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Archive for maio \28\UTC 2008

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Passe o mouse nestes links abaixo para a minha mal-feita tradução. (por alguma razão estranha, os “i” não aparecem com acento).
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Já passou faz tempo da hora. Este interessante artigo do Washington Post alerta para o estilo de vida dos americanos e o quanto a forma de consumir as coisas está esgotando o planeta em termos de energia. James Kunstler ainda reflete sobre alguns tópicos fundamentais da sociedade americana (e facilmente extrapolável para o restante do mundo em outra proporção) hoje:

A forma como os alimentos são produzidos;

A forma como o comércio é conduzido;

A forma como as pessoas viajam;

A forma como as terras são ocupadas;

A forma como o capital é adquirido e gasto;

Governança, sistema de saúde, educação, etc.

(eu acrescentaria: A forma como o meio ambiente é dilacerado em nome de todos os ítens acima)

Em todos estes tópicos, as coisas estão tão atreladas às outras que fica até difícil sentir a sutileza do desastre que pode acontecer em pouco tempo. O alto preço do petróleo, a mais de 130 dólares o barril (eram menos 30 dólares antes da guerra do Iraque, lembram?) interfere no transporte de alimentos, na aviação, no turismo e gera um problema em efeito cascata. Existem vários outros problemas sérios acontecendo com o mundo. A discussão entre alimentos versus combustíveis na agricultura vai ganhar muito espaço nos próximos meses. A escassez de água promete deixar bilhões de pessoas sem acesso a água potável nos próximos 20 anos.

O grande desafio é: como desacelerar isso tudo numa sociedade consumista? Um estudo da WWF de 2.006 mostra que com o ritmo de consumo atual, até 2.050 precisaremos do dobro de recursos que o planeta Terra dispõe. Assim, é fácil ver que de alguma forma as coisas irão mudar. Pelo o que se observa, é o planeta que vai se defender sozinho.

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Imagem não é nada

Juro que é uma coincidência, não estou pegando no pé da Bauducco, não… (por causa deste post, de hoje mesmo) Eu já havia comprado este biscoito e resolvi abrir hoje. Olhem só esta foto que fiz comparando a embalagem com o biscoito real.

Dizer que é uma foto ilustrativa? Bem, OK, aparece um chocolatinho ao leite do lado, que não acompanha o produto, vá lá. Mas isso dá direito de efetivamente fazer parecer que o produto real é outra coisa? Saca só os detalhes:

1) a espessura do biscoito… na mesma proporção, o do desenho é menos de 30% do real. Nem a física explica como daria pra ser tão fino.

2) a consistência do recheio… parece um brigadeiro na foto, quando na verdade é uma pastequinha sabor chocolate das mais sem graça. Nem com um raio laser ela brilharia e faria o reflexo que a da embalagem faz.

3) a quantidade… eles têm a pachorra de escrever “muito recheio”. Somando, não deve dar o mesmo que um biscoito recheado comum, por que tanto alarde?

A embalagem também diz acima que “a foto é uma ampliação do produto”. Eu medi e não é. Na verdade, a foto e o produto estão perfeitamente na mesma escala. Será que é pra tentar justificar que o recheio está em zoom e por isso parece mais?

Sei não, viu? Onde tem alguma coisa que regulamente isso? Porque eu quero mesmo ver e saber qual é o limite entre o certo e o duvidoso. E aqui a Bauducco ganha um segundo ponto negativo de um consumidor que só queria mesmo é que as coisas fossem claras e objetivas como deveriam, e não passar por um filtro que o “foto ilustrativa” se encarrega a nos forçar a usar.

Já tentava evitar outros produtos da Bauducco como biscoitos recheados, por ser um dos poucos do mercado que ainda contém gorduras trans.

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Algumas empresas não entendem simplesmente o que têm em suas mãos, elaborando estratégias que simplesmente descartam décadas de tradição de seus produtos. Resolvi escrever este post pegando carona numa discussão que apareceu esta semana no Blue Bus.

Como profissional que sempre trabalhou com Marketing, é simples entender que as empresas de grandes grupos alimentícios queiram elevar seus faturamentos através de alteração nas quantidades de produtos por embalagem e por alteração dos ingredientes. Fazer isso com uma marca tão forte quanto o Ovomaltine, entretanto, é um movimento um tanto forte. O Nescau, que com o passar dos anos foi ganhando cada vez mais açúcar, optou por lançar outros produtos, como o Nescau 2.0. O Toddy também lançou uma fracassada linha com sabores, sem entretanto abandonar o produto original. Aqui estou falando sobre não ter escolha. Simplesmente sai de campo o que havia e entram estes novos produtos, certamente com composição alterada, já que o sabor efetivamente não é o mesmo conforme pude comprovar.

A grande popularização deste produto veio de carona com o Milkshake de Ovomaltine do Bob´s, como é fácil de ver no Orkut as diversas comunidades dos que amam o produto. Com um share imenso, será que foi feito um movimento certeiro? Gostaria, como consumidor, de poder comparar os ingredientes do que havia antes com o que temos agora, nos mínimos detalhes. Se alguém tiver um rótulo do antigo Ovomaltine Suíço e puder me enviar, agradeço e farei um post para divulgar esta diferença.

Não pretendo consumir o produto novamente enquanto não tiver uma resposta satisfatória, pois considero um desrespeito aos consumidores.

