos na África? Porque, até agora, o que se vê é o crescimento do uso de substâncias tóxicas (claro, em venda casada com a semente da própria empresa que produz), contaminação de plantações não-transgênicas, uso da população como cobaia dos efeitos destes alimentos para a saúde e uma inexplicável conivência de políticos ligados ao agronegócio (que no Brasil, deram um cheque em branco para a CTNBio aprovar o que quiser nesta área).
Curioso foi ver só no dia seguinte que um dos patrocinadores do Planeta “Sustentável” é a empresa Bunge. Logo ela, que usa soja transgênica em suas marcas de óleo (Soya é a mais conhecida) e que foi a primeira a perder a queda-de-braço com a justiça para ter que seguir a lei brasileira que obriga as empresas a rotularem seus produtos com a identificação de que contém transgênicos. (traduzindo: esforçou-se para esconder a verdade do consumidor. Você vai continuar comprando produtos de uma empresa assim? Eu não.)

Existe uma farta leitura nos relatórios e documentos na área de transgênicos no site do Greenpeace Brasil, muitos deles justificando a razão de muitos países da Europa de terem proibiso o seu cultivo e dos perigos de substâncias tóxicas como o glifosato (usado comumente nos agrotóxicos já citados). Recomendo também a leitura deste boletim da campanha Por um Brasil Livre de Transgênicos.

Acho importante levantar uma certa poeira sobre este assunto, já que é algo ao mesmo tempo distante dos olhos da população, mas tão comum em suas bocas.

Obs: O título deste post foi emprestado da campanha de transgênicos do Greenpeace Brasil. Este mesmo artigo encontra-se no Engenharia Ambiental.

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Fato 1 – O Greenpeace lutou muito e obteve de forma suada uma importante conquista no começo deste ano, em exigir que fosse cumprida a lei que obriga os fabricantes de produtos contendo ingredientes de origem transgênica (geneticamente modificados) a rotularem os produtos com uma marcação, de forma que o consumidor soubesse aquilo que estava comprando e consumindo. Foram necessárias diversas manifestações públicas durante anos para que as autoridades enfim percebessem que se a lei existe, é porque havia uma razão para isso. Ainda assim, apenas uma ou duas marcas que foram obrigadas pela justiça a cumprir a lei, mas dezenas de outras estão ainda por aí sem que se identifique a presença de transgênicos.
Fato 2 – A ANVISA divulgou (vi uma matéria no Bom Dia Brasil de hoje) algo que é de uma gravidade enorme: ao fazer uma operação de medição nos níveis de gorduras trans e outras substâncias em diversos produtos das marcas mais conhecidas e consumidas, constatou que cerca de 40% declaram um nível bem diferente do que o rótulo diz.

Ou seja, NÃO PODEMOS MAIS ACREDITAR NO QUE AS EMBALAGENS AFIRMAM CONTER. Ou refraseando: AINDA QUE SE CUMPRA A LEI COM MUITO CUSTO, ELA NÃO ESTÁ SENDO CUMPRIDA DE ACORDO.
A indústria alimentícia tem dado amostras, já há bastante tempo, que o que vale é conseguir reduzir a quantidade de ingredientes mais caros, ganhando frações de centavos que resultam em muito dinheiro em larga escala de vendas. Para isso, não importa se usam a gordura trans, que sabidamente causa a morte de milhares de pessoas todos os anos ou produtos transgênicos, onde somos cobaias de variedades de milho e soja que sabidamente fazem mal e foram banidas em diversos países. Se a legislação do país permite, simplesmente adotam e pronto, que se dane a nossa saúde. Praticamente tudo o que se vê no mercado está em constante alteração de ingredientes com este objetivo. As quantidades das embalagens também são alvo de sucessivas alterações, que dificultam muito o consumidor de poder comparar que produto realmente custa mais que outro. Isto ao mesmo tempo ilude que estamos comprando um alimento sempre com o mesmo preço, livre de inflação, mas por outro lado temos que comprar mais vezes e silenciosamente não percebemos. Alguns chocolates, por exemplo, eram padronizados em 200g. Hoje existem embalagens com 180g, 170g e 160g. Os diâmetros dos biscoitos estão nitidamente menores. Enfim, exemplos aqui é o que mais vai existir e todos nós que vamos ao supermercado sabemos disso.

Em outros países, por vezes os consumidores organizam boicotes com sucesso, mas não parece ser algo fácil de se organizar num país de dimensões como o Brasil, mesmo porque a ANVISA sequer divulgou quais são estes produtos. A saída é parodiar o General Jorge Armando Félix no recente caso da CPI dos grampos, “Tecnologia antigrampo zero trans, a única efetivamente eficaz, seria não abrir a boca”.

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Sucos

Vamos entender melhor aquilo que bebemos em termos de sucos industrializados?

Achei interessante falar sobre isto, já que eu vi que cada vez novas nomenclaturas foram aparecendo, e pelo o que pesquisei, não há um consenso muito sobre o que cada coisa é.

Senão vejamos, há tempos atrás, os sucos deviam ter um teor não regulamentado de quantidades, o que dava margem para as empresas entupirem de água com açúcar seus produtos.

De tempos pra cá eu tenho observado termos como Suco Tropical, e há mais tempo, o Néctar.

Descobri que cada termo pode se aplicar ao suco de acordo com a concentração da polpa da fruta que houver na embalagem. Assim, é preciso abrir os olhos ao comprar aquele suco que é baratinho, baratinho, pois provavelmente deve haver menos fruta nele. Lendo algumas instruções normativas do Ministério da Agricultura, descobri que as concentrações variam com cada fruta, e existem termos que não possuem uma classificação “pura”, quando se referem a frutas com “sabor muito forte”. Portanto fiquem de olho, o néctar tem menos concentração de fruta que o suco tropical, que tem menos que o suco natural.

Também descobri que até o mercado de sucos em pó comete alguns deslizes. Colocam 1% de fruta liofilizada junto do pó e vendem esta característica como se o suco fosse o mais natural possível. Jamais se enganem: suco em pó nunca foi e nunca será NADA natural: é o bom e velho açúcar-corante-aromatizante.

Os sucos de laranja também são complicados de entender, pois geralmente são feitos a partir de concentrados de laranja. Assim é difícil medir qual o teor da polpa de fruta que existe na embalagem.
Os sucos concentrados, daqueles que são vendidos em garrafinhas e precisam ser adicionados em água são outro caso que merece atenção, pois cada fabricante sugere uma quantidade diferente de diluição, ficando difícil comparar o que vale mais à pena comprar.

É isso aí. Nada substitui o suco mesmo natural, feito na hora da própria fruta, mas quando a preguiça bate, vale ficar de olho.

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