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A queda da Ministra Marina Silva da pasta do Meio Ambiente deve ser observada com certa atenção. Em toda a sua gestão, ela fez o dever de casa como qualquer ambientalista gostaria, e obteve níveis expressivos de sucesso perante um Brasil que precisa crescer a todo custo, como prega a política econômica de Lula. A queda nos níveis de desmatamentos (que ainda são grandes e fazem um estrago desmedido às emissões de CO2 (fora outros estragos) é algo, veja só, mal-visto por algumas pessoas. Quem?

Ora, estou falando dos nobres colegas da bancada ruralista. Por definição, por que um país como o Brasil precisa de uma bancada ruralista dentre a classe política? Bem, isso pode ser assunto pra outra discussão. Voltando, ocorre que o Deputado Valdir Colatto (PMDB-SC) fez afirmações estapafúrdias em nome desta bancada, onde constam atrocidades como “A questão do desmatamento é uma bandeira forçada” ou “Se o agricultor não planta, ninguém come, nem almoça, nem janta” [ainda no contexto de Amazônia].

Senhor Deputado, não tem espaço pra plantar comida, é isso? Precisa desmatar mais ainda da Amazônia senão o povo vai passar fome? Será que a questão não é um pouco mais complexa? Que tal, o avanço da cultura de cana e outras para a produção de combustíveis? Não entende que mesmo este “pouco” que devasta-se a floresta coloca o Brasil em quarto lugar em emissões de CO2 no mundo inteiro? Já ouviu falar em aquecimento global? Será que o mercado internacional de alimentos não anda um pouco competitivo demais, cheio de salvaguardas e restrições?

Largue o osso… o mundo que o Senhor deseja ver não é um que precisará de tanto alimento assim.

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Depois de serem taxadas as gorduras saturadas como vilãs dos problemas cardíacos há décadas atrás, surgiu o processo de hidrogenização como salvador da pátria, que nos trouxe a saudável margarina que era muito mais leve e saudável que a manteiga, pois suas gorduras eram vegetais. Muitos anos depois, estudos entre 1995 e 2003 colocaram a hoje conhecida gordura trans – justamente o principal componente da margarina – como perigosa demais para o coração, entupidora maligna das artérias. As gorduras trans, principalmente proveninentes da gordura vegetal hidrogenada, foram demonizadas. Hoje, todo produto com gorduras vegetais precisa ter “Zero Trans” sob pena de ser sumariamente descartado por consumidores mais antenados (e infelizmente poucos).
Ainda assim, é preciso dizer que a legislação da Anvisa permite que produtos com até 0,2g de gorduras trans por porção contenham os dizeres Não contém, Livre de, Zero, Isento de, etc.. Ou seja, se o fabricante quiser colocar que a porção (na tabela da embalagem) é de 1/4 de um biscoito, para que o valor seja abaixo de 0,2g, além de tudo poderá colocar que o produto é “Zero Trans”. Isto seria sinal que cada biscoito, na verdade, contém 0,8g. Como a OMS diz que acima de 2g diárias a gordura Trans é perigosa, então 3 biscoitos destes já ultrapassam esta medida, embora sejam “livres de” gorduras trans.

A mágica do fim das gorduras trans também está por baixo, entretanto, de um outro processo industrial, a interesterificação. Note em qualquer embalagem de biscoito recheado ou qualquer outro que antes continha gordura vegetal hidrogenada, que agora contém gordura vegetal interesterificada. Eu li que a interesterificação é um processo químico que apesar de não gerar os mesmos problemas das gorduras trans, acaba gerando outros tão graves quanto, como se vê neste estudo (em PDF) ou neste site.

O bom senso precisa continuar existindo: alimentação tem que ser a mais natural possível, principalmente para as crianças. Tudo o que é industrializado é passível de conter substâncias inseguras para nossos organismos e continuamos sendo cobaias de uma indústria alimentícia cada vez mais focada em melhorar os lucros, mesmo que seja usando substâncias que nossas frágeis legislações permitem, ainda que perigosas para a saúde.

Consuma com muito cuidado biscoitos (principalmente recheados), chocolates, salgadinhos, bolos, sorvetes, margarinas, batatas fritas e afins.

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Algumas coisas que escrevo aqui invariavelmente se relacionam a momentos de irritação. É o que passo no trânsito, quando me deparo com pessoas (e pela minha estatística local, estou falando com mais de 70% dos motoristas) que desconhecem o conceito de faixa livre.

A faixa livre é um local de livre conversão para os carros entrarem numa grande avenida sem precisarem ficar parados esperando a boa vontade de quem vem. Na avenida principal é feito um estreitamento de pista que permite que o carro que entre não interrompa a rota e tenha alguns metros de pista tracejada para “negociar” sua entrada na via principal. Claro, é muito mais fácil fazer esta negociação já na velocidade do que estando em repouco numa via transversal.

Acontece que as pessoas param… entopem a rua, podendo entrar na principal e ficam olhando pro lado esperando um favor que não precisa ser feito. E já notei que buzinar não adianta, as pessoas ficam com raiva de serem repreendidas e sequer entendem.

Por isso me prontifiquei a mostrar numa animação [sendo produzida] que mostre às pessoas como funciona, para que muitos digam: “Ahhhhhhhhhhhh, então é assim????”

Eu sempre sonhei que tivesse algo assim em algum site, mas vi que se eu mesmo não fizesse, isto jamais existiria. 🙂

Acho que o meu tag de trânsito será muito popular dentro deste blog, aguardem mais intolerâncias transitivas.

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